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VOCÊ ESTÁ INGERINDO MUITA PROTEÍNA? Experimento Para Analisar A Presença De Proteínas Em Alimentos

VOCÊ ESTÁ INGERINDO MUITA PROTEÍNA?

Experimento Para Analisar A Presença De Proteínas Em Alimentos

Rebecca Vasconcellos Botelho de Medeiros, Rodrigo R. Resende, Saulo Robério Rodrigues Maia

Edição Avulsa (Alô, Escolas!) Vol. 2, N. 7, 19 de Fevereiro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.02.19.010

As proteínas são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais cadeias de aminoácidos. Sendo assim, os aminoácidos são os tijolos que formam as proteínas, e estas são as moléculas que mantêm a estrutura das células e do tecido extracelular de nosso corpo. Então, se falta proteína em sua alimentação problemas sérios de saúde você terá (1, 2) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/o-que-e-hipertensao-4o-capitulo-alimente-se-melhor/). Um aminoácido se liga ao próximo, por meio de uma ligação que chamamos de ligação peptídica. Nesta ligação, o grupo amina de um aminoácido se liga ao grupo carboxila de outro aminoácido, liberando uma molécula de água e formando um dipeptídeo (Figura 1). Se mais um aminoácido se ligar a este dipeptídeo, teremos a formação de um tripeptídeo. Vários aminoácidos ligados formam o que chamamos de um polipeptídeo. Mas essa denominação é utilizada até o numero de 70 aminoácidos. Acima de 70 aminoácidos considera-se que o composto formado é uma proteína.

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Figura 1: Ligação peptídica: ligação entre dois aminoácidos. Em verde estão os grupos carboxila e amino dos aminoácidos. Quando se ligam formam a ligação peptídica. Os grupos R1 e R2 são específicos de cada aminoácido e estão apenas representados por R para simplificar a estrutura.

O Biureto é o nome dado à estrutura resultante da degradação da ureia, aquela que eliminamos pela urina, quando esta é submetida a temperaturas superiores a 100 ºC. Em meio alcalino, o nitrogênio da molécula do Biureto é capaz de interagir com os íons cúpricos (Cu+2) (cobre +2) formando um complexo de coloração violáceo, violeta (Figura 2).

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Figura 2: (Acima) Reação de formação do Biureto pela Ureia quando aquecida a 100 ºC. (Abaixo e à esquerda) Quando em meio com pH acima de 7 o Biureto reage com o cobre e sua solução fica violeta (à direita).

Observando bem, podemos perceber que as ligações existentes na molécula do Biureto são bem semelhantes às ligações peptídicas das proteínas (Figura 3), ou seja, os íons cúpricos também são capazes de formar um complexo violáceo. Foi este o motivo pelo qual a reação entre peptídeos e proteínas com o sulfato de cobre recebeu o nome de Teste do Biureto e é empregado em pesquisas para a detecção e quantificação de proteínas.

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Figura 3: Semelhança entre as ligações das moléculas de Biureto e das ligações peptídicas das proteínas, ambas ligadas ao íon cúprico.

Vale salientar que a coloração resultante da reação depende substancialmente de 3 condições: da complexidade, do tamanho da proteína, que apresentará coloração violeta; e dos peptídeos, que apresentarão coloração rosa, e da concentração de proteínas ou peptídeos da amostra.

Material necessário

  • 2 Colheres de chá
  • 2 Colheres de sopa
  • Conta-gotas
  • 8 Copos de vidro transparente
  • Gelatina em pó sem cor e sem sabor (20 g)
  • Leite (10 mL)
  • Ovo
  • Sulfato de cobre (50 g)
  • Hidróxido de sódio (soda cáustica) (20 g)

Passo-a-passo

1º Colocar 3 colheres de chá de sulfato de cobre e 60 mL de água em um copo. Agitar até dissolver completamente o material sólido. Esta será sua solução de cobre;

2º Colocar uma colher de chá de hidróxido de sódio (NaOH) e 30 mL de água em um copo. Agitar até dissolver completamente o material sólido. Esta solução será sua solução de soda cáustica;

3º Colocar uma colher de chá de gelatina em pó em um copo. Acrescentar 10 mL de água e agitar até ficar uma mistura uniforme. A seguir, adicionar (com o conta-gotas) 3 gotas da solução de cobre. Misturar bem e depois acrescentar 2,5 mL da solução de soda cáustica. Observar durante 5 minutos. Peça aos seus alunos que anotem as observações;

4º Quebrar o ovo e colocar a clara em um copo e gema em outro. Adicionar 50 mL de água ao copo contendo a clara e 50 mL de água ao copo contendo a gema. Misturar bem, até homogeneizar, obtendo assim a solução de clara e a solução de gema;

5º Colocar 10 mL da solução de clara em um copo e gotejar 3 gotas da solução de cobre. Misturar bem e, a seguir, acrescentar 2,5 mL da solução de soda cáustica. Agite e durante 5 minutos, observar. Peça aos seus alunos que anotem as observações;

6º Colocar 10 mL da solução de gema em um copo e gotejar 3 gotas da solução de cobre. Misture bem e a seguir acrescentar 2,5 mL da solução de soda cáustica. Agite e durante 5 minutos observar. Peça aos seus alunos que anotem as observações;

7º Colocar 10 mL de leite em um copo e gotejar 3 gotas da solução de cobre e, a seguir, acrescentar 2,5 mL da solução de soda cáustica. Agitar durante 5 minutos e observar. Peça aos seus alunos que anotem as observações.

Os alimentos que contêm proteínas sofrem a reação de biureto, sendo, portanto um interessante experimento para fazer em sala de aula.

Referências

1. Lacerda LHG, Guimarães KCSB, Resende RR. O QUE É HIPERTENSÃO (4º CAPÍTULO): Alimente-se melhor! Nanocell News. 2014 12/02/2014;2(4). Epub 12/02/2014.

2. Rocha LGN, Resende RR. DIETA RICA EM VEGETAIS REDUZ OS NÍVEIS DE “COLESTEROL RUIM” EM SERES HUMANOS COM microRNAs. Nanocell News. 2014 08/29/2014;1(1). Epub 08/29/2014.

3. Maia, SRR. et. al. MANUAL DE AULAS PRÁTICAS DE UM LABORATÓRIO DE QUÍMICA COM MATERIAIS ALTERNATIVOS. Subprojeto PIBID/Química/FAEC-UECE, 2013.

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