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VITAMINA D PODE REDUZIR O RISCO DA DOENÇA DE ALZHEIMER E DEMÊNCIAS

VITAMINA D PODE REDUZIR O RISCO DA DOENÇA DE ALZHEIMER E DEMÊNCIAS

Edição Vol. 2, N. 16, 17 de Agosto de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.08.17.002

Você toma sol pela manhã todos os dias? Não? Seu trabalho ou sua rotina diária e estilo de vida não o permitem? Bom, ao menos alguns minutos na parte da tarde? Também não? Então, meu caro, é hora de mudar seu estilo de vida! A deficiência de vitamina D está associada com um risco duas vezes maior de demência e doença de Alzheimer, além de várias outras doenças autoimunes, e a perca do neném até o terceiro mês de gestação!

Demência é uma condição em que ocorre perda da função cerebral. É um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, levando a problemas cognitivos, de memória, raciocínio e afetando, também, a linguagem, o comportamento e alterando a própria personalidade.

Há dois grandes grupos em que as demências podem ser classificadas: aquelas que chamamos de demências reversíveis e as demências irreversíveis, que também são conhecidas como demências degenerativas. As demências classificadas como irreversíveis são, também, progressivas, isto é, o estado do paciente piora com o passar do tempo. A demência degenerativa mais conhecida é a doença de Alzheimer. Os prejuízos causados ao cérebro, nesta situação, não podem, portanto, ser interrompidos ou revertidos. O cérebro é destruído com o tempo com o aumento de proteínas beta-amiloides, que se acumulam nas células nervosas (1-3) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/possivel-cura-para-o-mal-de-alzheimer-a-caminho-nanotubos-%CE%B2-amiloide-e-seu-receptor-da-proteina-prionica/).

Já as demências classificadas como reversíveis, embora causem danos ao cérebro, podem ter sua condição revertida. Alguns exemplos desses tipos de demência são os tumores cerebrais, que podem pressionar regiões do cérebro e causar problemas relacionados à região comprimida (por exemplo, se o tumor for no córtex motor, região do cérebro que controla os movimentos, a pessoa pode ter dificuldade para andar. Se o tumor é removido, a pessoa pode voltar a andar normalmente), a deficiência de vitamina B12 ou cianocobalamina (a vitamina B12 é essencial para a formação das hemácias e do sistema nervoso central. Ela também é importante para a formação do DNA, previne a anemia e pode ser bom para os músculos), hidrocefalia normotensiva (A hidrocefalia é um acúmulo de líquido no interior do crânio, o que causa o inchaço do cérebro. Hidrocefalia significa “água no cérebro”. A hidrocefalia de pressão normal (HPN) é um aumento no líquido cefalorraquidiano (LCR) no cérebro que afeta a função cerebral. No entanto, a pressão do fluido é geralmente normal), e vários outros exemplos, como o que apresentaremos aqui, a falta de vitamina D.

Uma equipe internacional, liderada pelo prof. Dr. David Llewellyn da Universidade de Exeter no Reino Unido, promoveu um estudo único com 1658 pessoas e descobriu que os participantes do estudo que estavam severamente deficientes em vitamina D tiveram mais do que o dobro da probabilidade de desenvolver demência e doença de Alzheimer.

Eles descobriram que adultos no estudo, que estavam moderadamente deficientes em vitamina D, tinham um risco maior de 53% em desenvolver demência do que qualquer outro indivíduo, e o risco aumentado para 125% naqueles que eram severamente deficientes em vitamina D. Isso é o dobro de chances a mais de se ter demência quando comparado com pessoas que tem níveis normais de vitamina D no sangue (4).

Resultados semelhantes também foram registrados para a doença de Alzheimer, com um grupo com uma deficiência moderada de vitamina D, 69% foram mais propensos a desenvolver a doença de Alzheimer, saltando para um aumento no risco de 122% para aquelas pessoas severamente deficientes em vitamina D (4).

NÍVEIS SEGUROS DE VITAMINA D

A deficiência de vitamina D é bastante comum, e uma lista crescente de doenças e condições estão ligados a sua deficiência. A exposição solar regular, sem protetor solar, faz com que sua pele produza vitamina D naturalmente. Mas qual a quantidade de sol que você precisa?

Você provavelmente já viu ou ouviu algumas informações vagas, recomendando “a poucos minutos a cada dia.” Mas estas recomendações são demasiadas gerais para ser útil. A quantidade de sol que você precisa para atender às suas necessidades de vitamina D varia enormemente, dependendo da sua localização, o seu tipo de pele, a época do ano, a hora do dia, e até mesmo as condições atmosféricas! Mas, relaxe, um tempo médio de 20 minutos diários de exposição do rosto, braços e mãos ao sol podem ser o suficiente. Veja a tabela abaixo.

