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TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte III

TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte III

Edição Vol. 3, N. 4, 15 de Dezembro 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.12.16.001

Na primeira parte de meu testemunho (veja em http://www.nanocell.org.br/tomar-ou-nao-fosfoetanolamina-meu-testemunho-parte-i/ (1)) havia dito que “costumo classificar o câncer em quatro etapas: Negação, aceitação, surto e esperar, em alguns casos inclui também o de se preparar. Pelo jeito há um momento em que voltamos ao surto.

Não sei se daria para classificar como uma nova fase, já que essa última parece estar sempre presente, às vezes, disfarçada na aceitação, às vezes, esperando ser novamente chamada na espera. O fato é que ao final do tratamento, se é que podemos chama-lo assim já que, após a última tentativa com um transplante (de medula no meu caso), ainda terão dois longos anos tomando drogas, medicamentos, bombas, veneno do bem, como queiram chama-los, é claro, o desespero volta a bater à porta. E com muita mais força! Mais forte que o sopro do lobo mal que derruba a porta dos três porquinhos e tão sutil quanto a porta que se abre ao lobo para adentrar à casa da vovozinha. 

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A verdade é que após este último tratamento não sei mais o que fazer. Não dou cabo de mim porque os medicamentos não deixam. E pelos medicamentos fazerem seu efeito e não me deixarem, me fiz covarde e não tenho coragem. Talvez, essa covardia vem justamente da coragem de poder encarar a vida como ela está. Estou pirando, saindo de mim, alucinando e tentando manter-me calmo, razoável, brincalhão… Não sei se suporto o sopro e impeço da porta cair ou se deixo o vento me levar. Não vou nessa da “deixo a vida me levar, oh leva eu…”. Eu não! Se se não toma as rédeas da sua vida e não deixa seu Senhor lhe levar, então não tem porque aqui estar. Quem é que é levado, você ou sua vida? É como os resultados que se espera em sua vida, seja na escola, na universidade, no laboratório, na sua profissão, todos dependem de sua atitude de iniciar uma atividade, dar prosseguimento a ela, para, em seguida, obter seus resultados. Se serão bons ou ruins dependem de como executou sua tarefa. Chato ter que trabalhar para conseguir algo? Pois é! É assim que se ganha o mérito e o respeito dos outros. Não é se ganhando de graça como a indústria do “politicamente correto” quer pregar… Ou acha que se eu ficasse parado sem me tratar já não teria batido as botas? Ah tá… vá esperando esses planos de saúde que só querem o dindin no bolso deles… é um completo descasu. Médicos? Ah tá! Não pague particular para você ver onde vai parar… Raríssimos casos algum médico, aquele que realmente é bom, aceita um caso e o trata sem cobrar a consulta, mas de bons médicos… o Brasil está rio abaixo, ou lamaçal como a da Samarco. Nesse fundo de poço _ que ainda nem se chegou no fundo _ de desemprego, crise, sem verba para nada (somente para os desvios deles), a “pátria educadora” cortando verba de todo o sistema de ensino e pesquisa desperdiça milhões em verbas com infinitas propagandas do mais médicos em todas as emissoras de televisão…. só pode ser piada de um país desgovernado… Deveriam é tomar vergonha na cara barbuda deles. Então tem que ser rico? Tem que se ter reserva. Senão, lamento, é como um colega de quarto diz: “Esperar pelo bem sem se fazer nada para te-lo é esperar pelo milagre sem se ter esperança de que ele venha.”

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Tudo bem. Mas para que estou falando tudo isso? O texto não é sobre FOSFOETANOLAMINA e seu uso?

Pois bem. Vamos centrar nisso e deixar de chororô.

Já se faz dois meses que tomo a fosfoetanolamina e é, como já se esperava, difícil de dizer se os efeitos são próprios dela ou dos medicamentos e o tratamento de transplante. Claro, como não se havia feito nenhum controle de eficácia da fosfoetanolamina e como não tomo ela sozinha, não da para se ter certeza se os efeitos são devido a ela ou aos medicamentos de uso comum. Para se saber se a fosfoetanolamina realmente é eficaz no tratamento do câncer ela depende de várias etapas de estudos que ainda não o foram feitos. E ainda assim, teria que ser feita para cada tipo de câncer para saber se tem ou não efeito sobre ele.

Vou citar alguns testes pelos quais a fosfoetanolamina deve passar para CADA tipo de câncer (Figura 1).

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Figura 1: Fases para a liberação de um medicamento.

“QUAIS AS FASES DE UM ESTUDO CLÍNICO?

Quando conduzimos um ensaio clínico com um medicamento, dividimos o processo em fases. Cada fase possui um objetivo, mas o importante é que a segurança deve estar sempre presente. Depois de realizadas todas as etapas, as autoridades regulatórias, no caso do Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), avaliam os resultados e se eles forem satisfatórios, registram o medicamento que pode ser prescrito pelos médicos e dentistas.

Dividimos a pesquisa em dois momentos:

  • Estudos Não Clínicos
  • Estudos Clínicos

FASE NÃO CLÍNICA

Antes de começar a testar novos tratamentos em seres humanos, os cientistas testam as substâncias em laboratórios e em animais de experimentação. Esta é a chamada fase não-clínica.

O objetivo principal desta fase é verificar como esta substância se comporta em um organismo. Para que isso ocorra são seguidas normas de proteção aos animais de experimentação e não raras vezes os projetos são cancelados por não se mostrarem satisfatórios.

