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TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO GENETICAMENTE MODIFICADAS REVERTE A DIABETES TIPO 1

TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO GENETICAMENTE MODIFICADAS REVERTE A DIABETES TIPO 1

Edição Vol. 5, N. 05, 15 de Janeiro de 2018

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2018.01.28.004

Usando terapia com células-tronco geneticamente modificadas, cientistas revertem a diabetes tipo 1. É a ciência trazendo a cura pra você! Invista em ciências!

Pesquisadores do Hospital da Criança de Boston, liderados pelo professor Dr. Paolo Fiorina, reverteram, com sucesso, a diabetes tipo 1 em um camundongo modelo para a doença, infundindo células-tronco do sangue pré-tratadas para produzirem mais de uma proteína chamada PD-L1, que é deficiente em camundongos (e pessoas) com diabetes tipo 1. As células curaram a reação auto-imune em células tanto dos camundongos quanto dos humanos e reverteram a hiperglicemia em camundongos diabéticos (Esse é mais um dos motivos que se fazem pesquisa com animais, para assegurar a saúde dos seres humanos!). 

Há realmente uma remodelação do sistema imunológico quando você injeta essas células-tronco corrigidas pela terapia gênica, produzindo mais da proteína PD-L1.

O estudo mostra que as células-tronco tratadas, administradas a camundongos, direcionam-se ao pâncreas, onde as células das ilhotas produtoras de insulina são feitas. Quase todos os camundongos foram curados da diabetes no curto prazo, e um terço manteve níveis normais de açúcar no sangue durante toda a vida. O tratamento foi eficaz com a produção estimulada de PD-L1 pela terapia genética ou com o pré-tratamento com pequenas moléculas (Figura 1).

celulas-tronco-diabetes 

Figura 1: Na diabetes tipo 1, as células T autorreativas atacam células das ilhotas, produtoras de insulina no pâncreas (quadro 1). Os cientistas mostraram que a rede de fatores reguladores genéticos que controlam a produção de uma proteína chamada PD-L1 está alterada em células-tronco do sangue de camundongos e humanos diabéticos. Eles mostraram então que a produção de PD-L1 poderia ser estimulada com o tratamento de células-tronco do sangue através de terapia gênica ou com pequenas moléculas (quadro 2). As células-tronco tratadas, agora portadoras de PD-L1, são direcionadas ao pâncreas (quadro 3), onde se ligam às células T autorreativas, tornando-as inofensivas (quadro 4). Em um modelo de camundongo, isso reverte a diabetes tipo 1. Crédito: Andrea Panigada / Nancy Fliesler

OS PODERES DA PD-L1

Estudos anteriores tentaram usar imunoterapias para a diabetes tipo 1, visando conter o ataque auto-imune do corpo sobre as células das ilhotas, produtoras de insulina. Essas tentativas falharam, em parte porque as terapias não visaram especificamente a diabetes. O transplante autólogo de medula óssea – infundindo os pacientes com suas próprias células-tronco do sangue para reiniciar seu sistema imunológico – ajudou alguns pacientes, mas não todos.

As células-tronco do sangue possuem habilidades de regulação do sistema imune, mas parece que em camundongos e humanos com diabetes, essas habilidades estão prejudicadas. Os cientistas descobriram que, no diabetes, as células-tronco do sangue estão defeituosas, promovendo a inflamação e possivelmente levando ao aparecimento da doença.

Os cientistas começaram pela determinação do perfil do transcriptoma das células-tronco do sangue para descobrir quais as proteínas que as células estão fazendo.

Usando um microarranjo de expressão de genes, eles descobriram que a rede de fatores de regulação genética (microRNAs) que controla a produção de PD-L1 está alterada em células-tronco do sangue de camundongos diabéticos e humanos. Isso evita a produção de PD-L1, mesmo no início da doença.

Eles mostraram ainda que, a PD-L1 tem um potente efeito anti-inflamatório no contexto da diabetes tipo 1.

A PD-L1 é conhecida como uma molécula de “ponto de verificação” imune. Ela se liga ao receptor PD-1 (morte programada inibitória 1) nas células T inflamatórias que são ativadas e causam reações auto-imunes. Isso faz com que as células T morram ou se tornem anérgicas (ou inativas).

Quando o Dr. Fiorina e colegas introduziram um gene saudável para PD-L1 nas células-tronco, usando um vírus inofensivo como transportador, as células tratadas reverteram a diabetes nos camundongos. Fiorina e colegas também descobriram que poderiam conseguir o mesmo efeito tratando as células com um “coquetel” de três moléculas pequenas: interferon beta, interferon gama e ácido poliinosínico-policitidílico.

É possível que a resolução da deficiência de PD-L1 possa fornecer uma nova ferramenta terapêutica para a doença.

É a ciência tornando nossa vida melhor, livre da diabetes! Invista você também em ciências!

Fonte: Boston’s Children’s Hospital

Referência

Moufida Ben Nasr, etal., “PD-L1 genetic overexpression or pharmacological restoration in hematopoietic stem and progenitor cells reverses autoimmune diabetes,” Science Translational Medicine, 2017: Vol. 9, Issue 416, eaam7543; DOI:10.1126/scitranslmed.aam7543

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