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TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte II

TOMAR OU NÃO FOSFOETANOLAMINA? Meu Testemunho – parte II

Edição Vol. 3, N. 3, 24 de Novembro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.11.24.002

VERDADES E MENTIRAS DA FOSFOETANOLAMINA

O que se sabe sobre compostos relacionados à fosfoetanolamina e seus efeitos no corpo?

Sabemos que ainda não se foi feito nenhum estudo em ser humano com a fosfoetanolmina. E esse é o principal motivo que muitos dizem que seu uso e eficácia para o tratamento do câncer, no caso dos diversos tipos de câncer, não é confiável.

Porém, pensemos um pouco sobre os vários fitoterápicos, homeopáticos e compostos que tomamos porque, nossos avós, algum conhecido, a “sabedoria popular”, ou até mesmo nossos antepassados indígenas que fazem ou fizeram uso desta variedade enorme de possíveis “medicamentos” e ainda estamos vivos…

Certo, vamos por parte. Todo medicamento à base de planta tratada para se produzir chá ou outra bebida para tratamento de alguma doença pode ser considerada um fitoterápico. Entretanto, aquelas folhas, ervas que são vendidas em saquinhos sem procedência, ou mesmo de procedência duvidosa, não necessariamente possuem o(s) componentes ativos. Toda planta com fins terapêuticos deve ser plantada em solos e áreas que tenham mesma composição e clima, e por período específico, caso contrário não produzirão os agentes que possuem ação contra as doenças, isto é, não tem efeito nenhum!

A homeopatia, para mim, é uma viagem! Não tem nada mais do que amido, bolinha de açúcar ou conhaque. Com uma diluição em que se tem uma única molécula no raio do planeta terra… só numa viagem ao centro da Terra!

Já ouviu fala sobre o Ômega 3, o feijão branco, entre outros, nada disso foi testado cientificamente segundo as prerrogativas com as fases clínicas da FDA (Food and Drug Administration), a agência de controle dos EUA. Sua correlata no Brasil é a ANVISA, que muitas vezes copia a da FDA. Por que não foi avaliada e podemos fazer uso? Porque algumas são consideradas suplementos alimentares, como o ômega 3, e outros simplesmente são desconsiderado por ser de conhecimento popular, embora estes possam resultar em excelentes medicamentos.

E a fosfoetanolamina, em qual classificação entraria? Pelo que expus abaixo, para mim, isso é opinião minha, poderia ser enquadrada como suplemento alimentar, já que é um ácido graxo e faz parte das membranas celulares de nossas células.

E por que não considera-la como medicamento? Por que daí seria necessário realizar todos os testes necessários para ser liberado como tal.

Para se ter uma ideia dos quais caminhos um composto qualquer posso vir a ser usado como medicamento, e isso é muito importante e, realmente deve ser seguido, coloco abaixo o que um amigo escreveu na Academia Brasileira de Ciência (ABC). Deixo claro, concordo com ele e que todo o caminho deve ser percorrido para se ter um medicamento para uso definido, com dosagem e tempos de uso definidos, com eficácia garantida e com toda a segurança. Nesse texto da ABC ele incluiu os motivos contrário que embasam a não prescrição médica da fosfoetanolamina.

1) Não há garantia da segurança da produção e estabilidade química entre os vários lotes;

2) Não há evidências disponíveis que demonstrem a segurança (toxicologia) e a eficácia da molécula em estudos pré-clínicos;

3) Não existem estudos clínicos demonstrando detalhes da farmacocinética da substância (que define a frequência que a mesma deverá ser utilizada em seres humanos). Tais estudos clínicos só podem ser realizados após a conclusão dos estudos não clínicos;

4) Não existem estudos clínicos demonstrando a segurança toxicológica do uso da molécula em seres humanos;

5) Não existem estudos clínicos demonstrando a eficácia da molécula e, em especial, a eficácia comparativa da molécula em relação a outros tratamentos já existentes;

6) Finalmente, não há o desenvolvimento da molécula para uma doença específica para a qual não existe tratamento; não há justificativa para o desenvolvimento acelerado da mesma, em especial tendo em vista a ausência de estudos de segurança pré-clínica e clínica.

FOSFOETANOLAMINA COMO SUPLEMENTO ALIMENTAR – Resolveria o problema do câncer?

Alguns trabalhos científicos demonstraram que a suplementação com os ácidos graxos EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico), que todos temos, em vez de exacerbar o estresse oxidativo inerente associado com uma doença, parece proporcionar uma proteção antioxidante (1).