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ATENÇÃO: Não há nenhuma maneira de saber se as recomendações acima são corretas. A única maneira de saber é dosando os níveis de Vitamina D em seu sangue. Você pode precisar de 4-5 vezes a mais da quantidade recomendada acima. Idealmente, o seu nível sanguíneo de 25 OH Vit. D deve ser 60 ng/mL. Fonte: http://zardoz.nilu.no/~olaeng/fastrt/VitD-ez_quartMED.html

O estudo também encontrou evidências de que há um nível limite de vitamina D circulante na corrente sanguínea, abaixo do qual o risco de desenvolver demência e doença de Alzheimer aumenta. A equipe do prof. David Llewellyn já havia aventado a hipótese de que este nível poderia estar na região de 25-50 nmol/L, e suas novas conclusões confirmam que os níveis de vitamina D acima de 50 nmol/L são mais fortemente associados com a boa saúde do cérebro (4).

A pesquisa foi realizada com 1.658 adultos com idade acima de 65 anos, que foram capazes de andar sem ajuda e estavam livres de demência, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral no início do estudo. Os participantes foram acompanhados durante seis anos, avaliando quem passou a desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.

Os cientistas esperavam encontrar uma associação entre baixos níveis de vitamina D e o risco de demência e doença de Alzheimer, mas os resultados foram surpreendentes, Eles constataram que a associação entre demência e deficiência em vitamina D foi duas vezes mais forte como havia sido previsto.

Os ensaios clínicos são agora necessários para estabelecer se comer alimentos como peixes oleosos ou tomar suplementos de vitamina D podem retardar ou mesmo prevenir o aparecimento da doença de Alzheimer e demência. “Precisamos ser cautelosos nesta fase inicial e os nossos últimos resultados não demonstram que baixos níveis de vitamina D causam demência. Dito isto, os nossos resultados são muito encorajadores, e mesmo que um pequeno número de pessoas que poderiam se beneficiar, este teria enormes implicações para a saúde pública, dada a natureza devastadora e cara da demência”, disse o prof. David (4).

FONTES DE VITAMINA D

A vitamina D vem de três fontes principais – a exposição da pele à luz solar, alimentos como peixes oleosos, e suplementos. A pele das pessoas mais velhas podem ser menos eficientes na conversão de luz solar em vitamina D, tornando-os mais propensas a ser deficientes e dependentes de outras fontes. Em muitos países, a quantidade de radiação UVB no inverno é demasiado baixa para permitir a produção de vitamina D (Figura 1).

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Figura 1: Melhor hora para se tomar o banho de sol: Evite a exposição ao Sol entre às 11h30 e às 16h30. Use protetor solar, vestuário apropriado, chapéu e óculos de sol. Renove a aplicação de protetor depois dos banhos de mar e piscina. Lembrando: A produção de vitamina D pelo corpo é feita durante 20 minutos de exposição ao sol sem protetor solar! Figura modificada de http://www.ligacontracancro.pt/

Esclarecer sobre fatores de risco para a demência é uma das tarefas mais importantes hoje em dia para pesquisadores da área de saúde. Embora estudos anteriores sugeriram que a falta de luz do sol e a deficiência de vitamina D está associada a um risco aumentado da doença de Alzheimer, o estudo descobriu que pessoas com níveis muito baixos de vitamina D tiveram mais do que o dobro da probabilidade de desenvolver qualquer tipo de demência.

* NÃO FAÇA AUTOMEDICAÇÃO – O tratamento com VITAMINA D em doses elevadas requer acompanhamento médico especializado.

Fonte:

O post acima é reproduzido a partir de materiais fornecidos pela Universidade de Exeter. Nota: Os materiais foram editados por conteúdo.

Referências

1. Tonelli FM, Resende RR. POSSÍVEL CURA PARA O MAL DE ALZHEIMER A CAMINHO: Nanotubos β-amilóide e seu receptor da proteína priônica. Nanocell News. 2014;1(4).

2. Resende RR. NOVOS MEDICAMENTOS REVERTEM OS EFEITOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER EM CAMUNDONGOS. Nanocell News. 2014;1(16).

3. Furtado CA, Kihara AH, Paschon V. ALZHEIMER, MUDANÇA DE HÁBITO E GRANDES RESULTADOS: A Melhora Pode Estar Em Suas Mãos, Não Se Esqueça! Nanocell News. 2014;2(5).

4. Littlejohns TJ, Henley WE, Lang IA, Annweiler C, Beauchet O, Chaves PH, et al. Vitamin D and the risk of dementia and Alzheimer disease. Neurology. 2014;83(10):920-8.

 

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  • 2
  1. Mara disse:

    Minha mãe tem Alzheimer, tem algum exame para eu saber se também vou ter?

    24/maio/2016 ás 17:28
  2. Enivaldo disse:

    O material é muito pobre, confuso e ainda recomenda na figura apresentada: ” Use protetor solar, vestuário apropriado, chapéu e óculos de sol.” Grrrrrr… :-(

    26/julho/2017 ás 12:16

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