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VOCÊ MERECE UM TREINO PERSONALIZADO! Treinamentos intervalados de “Sprint” podem beneficiar mais os homens do que as mulheres.

VOCÊ MERECE UM TREINO PERSONALIZADO! Treinamentos intervalados de “Sprint” podem beneficiar mais os homens do que as mulheres.

Rebecca Vasconcellos Botelho de Medeiros, Rodrigo R. Resende

Vol. 1, N. 15, 05 de Agosto de 2014
DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2014.08.05.004

Quando se trata de colher benefícios do treinamento intervalado de sprint, parece que os homens ganharam a batalha dos sexos. Sprint é a palavra usada quando um corredor da um arranco de velocidade por alguns metros, ultrapassando a velocidade normal que corre para aumentar seu “pique”.

De acordo com nova pesquisa publicada na edição de junho 2014 no The FASEB Journal, os homens criam proteínas mais novas, como resultado deste exercício em comparação com as mulheres. Mas calma mulherada, a boa notícia é que ambos experimentaram aumentos semelhantes na capacidade aeróbica.

O treinamento intervalado de sprint (do inglês, sprint interval training, SIT) é caracterizado por curtos estímulos de esforço máximo com intervalos de recuperação. O SIT tem sido muito estudado por seu potencial em promover adaptações metabólicas no músculo esquelético e melhora na capacidade funcional (Figura 1).

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Figura 1: Exemplo de um treinamento de Sprint no futebol. No futebol, observamos uma série de Sprint com as sucessivas mudanças de sentido e direção dos jogadores para alcançar ou recuperar a bola. (Figura retirada do site: http://www.treinamentoesportivo.com/)

A pesquisa foi realizada no Departamento de Saúde e Ciência do Exercício, na Colorado State University, no estado do Colorado e pelo Departamento de Ciências Nutricional e Toxicologia, na University of California, no estado da California, ambos localizados nos EUA. Para fazer esta descoberta, o pesquisador Benjamin F. Miller e seus colaboradores analisaram jovens saudáveis​​, homens e mulheres, que completaram o treinamento intervalado de sprint (uma série de exercícios de alta intensidade, em uma bicicleta ergométrica por curtos períodos de tempo (30 segundos), com 4 minutos de recuperação ativa, numa frequência de três vezes por semana, durante três semanas) (1). Fora do estudo, os jovens continuaram com suas atividades normais. Antes e após o estudo, a capacidade aeróbica foi medida em ambos os sexos. Os participantes apresentaram um aumento no volume máximo de O2 (VO2) após o treinamento. O VO2 máx é um parâmetro que representa a capacidade de captar, transportar e utilizar o oxigênio, podendo sofrer adaptações mediante o treinamento. Por exemplo, se sairmos correndo hoje, em poucos minutos nos sentiremos ofegantes, mas se essa corridinha se tornar um hábito, aos poucos nos acostumaremos e não nos sentiremos mais ofegantes em poucos minutos como antes. Dizemos assim, que ganhamos resistência aeróbica. Corremos mais com menor esforço.

Além disso, ao longo do treinamento físico, os pesquisadores mediram o número de novas proteínas produzidas, bem como que tipos de proteínas foram produzidas nos músculos. Recentemente, foi proposto que a medida da síntese de proteína mitocondrial é uma verdadeira medida de biogênese mitocondrial, ou seja, da formação de novas mitocôndrias. E como as mitocôndrias são organelas das células responsáveis pela produção de energia, então, quanto mais mitocôndrias nossas células tiverem, mais energia teremos para gastar.

Assim, os pesquisadores encontraram um aumento no teor do receptor ativado pelo proliferador do peroxissoma (PGC-1α) dos participantes do sexo masculino em relação aos do sexo feminino. O PGC-1α é responsável pela coordenação mitocondrial da transcrição de genes, o que caracteriza um aumento da função mitocondrial e a biogênese mitocondrial. É mais abundante na gordura marrom, no coração, rins, fibras de contração lenta e tecidos com alta capacidade de expressão mitocondrial (Figura 2). Sua expressão é ativada no músculo pelo frio, jejum, exercício agudo e crônico, em exercício de longa duração bem como exercícios curtos e intensos, como o SIT.

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Figura 2: O SIT caracteriza um aumento no teor do receptor ativado pelo proliferador do peroxissoma (PGC-1α) dos participantes do sexo masculino em relação aos dos sexo feminino, proporcionando uma maior síntese de proteínas musculares em homens do que em mulheres. Isso favorece aos homens uma maior capacidade de oxigenação, por conseguinte, maior capacidade aeróbica do que as mulheres.

Segundo o professor Dr. Benjamin F. Miller, autor do estudo, espera-se que estudos futuros distingam diferenças na resposta entre os sexos, grupos etários ou condições diferentes de doenças, o que pode levar à prescrição de exercícios mais adequados para cada indivíduo.

Referências:

1. Scalzo RL, Peltonen GL, Binns SE, Shankaran M, Giordano GR, Hartley DA, et al. Greater muscle protein synthesis and mitochondrial biogenesis in males compared with females during sprint interval training. FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental Biology. 2014;28(6):2705-14.

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