Estudos anteriores mostraram que o metabolismo lipídico na esquizofrenia estava alterado, particularmente com a fosfotidiletanolamina e a fofotidilcolina, ambos presentes nas membranas celulares, neste caso, presentes em eritrócitos (2), cérebros post-mortem (3), e do cérebro vivo (estudos in vivo de espectroscopia de ressonância magnética) (4). Outros estudos mostraram que, em comparação com indivíduos saudáveis, os ácidos graxos fosfolipídios foram reduzidos tanto em pacientes esquizofrênicos refratários (ER) quanto os de primeiro episódio (EP) (5). Este estudo demonstrou que, na ausência de medicação, os níveis de ácidos graxos de fosfatidiletanolamina foram significativamente menores entre EP e grupos ER, em relação aos pacientes saudáveis (6). Isso já é um indicativo de que a fosfotidiletanolamina, um ácido graxo natural do corpo, tem alguma importância.

Outros estudos avaliaram as alterações metabólicas sobre a terapia antiangiogênica de glioblastomas recorrentes (rGBMs) em busca de novos biomarcadores para a eficácia do tratamento. Modelos in vitro mostraram que o metabolismo da membrana fosfolipídica fornece informações específicas sobre o crescimento do tumor. Casos in vivo foram empregados a captação de imagens por espectroscopia por ressonância magnética (ERM) do rGBMs em humanos, antes e sob o tratamento com bevacizumab (BVZ). Com isso foram medidas as concentrações de fosfocolina (PCHO), fosfoetanolamina (Peth), glicerofosfocolina (GPC), e gliceroetanolamina (GPE). Em tecido de aparência normal houve uma redução da relação entre fosfoetanolamina/gliceroetanolamina (p = 0,047) seguida por um aumento no tempo de progressão do tumor (p = 0,031) (7). A primeira vista isso poderia ser uma contra-indicação, porém continuemos com a avaliação.

Embora as lipoxigenases (LOXS), enzimas que quebram os lipídeos, incluindo os ácidos graxos, são mais conhecidas na geração de ácidos graxos eicosanoides livres, também foi demonstrado que elas também produzem quatro eicosanóides fosfolípedes esterificados compreendendo o ácido hidroxieicosatetraenoico (HETE) ligado a fosfatidiletanolamina (PE) que regula a citocina gerada em monócitos e macrófagos, células de defesa (8, 9). Estes lipídeos também atuam como reguladores da proteína de ligação a PE 1 induzindo a ativação da proteína quinase ativada por mitógeno (mitogen-activated protein kinase) em células epiteliais e também demonstrou-se em regular a depuração de células apoptóticas durante a inflamação e manter a tolerância imunológica (10, 11). Assim, os lipídeos de fosfolipídios esterificados desta via são distintos dos ácidos graxos eicosanoides livres, sendo moléculas de sinalização importantes (12).

MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DESTINOU R$10 MILHÕES PARA O ESTUDO DA FOSFOETANOLAMINA

Volto a repetir.

Alguns dias atrás o Ministério de Ciência e Tecnologia destinou R$10 Milhões para o estudo da fosfoetanolamina para o tratamento do câncer. Sinceramente, esse governo é muito propagandista e inefetivo em suas ações para o cuidado e tratamento da população. Uma pesquisa que ainda está sendo estudada em células em cultura não pode dar um salto direto para seres humanos. Sim, sei que as possibilidades da fosfoetanolamina podem ser grandes para o tratamento do câncer, mas apenas 1 ou 2 compostos em 30.000 analisados in vitro (em cultura de células) realmente funcionam para tratamento de seres humanos. Os testes devem ser seguidos de maneira racional e científica.

Os 100 BILHÕES de reais desviados dos cofres públicos seriam o suficiente para se acabar com o câncer em todo o Brasil, além de criar novas tecnologias, medicamentos que poderiam ser vendidos para todo o mundo, arrecadando-se assim alguns BILHÕES anuais para serem aplicados em saúde pública.

E O EFEITO DA FOSFOETANOLAMINA NO CÂNCER?

A fosfoetanolamina primária é um precursor da fosfatidilcolina e da fosfatidiletanolamina e está envolvida na formação das membranas celulares (13). Ambos os fosfolipídeos participam nas vias de sinalização dos lipídeos que atuam quer como ligantes ou através da geração de substratos intermédios (14).

