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TRANSDISCIPLINARIDADE NA OBRA DE C. G. JUNG

TRANSDISCIPLINARIDADE NA OBRA DE C. G. JUNG1

As influências da obra de C. G. Jung em nossa atualidade.

Jorge Antônio Monteiro de Lima

Analista pesquisador em saúde mental, psicólogo clínico

Mestre em Antropologia social pela – UFG

Coordenador do curso de formação de analistas da Unipaz Goiás

Edição Vol. 3, N. 1, 13 de Outubro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.10.13.004

O Sobrevivente

 

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.

Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia.

O último trovador morreu em 1914.

Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.

Se quer fumar um charuto aperte um botão.

Paletós abotoam-se por eletricidade.

Amor se faz pelo sem-fio.

Não precisa estômago para digestão.

 

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta

muito para atingirmos um nível razoável de

cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.

 

Os homens não melhoram

e matam-se como percevejos.

Os percevejos heróicos renascem.

Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.

E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade

Pensar na obra de Carl Gustav Jung e seus desdobramentos em nossa atualidade é rever os preceitos básicos de uma área de atuação da psicologia analítica em mais de um século de pesquisas científicas que se desdobram em várias áreas da ciência.

Tentaremos de uma forma resumida mostrar as principais contribuições do pensamento de Jung para a ciência e seus desdobramentos. Dar luz aos que iniciam sua jornada de sobrevivência nos estudos da área da psicologia analítica, trazer a tona lembranças para os que há anos estudam o legado de Jung e respeitosamente dar aos críticos que questionam uma breve resposta, sobre o atual campo de ação na atualidade da psicologia analítica.

Particularmente sou contra qualquer forma de idolatria ou reverência a teorias e teóricos. A ciência não pode ser dogmática. Fanáticos e fanatismos se incumbem diariamente de evitar avanços científicos de toda ordem fechando-se em feudos, guetos, em inimizades, em discussões falhas e prendendo-se às minúcias, lustrando seu ego, a vaidade e o orgulho. O pensamento científico não pode ser isento de criatividade. E a ciência criativa é a necessidade de nossa atualidade.

I – Dos princípios gerais:

O primeiro legado da obra de C. G. Jung foi em 1912 romper paradigmas com o cartesianismo, com o mecanicismo, com as hiper especialidades vigentes a sua época. Apresentando um novo conceito de psiquiatria e psicologia que interligaria biologia, filosofia, antropologia, psiquiatria, história e arqueologia, questionando na época os modelos mecanicistas e reducionistas que tendem a generalizar em diagnósticos e rótulos os aspectos da personalidade humana. Jung em 1912 iniciaria uma trajetória de rompimento com os meandros vigentes das especialidades e da tendência de compartimentalizar a ciência em feudos. Jung abriria a discussão da transdiciplinaridade buscando por toda sua obra a horizontalidade da ciência, em profícuos diálogos entre áreas distintas do saber.

Ele colocaria em discussão dentro da psiquiatria e de sua psicologia, a física, filosofia, religião, medicina, matemática, história, antropologia, literatura, artes, arqueologia, sociologia, educação. Isto todavia gerou um problema a seus estudiosos e críticos, a necessidade de comportar cultura e erudição para entender os desdobramentos teóricos apresentados. Não bastaria mais ao futuro analista estudar apenas os esquemas de cognição e pensamento, agora o estudante aspirante a analista tem de mergulhar em aspectos culturais, antropológicos, da religião, da história, da literatura, das artes, para poder ir além abarcando as diversidades da existência humana.

Em nossa atualidade existe uma hiper especialização de teor esquemático e reducionista, as ideias de Jung apresentadas a mais de um século atrás trouxeram uma ruptura significativa à proporção de que a ciência de ponta abarca este teor de transdiciplinaridade, de diálogo entre as várias ciências. A divisão clara entre ampliação e reducionismo.

O segundo ponto da ciência proposta por Carl Gustav Jung foi o de questionar toda e qualquer forma de esquema reducionista, em especial os que tentariam reduzir a um padrão específico as nuances da psiquê humana. Assim a obra de Jung anteciparia a ideia de individualidade, de sujeito, de pessoa. O resgate do individuo e das particularidades de indivíduos e de grupos foi extremamente bem demarcada por Jung em 1900 quando no início de sua carreira, na teoria dos Complexos. A forma como uma vivência um elemento cultural, uma tradição, uma patologia, um trauma, um modismo, um sistema de pensamento. Tais ideias estariam na fundamentação científica da Psicanálise e depois seriam apropriadas por várias abordagens da psiquiatria e da psicologia. Desta forma, Jung questionou o reducionismo científico que hipervalorizaria os diagnósticos, os rótulos, os estereótipos, os estigmas.

