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VÍRUS HIV ELIMINADO PELA PRIMEIRA VEZ EM CULTURA DE CÉLULAS HUMANAS: Póssivel cura para a AIDS

VÍRUS HIV ELIMINADO PELA PRIMEIRA VEZ EM CULTURA DE CÉLULAS HUMANAS: Póssivel cura para a AIDS

Vol. 1, N. 15, 05 de Agosto de 2014
DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2014.08.05.008

Em um estudo publicado recentemente, pesquisadores da Universidade de Temple detalharam como eles criaram ferramentas moleculares para eliminar o HIV de células humanas em cultura pela primeira vez.

O vírus HIV-1 tem se mostrado ser tenaz (resistente), inserindo o seu genoma de forma permanente no DNA de suas vítimas, obrigando a pessoa a tomar um coquetel de drogas ao longo da vida para controlar o vírus e impedir um novo ataque. Agora, uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Temple na Filadélfia, Pensilvânia (EUA), projetou uma maneira de cortar os genes integrados de HIV-1 do genoma humano (1).

Este é um passo importante no caminho para uma cura permanente para a AIDS. O trabalho liderado pelos professores Dr. Kamel Khalili e Dr. Wenhui Hu, conduziu o trabalho que marca a primeira tentativa bem sucedida para eliminar o vírus HIV-1 latente a partir de células humanas. É uma descoberta excitante, mas ainda não está pronta para ir para a clínica. É uma prova de conceito que indica que os cientistas estão indo na direção certa.

Em um estudo publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, Dr. Khalili e colegas detalham como eles criaram ferramentas moleculares para excluir o DNA pró-viral do HIV-1. Quando implantada, uma combinação de uma enzima que corta ou cliva o DNA, chamada nuclease, e um filamento alvo de RNA, denominado de RNA guia (gRNA), caça o genoma viral e excisa ou tira fora o DNA do HIV-1 do genoma da célula humana (1). A partir daí, a maquinaria de reparo gênica da célula assume, soldando as extremidades soltas do genoma humano de volta para ficarem juntas – resultando em células livres do DNA viral (1) (Figura 1).

virus_hiv_eliminado

Figura 1: DNA viral do HIV-1 é cortado do DNA genômico do paciente em células de defesa, como os linfócitos e macrófagos, células brancas do sangue. A nuclease (Cas9), enzima que cliva ou quebra o DNA, foi construída com um RNA guia (gRNA) que identifica o DNA viral (em cinza e vermelho no detalhe), cortando-o do DNA da célula humana.

Uma vez que o HIV-1 nunca é eliminado pelo sistema imunológico, a remoção do vírus é necessária, a fim de curar a doença. A mesma técnica pode, teoricamente, ser usada contra uma variedade de vírus. A pesquisa mostra que essas ferramentas moleculares também são uma promessa como uma vacina terapêutica; células armadas com a combinação de nuclease-RNA mostraram-se impermeáveis à infecção pelo HIV.

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2012, O Brasil tem 656.701 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2011, foram notificados 38.776 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 20,2 casos por 100 mil habitantes (Boletim epidemiológico 2013).

No mundo todo, mais de 35 milhões de pessoas têm HIV, incluindo mais de 1 milhão nos Estados Unidos. Em se tratando de dados mais globais, um índice do estudo que chama atenção é o fato de que cerca de 54% das pessoas infectadas no mundo todo não têm consciência disso. Ou seja, 19 milhões das 35 milhões de pessoas que atualmente vivem com HIV no mundo não sabem que têm o vírus.

Todos os anos, mais de 50.000 norte-americanos contraem o vírus, de acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças. Embora a terapia anti-retroviral altamente ativa (highly active antiretroviral therapy, HAART) tenha controlado o HIV-1 em pessoas infectadas nos países em desenvolvimento ao longo dos últimos 15 anos, o vírus pode voltar a atacar novamente com qualquer interrupção no tratamento. Mesmo quando a replicação do HIV-1 é bem controlada com a HAART, a presença persistente do HIV-1 tem consequências para a saúde. O baixo nível de replicação do HIV-1 torna os pacientes mais propensos a sofrerem de doenças normalmente associadas ao envelhecimento. Estas incluem cardiomiopatia – um enfraquecimento do músculo do coração – doença de ossos, doença renal, e distúrbios cognitivos. Estes problemas são muitas vezes agravados pelas drogas tóxicas que devem ser tomadas para controlar o vírus.