A fosfoetanolamina sintética (Pho-S) é um composto envolvido na formação de novos fosfolipídeos, atuando como um substrato para diversos fosfolipídeos das membranas celulares. A fosfoetanolamina sintética (Pho-s), um precursor central na biossíntese dos fosfolipídeos da membrana, apresentou uma elevada atividade anti-tumoral num modelo de melanoma in vivo, redução do crescimento tumoral e no número de metástases. A análise histológica e histoquímica dos tumores mostraram que o tratamento com Pho-s reduz o tamanho, número de vasos e a neo-vascularização, que significa a formação de novos vasos sanguíneos, necessários para o crescimento do tumor, já que são eles que levam o oxigênio e os alimentos e retiram os subprodutos da alimentação. Assim, sugere-se que a Pho-s apresenta atividade anti-angiogênica (15). No entanto, o mecanismo molecular responsável pelas propriedades anti-tumorais da Pho-s ainda está sob investigação.

Em um estudo, demonstrou-se que a Pho-S tem um efeito anti-tumoral em várias células tumorais. Em um estudo avaliou-se a atividade antitumoral da Pho-S em células MCF-7 de câncer da mama. A Pho-S é citotóxica para as células MCF-7 de uma maneira dose-dependente, ao mesmo tempo que é citotóxica para MCF10 apenas em concentrações mais elevadas. Além disso, a Pho-S induz uma perturbação do potencial de membrana mitocondrial (Δψm) (15). Esses resultados são muito bons ao nível de cultura celular, porém não o podem ser considerados como sucesso para a fosfoetanolamina ser utilizada como medicamento para tratamento contra o câncer em seres humanos. Porém, quem sabe como um suplemento alimentar poderia trazer bons resultados? Não sei. Também se deve estudar. Como o ômega 3 que foi tanto estudado?… É, como ele… (Figura 1).

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Figura 1: A questão de se tomar ou não a fosfoetanolamina é decidida em conjunto com seu médico. NUNCA tome medicamento algum sem a prescrição de seu médico.

Mas, o que significa a perturbação do potencial de membrana mitocondrial (Δψm). Como explicado acima, o aumento do estresse oxidativo tem sido extensivamente estudado como um potencial indutor de câncer e de progressão maligna (16). Os componentes do microambiente estromal, o tecido com células, são diretamente responsáveis para o reforço da indução e progressão tumoral causados pelo estresse oxidativo (17). Espécies reativas de oxigênio (ROS) agem como moduladores da sinalização celular, a proliferação do tumor, induzindo e contribuindo para a angiogênese e a metástase (18). Em outro estudo, a mudança no estado redox foi observada durante o crescimento do tumor no tecido canceroso de doentes com carcinoma de células renais. Em contraste, ROS (espécies reativas de oxigênio, que são danosas às células e ao DNA delas e que podem levar ao câncer) e NO (óxido nítrico, um neurotransmissor) não aumentam em pacientes com tumores benignos em relação aos pacientes com tumores malignos. Em pacientes com doença metastática que tiveram seu tumor removido cirurgicamente, a produção de ROS não diminuiu e foi associada com a doença residual (19).

Tudo isso sinaliza que a fosfoetanolamina possa atuar na via que inibe a produção de radicais livres. Também, a fosfoetanolamina possa estar envolvida na sinalização que induz a formação ou geração de novos lipídeos de membrana e atuar em cascatas de sinalização que possam induzir a apoptose, ou morte celular, de células danificadas. Além disso, como os níveis de fosfoetanolamina estão reduzidos em algumas doenças cerebrais _ isso não significa que a falta dela seja a causa, mas um sinal de que nessas doenças a fosfoetanolmina está baixa. _ Se está baixa nessas condições, tomar poderia atenuar? Somente com testes clínicos pode-se afirmar isso. Entretanto, na minha situação, dar por não dar certo, já não faz diferença. Mal, assim como complexo vitamínico, ômega 3, para mim ainda não está fazendo mal. E espero, que possa finalizar e dar meu depoimento de que tudo se resolveu.

Então, não darei adeus, mas um até breve!

Referências

1.Daak AA, Ghebremeskel K, Mariniello K, Attallah B, Clough P, Elbashir MI. Docosahexaenoic and eicosapentaenoic acid supplementation does not exacerbate oxidative stress or intravascular haemolysis in homozygous sickle cell patients. Prostaglandins, leukotrienes, and essential fatty acids. 2013;89(5):305-11.

2.Keshavan MS, Mallinger AG, Pettegrew JW, Dippold C. Erythrocyte membrane phospholipids in psychotic patients. Psychiatry research. 1993;49(1):89-95.

3.Yao JK, Leonard S, Reddy RD. Membrane phospholipid abnormalities in postmortem brains from schizophrenic patients. Schizophrenia research. 2000;42(1):7-17.