O terceiro ponto interessante do pensamento de Jung foi a constante inquietação de sua obra. Em Jung não existe uma linha teórica, uma abordagem, uma linearidade de pensamento. Não existiram limites diante da curiosidade de Jung. Isso sempre tornou o ensino e a teoria da psicologia analítica ampla. Cada leitor pode encontrar folheando a obra de Jung um fragmento inusitado- uma citação exótica ou curiosa em um paralelo com outra área- ou mesmo uma contradição ante um pensamento já expresso. Estudar Jung exige muita cultura geral, a capacidade de divagar em vários horizontes, de cruzar ideias, de migrar. Como um cientista de renome Jung não permaneceu preso a uma linha de estudos ou pensamentos. Sua curiosidade era evidente e para ele não existia nenhum tema que não seu merecesse respeito ou sua atenção. Isto o fez ter um espírito empreendedor, científico, ousado, mas também gerou um problema para os que pretendiam estudar sua obra: diante de um conhecimento enciclopédico ousado por onde podemos e devemos começar?

Acredito que devemos começar estudando sua formação e estudo na área de psiquiatria e psicologia. Observando-o em um avanço histórico e cronológico, seguindo as publicações de suas obras completas. Todavia é também neste ponto que os críticos, em especial os que apresentam escassa cultura, mais se apegam. Por não ter a capacidade de perceber o eixo central da obra de Jung, e também por não apresentarem condições de lidar com o pensamento estruturado no simbólico e no processo de ampliação apresentados na obra de Jung. Para os mecanicistas de visão objetiva, e para os materialistas, Jung se torna facilmente um herege da ciência.

Por sua maleabilidade, a obra de C. G. Jung foi apropriada por vários teóricos estudiosos e leigos de várias áreas. Ele ampliou a discussão que retiraria o ser humano do mecanicismo, atribuindo valores como “essência”, uma ciência capaz de analisar a espiritualidade humana e ao mesmo tempo propondo novas formas de tratamento para o sofrimento humano.

Foi este campo abrangente que faz com que hoje em dia Jung se tornasse um dos autores mais citados na história da psicanálise e psicologia. Sua obra legitima a experiência do humano em sua singularidade, rompe com o universalismo categórico de teor reducionista, que enquadra o ser humano como uma máquina, que legitima o rotular, e apresenta o indivíduo, a pessoa, o humano que se emociona, que sente, que é regido pelas emoções na busca de sua plenitude.

 

O quarto ponto importante da obra de Jung foi o de ampliar a pesquisa qualitativa fazendo referências nos estudos da área de saúde. A validação da subjetividade como processo empírico científico. A validação científica da existência dos Complexos, base de sustentação científica da psicanálise. A partir de seu teste de associação de palavras, defendido em sua tese de doutorado, Jung evidencia a influência da mente sobre o corpo físico trazendo à luz processos psicossomáticos, ressaltando o teor subjetivo necessário à psiquiatria, psicologia e as demais áreas da saúde.

O quinto ponto chave da obra de Jung está no emprego amplo do simbólico e do subjetivo. Inicialmente no estudo do inconsciente e depois se alastrando para a criação de uma clínica do simbólico e do imaginário. Simbólico e imaginário que discorreria em especial nos aspectos sócio culturais, nas tradições, ritos, na vida pessoal e nisto Jung seria um dos precursores e expoentes. O estudo do imaginário que também abarca a obra de C. G. Jung esta nas principais universidades do mundo.

No Brasil2 está nas universidades, em áreas do pós-doutorado, doutorado, mestrado, graduação interligando psiquiatria, psicologia, educação, artes, história, geografia, física, comunicação, filosofia, antropologia, sociologia, administração ciências políticas, literatura, ciências da religião, e educação física.

O número de pesquisas e autores que hoje estudam o imaginário e seus desdobramentos é gigantesco. O imaginário tornou-se uma ampla fonte de investigação científica, uma linha de pesquisa que hoje procura compreender a fundo o teor da subjetividade humana e seus desdobramentos simbólicos, seu eixo biográfico, o teor mítico e simbólico das relações sociais, pessoais, de gênero. E isto tudo influenciado pelo pensamento de C. G. Jung.

 

II- C. G. Jung na saúde:

Uma das maiores contribuições da ciência produzida por C. G. Jung se encontra nos processos de humanização que ele e seus discípulos empregaram na psiquiatria e no modelo de atendimento clínico ambulatorial. A ruptura com o materialismo científico e com a ampliação do eixo de estudos da transferência e contra transferência na psicologia analítica, embasou um novo modelo de atuação humanizado, no qual um paciente ganharia status de pessoa, identidade, acolhimento, lhe dando voz. Sua singularidade seria respeitada e este novo modelo apresentaria resultados surpreendentes inicialmente na área de saúde. Posteriormente a ideia de humanização se alastraria às ciências humanas, sociais, a política, medicina, ao direito e seus desdobramentos legislativos. A palavra humanizar devia ser entendido como capacidade de compreender a diversidade humana em seus vários matizes. Em 1928 em sua obra “Tipos psicológicos” Jung ao estudar a consciência e seus desdobramentos, evidencia a pluralidade existente nas várias formas de existir. Põe por terra os generalismos e reducionismos que eram uma tendência científica. Apresenta evidencias científicas que questionam uma ideia de pensamento hegemônico. Mostra que as diferenças não podem evidenciar valoração hierárquica.

A urgência atual de maior respeito a diversidade, a vida urbana, que nos impõe maior necessidade de tolerância frente as diferenças já era seu questionamento em 1928. Pensamento trazido à sua experiência psiquiátrica, à sua prática como analista e profissional de saúde. Respeito ao outro, independentemente de quem seja este outro, a singularidade, a diversas formas de expressão.

