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VISÃO DO TELESCÓPIO HUBBLE DOS “PILARES DA CRIAÇÃO”

VISÃO DO TELESCÓPIO HUBBLE DOS “PILARES DA CRIAÇÃO”

Edição Vol. 2, N. 06, 12 de Janeiro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.01.14.003

O telescópio espacial Hubble da NASA reviu a Nebulosa Águia, fornecendo aos astrônomos uma visão mais nítida e mais ampla dos famosos “Pilares da Criação”.

Apesar de o Telescópio Espacial Hubble da NASA ter tirado muitas imagens deslumbrantes do universo, um clique se destaca do resto: a vista icônica dos chamados “Pilares da Criação”. A foto de cair o queixo, tirada em 1995, revelou detalhes nunca antes vistos de três colunas gigantes de gás frio banhado pela luz ultravioleta escaldante de um aglomerado de estrelas jovens e massivas em uma pequena região da nebulosa da Águia, ou M16 (Figura 1).

telescopio

Figura 1: Astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA montaram uma fotografia maior e mais nítida da icônica “Pilares da Criação” da Nebulosa Águia (direita); a imagem original de 1995 do Hubble é mostrada à esquerda. Clique na imagem para ampliá-la. Imagem: NASA/ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA)/J. Hester, P. Scowen (Arizona State U.)

Apesar de tais características semelhantes a montes sejam comuns em regiões de formação estelar, as estruturas da Nebulosa da Águia (M16) são de longe a mais fotogênica e evocativa. A imagem do Hubble é tão popular que já apareceu em filmes e programas de televisão, em camisetas e travesseiros e, até mesmo, em um selo postal.

E agora, na comemoração do seu próximo aniversário de 25 anos em abril, o Hubble revisitou os famosos pilares, fornecendo aos astrônomos uma visão mais nítida e mais ampla. Como um bônus, os pilares foram fotografados em luz infravermelha, assim como a luz visível (1). A visão infravermelha transforma os pilares em misteriosas silhuetas delgadas visto contra um fundo de miríades de estrelas. Isso porque a luz infravermelha penetra muito através do gás e da poeira, com exceção das regiões mais densas dos pilares. Estrelas recém-nascidas podem ser vistas escondidas dentro dos pilares. As novas imagens foram reveladas na reunião da Sociedade Americana para a Astronomia, em Seattle.

Embora a imagem original fosse apelidada de Pilares da Criação, a nova imagem sugere que eles também sejam pilares da destruição. É impressionante como quão transitória estas estruturas são. Elas estão sendo ativamente cauterizadas ou queimadas à distância diante de nossos olhos. A neblina fantasmagórica azulada em torno das bordas densas dos pilares é material que se aquece e evapora no espaço. A visão desses pilares é vista em um momento muito especial e de curta duração em sua evolução.

As primeiras fotos, de 1995, foram capturadas e montadas pelos professores Dr. Paul Scowen e o astrônomo Dr. Jeff Hester da Universidade do Estado da Arizona, em Tempe.

A imagem infravermelha mostra que as extremidades dos pilares são nós densos de poeira e gás. Eles escondem o gás abaixo deles, mantendo-o resfriado e criam as estruturas longas, semelhantes à colunas. O material entre os pilares tem sido por muito tempo evaporado pela radiação ionizante do agrupamento central de estrelas, localizado acima dos pilares.

Na extremidade superior do pilar do lado esquerdo, um fragmento gasoso foi aquecido e está se afastando para longe da estrutura, que sublinha a natureza violenta de regiões de formação de estrela. Esses pilares representam um processo ativo muito dinâmico. O gás não está sendo aquecido passivamente e flutuando suavemente pelo espaço. Os pilares gasosos estão, na verdade, se ionizando, um processo pelo qual os elétrons são arrancados dos átomos, e aquecidos pela radiação massiva das estrelas. E então eles estão sendo erodidos pelos ventos e pela chuva de partículas carregadas, que são literalmente arremessando para fora os topos destes pilares.

Quando os professores Scowen e Hester usaram o Hubble para fazer as observações iniciais da Nebulosa da Águia, em 1995, os astrônomos tinham visto as estruturas tipo pilares em imagens terrestres, mas não em detalhe. Eles sabiam que os processos físicos não são exclusivos da Nebulosa da Águia, pois o nascimento de estrelas tem lugar em todo o universo. Mas a uma distância de apenas 6.500 anos-luz, a Nebulosa da Águia (M16) é o exemplo mais dramático nas proximidades – como a equipe logo percebeu.

As primeiras características que saltaram aos olhos para a equipe em 1995 foram as correntes de gás parecendo que estavam flutuando para fora das colunas. Os astrônomos tinham debatido anteriormente sobre qual efeito que estrelas massivas próximas teriam sobre o gás circundante, em berçários estelares. E disseram que havia apenas uma única coisa que poderia iluminar uma vizinhança como esta: estrelas massivas chutando para fora com potência suficiente na luz ultravioleta para ionizar as nuvens de gás e fazê-las brilharem. Seriam as regiões de formação de estrelas, as nebulosas, como a do presente caso, a nebulosa da Águia (M16), que são os sinais de néon interestelares. Esta foi a primeira vez que se tinha visto diretamente uma evidência observacional de que o processo de erosão espacial, não só a radiação, mas a força mecânica de excisão do gás a partir das colunas (Figura 1).

Comparando-se as imagens de 1995 e 2014, os astrônomos também notaram um prolongamento de uma estrutura estreita tipo jato, que pode ter sido ejetada de uma estrela recém-formada. O jato se parece com um fluxo de água de uma mangueira de jardim. Ao longo dos 19 anos de intervenção, este jato se estendeu mais longe para o espaço, através de um adicional de 96,5 bilhões de quilômetros, a uma velocidade estimada de cerca de 724 mil Km/hora.

Nosso sol, provavelmente, também foi formado em uma região turbulenta similar de formação de estrelas. Há evidências de que a formação do sistema solar foi sazonada, ou com estações, com estilhaços radioativos provenientes de uma supernova em suas proximidades. Isso significa que o nosso sol foi formado como parte de um conjunto, que incluiu estrelas massivas o suficiente para produzirem uma poderosa radiação ionizante, como é visto na Nebulosa da Águia. Essa é a única forma da nebulosa da qual o sol nasceu poderia ter sido exposto a uma supernova que, rapidamente, no curto período de tempo que representa, porque supernovas só vêm de estrelas de grande massa, e essas estrelas só vivem algumas dezenas de milhões de anos. O que isto significa é que quando você olha para o ambiente da Nebulosa da Águia ou de outras regiões de formação de estrelas, você está olhando exatamente o tipo de ambiente do qual o nosso sol nasceu. E isso, acredite ou não, é um milagre!

A NASA está explorando o nosso sistema solar e além dele, a fim de compreender o universo e nosso lugar nele. Nós procuramos desvendar os segredos de nosso Universo, as suas origens e evolução, e procurar vida entre as estrelas. O anúncio de hoje compartilha a descoberta de nosso cosmos que está em constante mudança, e nos aproxima do conhecimento se estamos sozinhos no universo.

Referência

 

1. Lacerda LHG, Resende RR. ENXERGANDO ATÉ NO ESCURO! Lente de Contato com Grafeno Permitirá ter Visão de Calor. Nanocell News. 2014 09/02/2014;1(2). Epub 09/04/2014.

 

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