4.Potwarka JJ, Drost DJ, Williamson PC, Carr T, Canaran G, Rylett WJ, et al. A 1H-decoupled 31P chemical shift imaging study of medicated schizophrenic patients and healthy controls. Biological psychiatry. 1999;45(6):687-93.

5.Arvindakshan M, Sitasawad S, Debsikdar V, Ghate M, Evans D, Horrobin DF, et al. Essential polyunsaturated fatty acid and lipid peroxide levels in never-medicated and medicated schizophrenia patients. Biological psychiatry. 2003;53(1):56-64.

6.McEvoy J, Baillie RA, Zhu H, Buckley P, Keshavan MS, Nasrallah HA, et al. Lipidomics reveals early metabolic changes in subjects with schizophrenia: effects of atypical antipsychotics. PloS one. 2013;8(7):e68717.

7.Hattingen E, Bahr O, Rieger J, Blasel S, Steinbach J, Pilatus U. Phospholipid metabolites in recurrent glioblastoma: in vivo markers detect different tumor phenotypes before and under antiangiogenic therapy. PloS one. 2013;8(3):e56439.

8.Maskrey BH, Bermudez-Fajardo A, Morgan AH, Stewart-Jones E, Dioszeghy V, Taylor GW, et al. Activated platelets and monocytes generate four hydroxyphosphatidylethanolamines via lipoxygenase. The Journal of biological chemistry. 2007;282(28):20151-63.

9.Morgan AH, Dioszeghy V, Maskrey BH, Thomas CP, Clark SR, Mathie SA, et al. Phosphatidylethanolamine-esterified eicosanoids in the mouse: tissue localization and inflammation-dependent formation in Th-2 disease. The Journal of biological chemistry. 2009;284(32):21185-91.

10.Uderhardt S, Herrmann M, Oskolkova OV, Aschermann S, Bicker W, Ipseiz N, et al. 12/15-lipoxygenase orchestrates the clearance of apoptotic cells and maintains immunologic tolerance. Immunity. 2012;36(5):834-46.

11.Zhao J, O’Donnell VB, Balzar S, St Croix CM, Trudeau JB, Wenzel SE. 15-Lipoxygenase 1 interacts with phosphatidylethanolamine-binding protein to regulate MAPK signaling in human airway epithelial cells. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 2011;108(34):14246-51.

12.Hammond VJ, Morgan AH, Lauder S, Thomas CP, Brown S, Freeman BA, et al. Novel keto-phospholipids are generated by monocytes and macrophages, detected in cystic fibrosis, and activate peroxisome proliferator-activated receptor-gamma. The Journal of biological chemistry. 2012;287(50):41651-66.

13.Ellison DW, Beal MF, Martin JB. Phosphoethanolamine and ethanolamine are decreased in Alzheimer’s disease and Huntington’s disease. Brain research. 1987;417(2):389-92.

14.Eyster KM. The membrane and lipids as integral participants in signal transduction: lipid signal transduction for the non-lipid biochemist. Advances in physiology education. 2007;31(1):5-16.

15.Ferreira AK, Meneguelo R, Pereira A, Filho OM, Chierice GO, Maria DA. Synthetic phosphoethanolamine induces cell cycle arrest and apoptosis in human breast cancer MCF-7 cells through the mitochondrial pathway. Biomedicine & pharmacotherapy = Biomedecine & pharmacotherapie. 2013;67(6):481-7.

16.Sotgia F, Martinez-Outschoorn UE, Lisanti MP. Mitochondrial oxidative stress drives tumor progression and metastasis: should we use antioxidants as a key component of cancer treatment and prevention? BMC medicine. 2011;9:62.

17.Ralph SJ, Rodriguez-Enriquez S, Neuzil J, Saavedra E, Moreno-Sanchez R. The causes of cancer revisited: “mitochondrial malignancy” and ROS-induced oncogenic transformation – why mitochondria are targets for cancer therapy. Molecular aspects of medicine. 2010;31(2):145-70.

18.Fiaschi T, Chiarugi P. Oxidative stress, tumor microenvironment, and metabolic reprogramming: a diabolic liaison. International journal of cell biology. 2012;2012:762825.

19.Ferreira AK, Freitas VM, Levy D, Ruiz JL, Bydlowski SP, Rici RE, et al. Anti-angiogenic and anti-metastatic activity of synthetic phosphoethanolamine. PloS one. 2013;8(3):e57937.

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  • 1
  1. Lúcio Alcântara disse:

    Engana-se quem diz que a fosfoetanolamina nunca foi formalmente estudada em humanos. A prova contida no link a seguir derruba completamente essa alegação: facebook.com/photo.php?fbid=1532753063714519

    31/dezembro/2015 ás 16:48

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