Se hoje falamos de humanização da saúde, da psiquiatria, da psicologia, das empresas, da política, da vida em sociedade, um cientista pesquisador a quem devemos o reconhecimento desta influência foi Jung que já nos primórdios da psicanálise questionava Freud na construção do modelo clínico distante e frio. A experiência terapêutica envolve-se na experiência do humano, na troca de experiências e esta influência se alastraria por várias abordagens como o Psicodrama, a Gestalt, a psicologia transpessoal.

É de suma importância ressaltar a importância dos trabalhos de Jung como psiquiatra. A formação do conceito moderno da esquizofrenia, e a concepção que as psicoses têm uma origem psicológica, portanto podendo ser tratáveis pela psicoterapia em uma nova metodologia. Jung criou uma estrutura para os tratamentos de saúde para pacientes psiquiátricos. A criação de uma metodologia testada e reatestada para o auxílio de doenças como a esquizofrenia, as psicoses, o transtorno bipolar, a depressão, as compulsões. O grande foco dos estudos de Jung centrava-se na psiquiatria. Este pesquisador dedicou toda sua vida para compreender e tratar os fenômenos ligados as doenças mentais, e de sua experiência prática na clínica psiquiátrica surgiu sua teoria.

Toda obra de Jung surge dentro dos sanatórios e dentro de seu consultório particular. O diálogo com outras áreas da ciência e deu pela necessidade de estreitar conceitos e a visão, na altura muito pequena, do fenômeno patologia. Além da contribuição em criar toda uma metodologia hoje explorada por médicos, psiquiatras, analistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, arte terapeutas, musicoterapeutas, o maior legado de Jung esta em ampliar o conhecimento da psicanálise, e aprofundar a metodologia que traria aos profissionais de saúde uma visão mais ampla da realidade de um paciente.

Ir além. Este modelo clínico que hoje é chamado psicologia analítica é a base de todo pensamento de C. G. Jung e versa em especial na capacidade de tratar doenças mentais e também de auxiliar um indivíduo a compreender seu processo evolutivo. Trazer às pessoas a consciência, encontrar um sentido a sua vida. Assim, em seu modelo clínico, se apresentam dois eixos: o de tratar psicopatologias e o de auxiliar na evolução das pessoas. Em ambos, o respeito à singularidade, à subjetividade, à peculiaridade.

No Brasil, o trabalho reconhecido da psiquiatra Dr. Nise da Silveira humanizou a psiquiatria mostrando à sociedade como técnicas expressivas melhorariam a qualidade de vida de pacientes psiquiátricos. Um exemplo da influência do pensamento de C. G. Jung na psiquiatria e na saúde. Hoje o modelo interdisciplinar é reconhecido e aplicado em todas as instituições sérias que querem a melhora dos pacientes. Neste modelo o paciente não é tratado como um “diagnóstico ambulante”, como um rótulo, uma “coisa” sem identidade. O modelo trouxe o retorno da noção de pessoa, da identidade, da cidadania a pacientes outrora largados e isolados. O emprego das técnicas expressivas criado por Jung fundamentou áreas como a Terapia Ocupacional, a arte terapia.

A técnica desenvolvida se mostra no manuseio da arte como manifestação do inconsciente, ajudando o paciente em crise a reorganizar seu pensamento. A resposta dos tratamentos de saúde em locais humanizados é diferenciada com a melhora evidente na resposta do sistema imunológico. A humanização da área de saúde hoje se alastra por toda parte. Os pacientes não aceitam mais a visão médica que destitui o indivíduo de sua identidade. A imposição de maior respeito, dignidade, hoje é meta no Ministério da Saúde e crivo de avaliação crescente por parte de seus usuários. Também faz parte das normativas da Organização Mundial de Saúde o preceito que um hospital ou clínica psiquiátrica apresente um trabalho transdisciplinar envolvendo no mínimo a psiquiatria, clínica geral, psicologia, terapia ocupacional e atividade física.

Ainda para a área de saúde foi C. G. Jung que ressalta a importância de todo médico, psicólogo, psicanalista, analista, profissional de saúde, cuidador, de se cuidar e manter seu equilíbrio. O risco do adoecimento mental entre profissionais de saúde e sua imersão em processos psicopatológicos havia sido alertada na constituição do movimento psicanalítico se tornando uma obrigatoriedade a análise como parte do treinamento de novos psicanalistas e a todos que pretendiam seguir a atividade. Ter auto conhecimento e manter uma sanidade obrigatoriedade para poder ajudar a fundo as pessoas que necessitam. Isto posteriormente derivou da psicanálise a todas demais abordagens que empregam o modelo clínico de atuação, uma forma predominante de treinamento da psicoterapia moderna.

Poucos estudiosos ou críticos da obra de C. g. Jung atentaram se a importância de seus estudos sobre a consciência humana, em especial em sua obra Tipos Psicológicos de 1928, que para nós é a última obra de sua primeira fase, que constitui as bases da psicologia analítica. Nela Jung dedica-se a esmiuçar os mecanismos da consciência em atitudes extrovertidas e introvertidas. As atitudes, evidenciando como nos manifestamos para o mundo pontuando sobre as funções psíquicas de assimilação de conteúdo, abarcando as funções: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Um dos trabalhos mais eruditos, profundos e complexos de C. G. Jung. A meu ver uma das obras mais importantes e que poucas pesquisas científicas conseguiram a refutar ou acrescentar algo a esta teoria.