Os pesquisadores colocaram as duas partes da edição do HIV-1 em um sistema que evoluiu como um mecanismo de defesa bacteriana para proteger contra a infecção viral, isto é, as células bacterianas tem um sistema de defesa contra a invasão dela por vírus. É o que chamamos de enzimas endonucleases de restrição. O laboratório do Dr. Khalili projetou uma cadeia de 20 nucleotídeos (as moléculas bases que formam o RNA) do RNA guia (gRNA) para atingir o DNA do HIV-1 e emparelha-lo com a nuclease Cas9, enzima que quebra o DNA. O gRNA tem como alvo a região que controla o gene chamada da repetição terminal longa (long terminal repeat, LTR). As LTRs estão presentes em ambas as extremidades do genoma do HIV-1. Ao atingir as duas LTRs, a nuclease Cas9 pode cortar fora os 9709-nucleotídeos que compõem o genoma do HIV-1. Para evitar qualquer risco de que o gRNA acidentalmente se ligue com qualquer parte do genoma do paciente, os pesquisadores selecionaram sequências de nucleotídeos que não aparecem em nenhuma sequência codificante do DNA humano, evitando assim efeitos adversos ou que atinjam outro DNA que não o viral e posterior dano ao DNA celular (1).

O processo de montagem foi bem sucedido em vários tipos celulares que podem ser infectados pelo HIV-1, incluindo a microglia (células de defesa do sistema nervoso) e macrófagos (células de defesa do sangue), bem como em linfócitos-T. Células-T e células monocíticas são os principais tipos de células infectadas pelo HIV-1, por isso elas são os alvos mais importantes para essa tecnologia. A abordagem de erradicação do HIV-1 enfrenta vários desafios significativos antes que a técnica esteja pronta para os pacientes. Os pesquisadores devem elaborar um método para administrar o agente terapêutico para cada célula infectada. Por fim, como o HIV-1 é propenso a mutações, o tratamento pode ter que ser individualizado para sequências virais únicas presentes em cada paciente.

Agora os pesquisadores estão trabalhando em uma série de estratégias para que possam levar a construção para estudos pré-clínicos, isto é, em humanos. Eles querem erradicar cada exemplar único de HIV-1 do paciente. Isso poderia curar a AIDS. E essa tecnologia é uma maneira que se pode obter este sucesso.

Referência

1. Hu W, Kaminski R, Yang F, Zhang Y, Cosentino L, Li F, et al. RNA-directed gene editing specifically eradicates latent and prevents new HIV-1 infection. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 2014 Jul 21. PubMed PMID: 25049410. Epub 2014/07/23. Eng.

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  1. Mauro disse:

    Essa descoberta, que é dada como nova, foi anunciada em 2007 por um grupo de pesquisadores alemães, que descobriram uma enzima capaz de reparar o DNA, cortando a parte do vírus e unindo novamente as extremidades do DNA. Eles já fizeram os testes com camundongos e agora testarão pessoas. No teste com os ratos, a cura foi superior a 90%. Tal feito foi anunciado no fim de 2013. Os pesquisadores estimam que os resultados das pesquisas estejam prontos em 2020 e que por volta de 2024 o tratamento estará disponível.

    28/agosto/2014 ás 05:07
  2. Rodrigo Resende disse:

    Verdade. A diferença é que fora do Brasil é dada prioridade para a patente e depois a publicação em revistas científicas. O mesmo método também já foi utilizado em outras pesquisas.

    01/setembro/2014 ás 18:27
  3. Angela disse:

    Houve um monte de dúvidas sobre a cura da aids hiv, eu também era ter duvidado, mas agora eu tenho a acreditar que o milagre que eu recebi também pode ser de grande ajuda para o mundo. Meu nome é Angela meu email é angelafreemane@gmail.com Eu vivi com esta doença mortal por mais de um ano, meu marido descobriu que estávamos ambos HIV positivo. Tentamos por todos os meios para viver nossas vidas, apesar de esta coisa no nosso corpo é apenas quando tropeçavam este poderoso herbalista que ele retratou cura. No início, estávamos mais cético, mas meu marido insistiu em dar-lhe uma tentativa e pedimos para algumas de suas ervas e algumas semanas após a conclusão do processo devido a este fitoterapeuta, fomos para um teste como também dissemos, nós foram esmagados felicidade quando recebi os resultados na clínica. A taxa de vírus no organismo e caiu dentro de algumas semanas, fomos completamente cicatrizado. Também perguntou por que ele não veio para o mundo que ele tinha a cura e ele disse que fez em 2011, mas foi rejeitado pela equipe de pesquisa internacional. A coisa mais importante é para você ser curada se você quer saber sobre o concurso fitoterapeuta em +2349032913215 ou e-mail: odincurahiv@gmail.com ou odincurahiv@outlook.com

    26/setembro/2014 ás 10:37

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