FASE CLÍNICA

A fase clínica é a fase de testes em seres humanos. É composta por quatro fases sucessivas e somente depois de concluídas todas as fases, o medicamento poderá ser liberado para comercialização e disponibilizado para uso da população. As sucessivas fases dentro da fase clínica são:

FASE I

Um estudo de fase I testa o medicamento pela primeira vez. O objetivo principal é avaliar a segurança do produto investigado. Nesta fase a medicação é testada em pequenos grupos (10 – 30 pessoas), geralmente, de voluntários sadios. Podemos ter exceções se estivermos avaliando medicamentos para câncer ou portadores de HIV-aids.

Se tudo ocorrer de acordo com o esperado, ou seja, se o produto se mostrar seguro, podemos passar para a Fase II.

FASE II

O número de pacientes que participam desta fase é maior (70 – 100). Aqui, o objetivo é avaliar a eficácia da medicação, isto é, se ela funciona para tratar determinada doença, e também obter informações mais detalhadas sobre a segurança (toxicidade). Somente se os resultados forem bons é que o medicamento será estudado sob forma de um estudo clínico fase III.

FASE III

Nesta fase, o novo tratamento é comparado com o tratamento padrão existente. O número de pacientes aumenta para 100 a 1.000. Geralmente, os estudos desta fase são randomizados, isto é, os pacientes são divididos em dois grupos: o grupo controle (recebe o tratamento padrão) e o grupo investigacional (recebe a nova medicação). A divisão entre os grupos é feita sob a forma de um sorteio. Assim, os pacientes que entram em estudos fase III têm chances iguais de cair em um ou outro grupo de estudo.

Algumas vezes, os estudos fase III são realizados para verificar se a combinação de dois medicamentos é melhor do que a utilização de um medicamento somente. Por exemplo, se a combinação da droga X (nova, como a fosfoetanolamina, por exemplo) com a droga Y (tratamento atual, com o metotrexato e a 6-mercapturina, por exemplo) é melhor do que a droga Y sozinha, para se tratar um determinado tipo de câncer. 

FASE IV

Estes estudos são realizados para se confirmar que os resultados obtidos na fase anterior (fase III) são aplicáveis em uma grande parte da população doente. Nesta fase, o medicamento já foi aprovado para ser comercializado. A vantagem dos estudos fase IV é que eles permitem acompanhar os efeitos dos medicamentos a longo prazo.” (2)

Como a fosfoetanolamina ainda não passou por nenhuma fase clínica (Fases de I a IV) e, ainda faltam estudos não-clínicos (como em animais de grande porte), aqueles que fazem uso da fosfoetanolamina não o podem fazê-lo com somente ela. 

Se realmente quiser fazer uso dela, então:

  • Primeiro: faça com o consentimento, ou pelo menos, o conhecimento de seu médico. Não o faça se ele não o autorizar.
  • Segundo: Não deixe de tomar os medicamentos normais que você toma para combater seu tipo específico de câncer.
  • Terceiro: Se seu médico concordar tome os medicamentos em conjunto, os de rotina mais a fosfoetanolamina. Novamente: NÃO faça um tratamento por conta própria tenha sempre seu médico atento e sabendo o que está fazendo, o que está tomando e, com o consentimento e conhecimento dele. 

 

Poderia incluir mais pontos, porém esses são os principais.

PROPOSTA DE COMO A FOSFOETANOLMINA ATUA

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Figura 2: Como age a fosfoetanolamina. A fosfoetanolamina é um precursor de ácidos graxos. Como a atividade mitocondrial é altamente dependente de ácidos graxos, e as mitocôndrias de células cancerosas apresentam uma atividade diminuída, a fosfoetanolamina ativa essas mitocôndrias de células cancerosas, permitindo a promoção de mecanismos apoptóticos (morte celular) e sinalização de membrana celular para reconhecimento da célula cancerosa pelo sistema imune.

RESULTADOS

Como meu tratamento é o final, se deu, deu, senão, não deu… e há, aproximadamente, 2 meses que tomo a fosfoetanolamina em conjunto com os outros medicamentos, que listei no meu testemunho II (veja mais em http://www.nanocell.org.br/tomar-ou-nao-fosfoetanolamina-meu-testemunho-parte-ii/) (3), então por enquanto o efeito mágico não veio. Com o transplante de medula, que fiz (enquanto escrevo esse texto já se passaram 15 dias. Lógico, que mais detalhes não poderei dar….) há em torno de um mês e pouco, estamos acompanhando com exames de sangue semanais. No entanto, se porventura melhorar _ isso mesmo, melhorar, porque a certeza somente após 2 anos de tratamento com os medicamentos convencionais _, não saberemos se foi devido à fosfoetanolamina ou aos convencionais. 

É justamente por isso que há essa enorme crítica ou desconfiança quanto ao uso da fosfoetanolamina. E é de toda forma coerente. NÃO da para afirmar que o tratamento com a fosfoetanolamina é efetivo. Entretanto, na via das dúvidas, EU assumi o meu risco, por ser já um caso extremo. Se me perguntassem se alguém com câncer deveria tomar ou não, eu diria, essa é uma decisão exclusiva sua! É como participar de um ensaio clínico. Você não é obrigado a participar. Seu médico pode apenas indicar, mas não obriga-lo. Se entrar, você também poderá sair dele no momento em que quiser. Você não é uma cobaia. Então, o risco é por sua conta, mas seu médico deve dar-lhe toda a orientação necessária, e ele não pode fugir disto.

Se estiver em sem saída, em caso extremo, ou se já foi feito tudo que era possível… então, eu faria, mas não posso dizer que você deva faze-lo ou fazer o que eu faço!

Boa sorte e tenha esperança. Essa última é a fé de esperarmos por algo que não vemos! 

Referências

1.TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte I. Nanocell News. 2015;3(3).

2.Clínica SBdPeP. QUAIS AS FASES DE UM ESTUDO CLÍNICO? 2015 [cited 2015]. Available from: http://www.sbppc.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=37.

3.TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte II. Nanocell News. 2015;3(3).

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