Outro diferencial importante da obra de C. G. Jung foi a criação de uma clínica específica que ampliaria a idéia de uma abordagem focada no trauma. A visão de patologia e de busca do feitio de doenças era central até os desdobramentos propostos por Jung. Os desdobramentos para a psiquiatria e psicologia foram catastróficos, tudo centrado em diagnósticos, sintomas, doenças destituindo o indivíduo de sua identidade, do status de pessoa.

Após a criação da teoria dos Complexos Jung dedicou sua vida para criar uma metodologia de atuação clínica. Este método clínico teria no simbólico e no imaginário sua estrutura. Simbólico este que em essência constituiria a base epistemológica de uma transdiciplinaridade elementar visto que a compreensão do elemento do simbólico só se dá por meio comparativo na técnica de ampliação. O reducionismo interpretativo daria lugar a uma elaboração centrada pelo próprio paciente retirando do terapeuta o poder da interpretação. O simbólico como método não redutivo e causal.

Esta visão clínica de Jung aplicada na psiquiatria e psicologia clínica daria chance a todos os estudiosos dos fenômenos humanos uma nova perspectiva à proporção que com isto se rompe definitivamente o processo de universalização e generalísmo. Era o surgimento da abordagem terapêutica focada na pessoa, no cliente, paciente. Várias técnicas e abordagens terapêuticas derivariam deste ponto. O foco agora seria o de estudar a subjetividade, as particularidades e minucias, os aspectos individuais de uma biografia, os pontos centrais dos complexos pessoais de um paciente em um sistema de tratamento individualizado.

A técnica da associação de palavras, de análise de sonhos, a imaginação ativa, a análise do discurso com foco na afetividade, as técnicas expressivas, as imaginações ativas seriam por Jung explorados como técnicas suplementares a escuta terapêutica com foco na análise do simbólico como este simbólico estruturaria a personalidade, os complexos, o inconsciente. O pensamento de Jung influenciaria vários outros autores da psicanálise, Freud, Lacan, e boa parte da psicologia do século XX.

Ainda na área de saúde o pensamento de Jung influenciou várias abordagens terapêuticas como a Gestalt-especialmente com o emprego maciço da técnica da imaginação ativa e do uso das técnicas expressivas em sua metodologia de tratamento; O psicodrama de Moreno teve profundas

influencias a partir do conceito de Persona -as máscaras sociais- influenciando também em uma metodologia clínica; a bioenergética ou a transpessoal se apropria de parte da ideia do conceito de individuação e das técnicas da imaginação ativa; e hoje parte das novas tendências psicológicas como a constelação familiar, processo Holfman de quadrinidade, eneagrama as terapias de vidas passadas, as técnicas de hipnose da atualidade bebem na fonte de uma clínica do simbólico sem se ater a profundidade da teoria dos complexos, ou seja usam elementos retirados da teoria analítica como a técnica da imaginação ativa, tudo sobre influencia direta da obra de Jung.

Outra contribuição fantástica da obra de C. G. Jung está em trazer para a discussão científica a religião como elemento constitutivo de vários processos psicopatológicos. A ousadia de Jung em trazer com o crivo de ciência os estudos sobre a religião, sobre o sagrado culminando em sua teoria sobre a individuação, a busca de plenitude, auto realização, um sentido para a vida. Desde o início de sua carreira observando pacientes esquizofrênicos Jung percebia aspectos de “delírios sagrados”. Embora imerso nos estudos de psiquiatria e psicologia experimental, em laboratório, Jung acaba orientando boa parte de sua obra e vida para tentar compreender o que pode ser chamado de instinto religioso. Posteriormente com o desdobramento de seus estudos associa as complicações da existência às crises de identidade e de ordem religiosa no cerne de uma parte das psicopatologias como causa de vários problemas psicológicos. Jung seria o precursor deste tipo de estudo que traria uma ampla aproximação entre a área de saúde, e a religião.

A influencia de Jung neste sentido está em boa parte das universidades espalhadas pelo mundo em nossa atualidade. Os temas religião, fé, estados alterados de consciência, meditação, busca de plenitude, realização, hoje compõem uma boa parte das investigações científicas.

Por fim, outra contribuição de suma importância de C. G. Jung foi o auxilio e orientação para o desenvolvimento de sistemas de tratamento em grupo como os Alcoólicos Anônimos A.A. O médico Bill Wilson fundador do A. A. foi paciente e orientando de Jung. Assim, além de criar uma nova forma terapêutica para as terapias individuais Jung também foi precursor de uma nova sistemática de terapia em grupo, hoje os sistemas terapêuticos com troca de experiências, os grupos terapêuticos, os grupos sistêmicos, os grupos de ajuda em boa parte seguem o modelo criado nos Alcoólicos Anônimos, derivado direto do tratamento e orientação de Jung para Bill Wilson.

Hoje esta sistemática de atuação em grupos terapêuticos está espalhada por toda sociedade. Grupos com pacientes, focais, não focais, estão presentes nas redes hospitalares, de atenção primária a saúde, em CAPS, CAES. Dirigidos a temática das dependências ou direcionados a outras temáticas como grupos de gestantes, grupos com pacientes diabéticos. Aos estudos de Jung devemos este desdobramento que pode auxiliar a milhares de pessoas por todo planeta. No Brasil criamos por meio de nossas pesquisas o Grupo de Apoio em Saúde Mental G.A.S.M. um derivativo adaptado no tratamento em grupo de várias psicopatologias como a depressão, transtorno de ansiedade, transtorno de pânico, fobias, transtorno bipolar. Criado em 2000 os trabalhos desenvolvidos foram apresentados em vários congressos e seminários, a metodologia que criamos baseada na obra de Jung hoje auxilia a milhares de pacientes e familiares e está espalhada por todo Brasil.

III- Jung na física:

Foi na física, em especial na área da mecânica quântica que se deu uma das colaborações mais significantes e fantásticas dos trabalhos de pesquisa de C. G. Jung. Em colaboração com Wolfgang Pauli (1900-1958) – ganhador do prêmio Nobel de física de 1945- ambos criam em pesquisa a teoria da sincronicidade – um princípio de conexões causais publicado em 1952. Ambos pesquisadores lecionavam na Politécnica de Zurique na Suíça.

Jung já pontuava em seus primeiros estudos a ideia do pensamento como energia, e também a ideia de energia psíquica. Focado em uma possibilidade de elementos subjetivos, um caminho comum na época da discussão da física que evidenciaria a subjetividade como parte do elemento da mecânica quântica.

A sincronicidade seria um princípio de conexões às causais. “Coincidências significantes”. Um exemplo seria o ato de pensar em uma determinada pessoa no momento em que o aparelho de telefone toca, e ao atender descobrir que a chamada era da pessoa em que se estava pensando. Seria o início de uma vasta pesquisa acerca de uma das possibilidades dos estados alterados de consciência, a ligação dos pensamentos, das ideias diante do postulado por Jung de um inconsciente coletivo. Dobra de espaço e tempo aplicadas ao pensamento, em pontos de energia comum. Segundo Pauli, a irracionalidade (manifesta nos sonhos e no inconsciente coletivo) e a racionalidade seriam aspectos complementares da unidade do pensamento. Para ele, a ciência materialista representada pela física quântica não poderia ser uma descrição completa da realidade, pois ela deixa de fora todo o fenômeno da consciência humana. A realidade teria dois lados: o físico e o psíquico, o quantitativo e o qualitativo.

Outro importante físico quântico com quem Jung correspondeu e influenciou foi Pascual Jordan, que publicou artigos buscando uma base física para a telepatia. A ideia da sincronicidade reverberou nas pesquisas na época feitas no emaranhamento de duas partículas, descrito no artigo de Einstein, Podolsky & Rosen (EPR, (1935), posteriormente desdobrado nas pesquisas de chrödinger e Furry. a ideia da si cronicidade influenciaria na mecânica quântica a ideia de “não localidade Quântica” que hoje tem sido bastante estudada.

Se hoje lidamos com a mecânica quântica aplicada nas novas tecnologias na telecomunicação, nas redes sociais, na possibilidade aplicada de dobras de tempo e espaço em sua relatividade, não podemos deixar de fora de tudo isto a percepção que Tanto Jung quanto Pauli foram precursores indiretos de tais ideias, em uma colaboração que durou mais de 25 anos.

Nas ciências exatas as ideias de Jung também reverberariam. Na matemática a proposta da interpretação subjetiva associada a percepção psicológica traria novas implicações ao conceito de tempo. A subjetividade dos processos de percepção evidenciaria pela afetividade, um tempo dissociativo capaz de unir presente, passado e futuro. A filosofia já deixaria implícita esta temática, mas seria no campo da psicologia que as evidências deste processo se tornariam mais marcantes, em especial na problemática da memória, da percepção seletiva, na compreensão dos fenômenos traumáticos e na abreação. A mente humana, nossa afetividade e os estados alterados de consciência tem uma temporalidade própria que não segue de forma específica uma linearidade cronológica.

IV- Jung e a psicanálise:

A importância de C. G. Jung para a psicanálise foi por vários anos renegada. Em especial pelo fato de existir um centramento da teoria psicanalítica na figura de Freud relegando todos demais pesquisadores a um segundo plano.

A primeira grande colaboração de Jung a Freud foi a de constituir a teoria dos Complexos. Em 1900 Jung defendia sua tese de doutorado na qual criou o teste de Associação de palavras consolidando cientificamente não apenas um conceito mas provando a influência da mente sobre o corpo físico. O termo Complexo refere-se a um processo psíquico que pode ser definido por: conjunto de idéias carregadas afetivamente. Por exemplo nossa identidade, nosso ego é um Complexo. E Jung provou que são os complexos os responsáveis pela constituição e pelas experiências do inconsciente. Tais idéias foram apropriadas por Freud que assim que as adota na teoria da psicanálise, forma os conceitos de Complexo de Édipo, ponto central da teoria da psicanálise.

Freud não era bem visto junto a comunidade científica por dois fatores distintos à sua época: ele era um pesquisador que não estava vinculado a nenhuma universidade específica, suas experiências estavam ocorrendo em sua clínica, em seu consultório particular; Freud aventurou-se discutindo temas que eram tabus sociais como a sexualidade (dos adultos e crianças), o incesto, a histeria e outras doenças de fundo nervoso. Soma-se a isto também o fato de existir na Europa um movimento antissemita complicado com uma perseguição aos Judeus.

Porém foi Jung, que na altura já era um cientista renomado, que sai em defesa de Freud e de suas pesquisas revalidando-as, trazendo para o contexto das universidades as pesquisas feitas por Freud. A colaboração entre ambos dura quase uma década. Jung aprofunda todos os conceitos criados por Freud, ao longo de sua obra e os amplia. O rompimento entre ambos se deu pela divergência teórica, técnica e por que Freud não conseguia se distanciarde sua teoria da sexualidade, central em sua obra renegando todas as demais formas instintivas.

Porém é interessante observarmos que Freud jamais se distancia de Jung, questionando e respondendo a seu antigo colaborador. As notas de rodapé ao longo de toda produção de Freud direcionadas, questionando as novas descobertas de Jung, evidenciam quanto Freud se transformou em um assíduo devorador da obra de Jung. A influencia de Jung torna se de tal monta que faz Freud criar a teoria de Eros e Tanatos a estrutura de Pulsão de vida e morte aproximando Freud no final de sua vida e obra de um processo mais humanista.

Até hoje existe um tolo ressentimento entre seguidores de ambos teóricos. Como processo de evolução científica cada um pode dar ao mundo colaborações de extrema importância, e nenhum deles fechou uma teoria completa. Todavia o amadorismo existe querendo transformar teorias em

profissões, fé em dogmas. Freud nos trouxe um vasto domínio sobre a teoria da sexualidade, das neuroses, da libido, do tratamento da histeria, para tratamento de doenças somatomórficas, criou o modelo clínico empregado por todas as abordagens e técnicas terapêuticas usadas na psiquiatria e psicologia.

Evidenciou o modelo que emprega a fala e a escuta como método de tratamento, iniciou os estudos sobre os sonhos, e iniciou a pesquisa sobre o inconsciente.

Jung por sua vez fundamentado na pesquisa científica acadêmica inicia a pesquisa sobre os complexos; valida cientificamente um processo de mensuração capaz de validar e dar a psicanálise seu reconhecimento como ciência; abre a discussão da psicanálise sobre estados alterados de consciência, sobre a possibilidade de tratamento para as psicoses; reformula a teoria da neurose; cria a clínica do simbólico(e do imaginário); cria um método humanizado de tratamento clínico individualizado; inicia o emprego das técnicas expressivas aliadas a escuta terapêutica; aprofunda o estudo sobre os sonhos; versa para além do instinto sexual acerca dos instintos de poder, criativo e religioso; inicia os estudos de personalidade sobre Sombra, persona, anima e animus, Self, individuação. Traz para a clínica a busca de evolução, a busca de realização redimensionando o objetivo terapêutico para além da clínica dos traumas.

O eixo transdisciplinar da obra de Jung é também extremamente importante para a psicanálise. Por ele foi possível o emprego do discurso psicanalítico em todas as áreas como ciências humanas e sociais, pelo direito, pelas políticas públicas, pela educação. Tentando responder a Jung, Freud passou a abrir a discussão da psicanálise para as artes, para os fatos do cotidiano, para tentar discutir religião dentro de um contexto limitado).

Estudar a obra de Jung sem compreender as bases psicodinâmicas das duas tópicas iniciais da obra de Freud é complicado. Da mesma forma que seria impossível estudar a psicanálise sem a compreensão da teoria dos Complexos de Jung, o que constitui um dos pilares mais importantes da teoria psicanalítica.

Particularmente não gosto de freudianos nem de junguianos. Infelizmente a história da psicanálise gerou vários seguidores fanáticos que por falta de estudo descartam a importância complementar de ambas as obras, cada uma a seu momento histórico na evolução de uma ciência. Este é o lado de um amadorismo que questiono. Hoje é importante seguir um referencial teórico como base para uma abordagem, porém isto é muito diferente de idolatria, ou de seguir ao extremo, como um dogma, uma teoria. Este é o ponto falho da evolução da psicanálise e de outras abordagens tratadas como profissão de fé. E ciência alguma pode ser dogmática.

V- Outras colaborações de Jung nas ciências:

A obra de C. G. Jung foi cunhada dentro de um sistema transdisciplinar. O diálogo constante e frequente com várias áreas era a marca registrada do pensamento de Jung. aqui vamos listar algumas colaborações e apropriações evidenciando a influencia de seu pensamento. Iniciamos primeiro com as colaborações de Jung com vários colaboradores e depois mostrando vários pesquisadores de renome internacional que seguem os estudos da psicologia analítica e do imaginário. Na área da antropologia os estudos clássicos sobre mitologia, sobre o comportamento de outras culturas, o teor arquetípico fizeram com que vários antropólogos se aproximassem de Jung. Primeiro Marcel Mauss um dos pais da sociologia; embora Mauss não faça uma citação direta sobre Jung, o mesmo emprega em 1938 em seu artigo “Uma categoria do espírito humano a noção de pessoa” o estudo cunhado por C. G. Jung de 1916, sobre sua teoria da persona, usando ainda o exemplo sobre a cultura dos índios pueblos a quem Jung visitou em uma expedição. Mera coincidência ou influência direta sem as devidas citações ou referências? Seja como for, Mauss emprega o mesmo conceito e exemplos citados por Jung. Os estudos inaugurais da sociologia recebendo influências da escola analítica?

Jung teria um breve diálogo com outro antropólogo que não era bem visto por seus pares, e novamente Jung entraria na defesa de outro pesquisador. Em suas palavras: “interessa tanto ao médico como ao biólogo, e também ao filósofo. para quem estudou e conhece a psicologia de povos primitivos parece manifesto existir uma relação entre o conceito de “identidade” e o que lévy-bruhl designa como participation mystique (“participação mística”). E fato curioso que muitos etnólogos ainda se recusem a aceitar esta concepção genial” (Jung 1996).

O estudo dos estados alterados de consciência e sobre o enfraquecimento da consciência individual diante dos fenômenos de grupo seria um ponto crucial do pensamento de Jung e das discussões vindouras das ciências sociais. Discutir influência do meio, o rebaixamento da consciência diante dos movimentos de grupo e de massa, e os mergulhos nos estados alterados de consciência.

A aluna Mary Douglas outra célebre antropóloga, foi bem influenciada por Jung a quem cita em sua obra “Pureza e Perigo”, 1966. O teor mítico religioso dos processos de higiene faz uma análise simbólica interessante a semelhança dos estudos de Jung. Ainda na antropologia, a obra de Jung é questionada pelo antropólogo e filósofo Claude Lévi – Strauss em seu pensamento estruturalista. A obra “O mito e a reconciliação dos opostos” publicada em 1981 evidencia o questionamento da antropologia estruturalista que se afasta do teor simbólico, antropologia que posteriormente seria deixada de lado e criticada a exaustão pelos próprios antropólogos.

Todavia como passar dos anos, com o abandono do estruturalismo e com os estudos do imaginário os antropólogos e sociólogos voltam a se aproximar dos postulados da escola analítica de C. G. Jung. A obra de Jung revivifica a análise mítica e sociológica no contexto da compreensão da cultura, de ritos e tradições. Um trabalho que acaba sendo apoderado pela área da antropologia e das ciências sociais. O mesmo ocorre na discussão científica do contexto da religião, e com toda sua pesquisa sobre a cultura oriental. Fizeram parte das colaborações de C. G. Jung trabalhos interdisciplinares com pensadores de várias outras áreas:

FÍSICA – WOLFGANG PAULI;

FILOLOGIA – KARL KERÉNYI;

SINOLOGIA – RICHARD WILHELM;

INDULOGIA – WILHELM HAUER;

MITOLOGIA – HEINRICH ZIMMER;

TEOLOGIA – VICTOR WHITE.

Com todos estes célebres pensadores Jung desenvolveu vasta correspondência. Mas a área analítica não vive de um passado remoto. Ao contrário, o pensamento analítico se alastrou em várias áreas. Neste pequeno trabalho provavelmente vou deixar de fora colaboradores importantes. Porém citemos alguns pensadores da atualidade que abarcam tanto a psicologia analítica quanto os desdobramentos pelos estudos do imaginário:

antropologia marc beigbeder;

psicologia marie-louise von franz, james hillman, jean chateau;

sociologia michel maffesoli, patrick / monneyron, carlos augusto cerbena;

teologia david l. miller, leonardo boff, teilhard de chardin;

imaginário gilbert durand, jean perrin e simone vierne;

mitologia e religião mircea eliade e joseph campbell

sistemas bertalanffy;

biologia françois jacob,

matemática thom2,

VI- Jung nas universidades hoje:

 

Com o avanço dos estudos qualitativos, com o migrar dos estudos para o teor da subjetividade, com a ampliação da necessidade de discussão da compreensão das bases do imaginário, do simbólico, com os avanços pós coloniais, para maior compreensão da natureza e do psíquico humano várias instituições foram buscando ampliar seus estudos sobre o imaginário e sobre Jung. O interesse pelos estudos do imaginário se deu a partir da metade do XX para maior compreensão da diversidade, história e subjetividade, cultura, para o estudo das representações, das mentalidades, da compreensão biográfica, da ideologia, da constituição de categorias, das tradições e ritos, do simbólico, do design.

Inicialmente o Eth Zürich; antiga escola politécnica federal suíça, o Centre de Recherches sur l’imaginaire, Université Paris-V e o Greco-cri (groupement de recherches coordonnées), os dois últimos inscritos no Cnrs – França. Instituições que formaram a base da aceitação científica sobre o pensamento analítico e sobre as teorias do imaginário. O estudo da psicologia analítica vem sendo desenvolvido sistematicamente em várias instituições, associações, organizações não governamentais, que tem se multiplicado por todas as direções. É importante ressaltar que hoje os estudos sobre o imaginário estão em áreas como a educação, psicologia, psiquiatria, ciências da saúde, ciências políticas, sociologia, história, antropologia, artes, comunicação social, arquitetura e urbanismo, filosofia, educação física, geografia, ciências sociais, ciências da religião, jornalismo, arqueologia, literatura, publicidade, letras, medicina. O imaginário constitui um vasto campo e linha de pesquisas de nossa atualidade e sua base referencial e inicial esta na obra de C. G. Jung.

 

Seria um trabalho imenso abarcar todas as instituições no Brasil que mantêm linhas de pesquisa e ou produções acadêmicas ligadas a psicologia analítica e ao imaginário. Complemento esta pequena resenha com uma breve lista de universidades brasileiras que tem abordado a psicologia analítica e o imaginário como linha de pesquisa e ou referencia teórica. Existem ainda vários outros pesquisadores e ou departamentos iniciando seus estudos na área mas nossa lista já evidencia a consagração dos estudos do imaginário como uma nova área de pesquisa científica.

 

1)Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Imaginário

UFPE – Universidade Federal de Pernambuco , criado em 1975,

http://www.ufpe.br/imaginario

2)CICE – Centro de Estudos do Imaginário, Culturanálise de Grupos e

educação – USP

http://paje.fe.usp.br/estrutura/CICE/public_html/index.htm

3)GEPI – Grupo de Estudo e Pesquisa sobre o Imaginário – UFF

http://www.uff.br/facedu/programas/gepi.htm/

4)Núcleo de Pesquisa e Estudos sobre o Quotidiano, Imaginário e Saúde de

Santa Catarina NUPEQUIS

http://www.nfr.ufsc.br/pesquisa.htm#

5)LISE – Laboratório do Imaginário Social e Educação

www.educacao. ufrj .br/lise/Links_Nacionais.html

6) (CEHISP-IEL) Faculdade de Educação da Unicamp

7) CRI2 / UFRGS

8)Centro Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa do Imaginário – UNIR/ UFMG

{25} NEPPCOM – Núcleo de Estudos e Pesquisa do Pensamento …www.fae. ufmg .br/pagina.php?page=neppcom

9)UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – Unir

www.ppghisec.unir.br

10)NUPLIN – Núcleo de pesquisa: língua, imaginário e narratividade – PUC-SP

http://www.pucsp.br/pos/lgport/grupo_pesquisa/lingua_imaginario_narratividade.html

11) UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz

www.uesc.br/nucleos/kawe/index.php?item=conteudo_ linhas p…

12) ppgac / ufba – Universidade Federal da Bahia

www.ppgac.tea.ufba.br/

 

Referências bibliográficas:

 

ARTHUR I. MILLER- Deciphering the cosmic number: The strange friendship of Wolfgang Pauli and Carl Jung . Norton, Nova Iorque, 2009).

 

DOUGLAS, Mary. Pureza e perigo(1966). São Paulo: Perspectiva, 1976

 

DURAND, Gilbert. As estruturas antropológicas do imaginário. Introdução à arquetipologia geral. Tradução Hélder Godinho. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

 

GLEICK, James – Caos: a Criação de uma Nova Ciência . Rio de Janeiro,

Elsevier/Campus, 1989.

 

FOUCAULT, Michel. O nascimento da clínica. Tradução de Roberto Machado. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. 241 p.

 

FREUD, Sigmund -”Prefácio para cinco lições de psicanálise “Obras Completas VOLUME XI (1910) Ed. Imago São Paulo 1979.

 

______. A psicoterapia da histeria, 1893. In: ______. Estudos sobre a histeria. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 271-316. (Edição standard brasileira das

obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 2)

 

JUNG, Carl Gustav – O Homem e seus Símbolos . Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1977.

 

___________ – Sincronicidade: um Princípio de Conexões Acausais . Petrópolis, Vozes, 14a. Edição.

 

_______”A PERSONA COMO SEGMENTO DA PSIQUE COLETIVA “( 1916)

in O Eu e o inconsciente. Tradução de Dra. Dora Maria Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2001, 15ª edição, volume VII/2 das Obras Completas, parte I, capítulo

3.

 

______. O espírito na arte e na ciência. Paracelso (1929). Petrópolis: Ed. Vozes, 1999.

 

MAFFESOLI, Michel. Tempo das tribos: o declínio do Individualismo nas sociedades de massa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. pags 54 e 55.

 

MAUSS. Marcel. Uma categoria do espírito humano: a noção de pessoa (1938). In: MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Cosac & Naif, 2003, p. 367-397.

 

PAULI,Wolfgang- The interpretation of nature and the psyche (Pantheron,

Nova Iorque, 1955).

SERBENA, Carlos Augusto. Imaginário, Ideologia e Representação Social. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, UFSC, Florianópolis, n. 52, dez.

2003. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ cadernosdepesquisa/article/download/1944/4434. Acesso em: 08 ago. 2013.

 

Shamdasani, Sonu-. Jung e a construção da Psicologia Moderna.(2003)Coleção Psi-Atualidades. Editora Psique e & Letras Aparecida 2011

 

1 Artigo introdutório desenvolvido para o curso de formação de analistas da Unipaz Goiás em agosto e setembro de 2015 . http://on.fb.me/1z4XXOE e-mail para contato: contato@olhosalma.com.br

2 Sobre os estudos acerca de Jung nas principais universidades do país, são elas a USP, UFSC, UFPE, UFMG, UFGRS, UNICAMP,UNB,UFRJ,PUC –SP dentre outras.

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