Ciência é INVESTIMENTO! Vamos transformar o Brasil em uma Nação rica e forte!

SOMOS TODOS CONTRA OS CORTES NA FAPERJ! SOMOS A FAVOR DA CIÊNCIA E EDUCAÇÃO!

SOMOS TODOS CONTRA OS CORTES NA FAPERJ! SOMOS A FAVOR DA CIÊNCIA E EDUCAÇÃO!

Caio S. Louis

É jornalista, cientista político

Edição Vol. 3, N. 7, 26 de Fevereiro 2016

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2016.02.26.006

No Brasil, ciência, educação e tecnologia parecem piada para governos que sucumbem à corrupção e mutilam o bolso de sua população e empresas.

Entra governo, sai governo, e os investimentos às vezes perdidos, às vezes trocados, muitas vezes desviados, perpetua-se governo e a propaganda enganosa entorpece um país onde 75% de sua população é semianalfabeta, isso segundo o IBGE de 2011. Imagine agora! 

Uma das mais prestigiosas revistas científicas, Nature, desnudou no início do ano de 2015, quando da re-eleição da então presidente, a mentira deslavada de uma propaganda eleitoral enganadora, a abrupta reversão de investimentos em educação e pesquisa que cientistas brasileiros estão experimentando, onde nos últimos 20 anos havia alocações de financiamento em expansão e crescente prestígio das agências federais e estaduais, tudo isso gerando um otimismo insustentável.

Então, em uma reversão impressionante e apenas meses depois que a presidente esquerdista Dilma Rousseff usou seu segundo discurso de posse para prometer que iria transformar o Brasil em um “país da educação”, a “pátria educadora”, orçamentos que seriam destinados à pesquisa e educação foram reduzidos em 25% a mais. Críticos disseram que a ciência no Brasil poderia ser arrastada de volta ao que era há 40 anos se o programa de austeridade fosse desacreditado.

Você pode ler o artigo da Nature clicando no link (http://www.nature.com/news/brazilian-science-paralysed-by-economic-slump-1.18458).

Destaques dos cortes no financiamento da pesquisa incluem:

-A proposta de orçamento 2016, publicadas em Setembro de 2015, corta 24% do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em comparação a 2015.

-Em maio, a administração já tinha cortado o orçamento do MCTI por quase 2 bilhões de reais (US$ 500 milhões), ou cerca de 25% (limite de gastos do ministério, desde então, encolheu ainda mais).

-O governo federal anunciou seus planos em fundir suas duas agências de financiamento principais, CNPq e CAPES. Isso significa eliminar uma completamente para poupar pelos bilhões desviados.

-O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) cortou o fluxo de financiamento de R$ 200 milhões para a chamada “universal” que no ano passado financiou mais de 5.000 projetos.

-As bolsas de pós-doutorado júnior que tinham sua parte financiada pelo CNPq parecem ter sido congeladas a partir de Setembro de 2015.

-Um corte brutal, colossal, irresponsável e absurdo de 75% aos programas de pós-graduação do Ministério da Educação (que slogan barato, ou caríssimo, “pátria educadora”! São gastos milhões com essa propaganda, enquanto são cortados os milhões dos programas de pós-graduação.) tornou extremamente mais difícil, o que já era complicado, a administração das universidades públicas em todo o Brasil e, ainda mais infernal aos cientistas em manter os laboratórios de pesquisas abertos.

-Instituições de financiamento regionais apoiadas pelo Estado (algumas dos quais dependem de um fluxo de fundos federais) já reduziram ou adiaram programas, algumas reduziram absurdos em até 50%!

-Agência de financiamento do Estado do Rio de Janeiro FAPERJ, que teve um orçamento anual de R$ 450 milhões, recebeu menos de 60% da sua dotação prometido até agora este ano.

-Embora a Fundação de Pesquisa de São Paulo (FAPESP) tenha recebido todos os seus fundos obrigatórios e tem uma dotação grande o suficiente para cobrir eventuais deficiências, ela também foi afetada pela redução das receitas fiscais do Estado.

-O então ministro da ciência, Aldo Rebelo, um comunista que nada tem de experiência na pasta que assume (Em um de seus mandatos como deputado federal, Rebelo propôs uma lei que proibiria a “adoção, por qualquer órgão público de todos os níveis, de qualquer inovação tecnológica que seja poupadora de mão-de-obra sem prévia comprovação de que os benefícios sociais auferidos com a implantação suplantem o custo social do desemprego gerado”. Somente 11 anos depois, o projeto foi descartado por ter envelhecido e “perdido sua razão de ser”. O projeto apresentado pelo então deputado em 1994 certamente não previa o desenvolvimento tecnológico que nos levou até 2014. Exigir que a implementação de recursos tecnológicos que resultem em desemprego suplantem o custo social do desemprego gerado é algo difícil de executar. Os critérios do “custo social” são discutíveis e, na implantação de novas tecnologias que fazem serviços antes muito limitados (como caixa eletrônico), a discussão fica ainda mais complicada. O histórico de Aldo Rebelo, desempenhando papéis importantes em áreas que ele não tem experiência, tende a gerar preocupações para o setor brasileiro de ciência e tecnologia” (Fonte: https://tecnoblog.net/171814/aldo-rebelo-ministro-ciencia-tecnologia-inovacao/), talvez seja por isso dos cortes brutais e monstruosos) estava em busca de US$ 2 bilhões de empréstimo US do Banco Interamericano de Desenvolvimento, com sede em Washington DC. Isso ajudaria a pagar o planejamento para os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, o que não ocorreu, já que está há dois anos atrasados.

Agora, no Rio de Janeiro, às vésperas do carnaval onde a população que vive às margens do conhecimento e embriagada em suas festas regadas às bebedices, glutonarias e depravações quaisquer, deixa-se iludir pela manobra do governo que perpetrou o corte de 50% do orçamento destinado à FAPERJ! Que maravilha de governo! Governo que apoio o outro governo que fizeram cortes estrondosos bilionários na ciência e educação! O governo da “pátria educadora”, ou seria a “pária que cuspiu”. Não posso mencionar o tal partido aqui, mas simplesmente deu Perda Total no Brasil e nos estados por eles lavados. E pobre da comunidade científica e da própria população que ficou totalmente desmobilizada sem ter como contra agir a tal atrocidade, a tal estupro da sociedade.

FAPERJ

A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ – que criada em 1980, por ilustres cientistas que dedicavam suas vidas às ciências e à educação para um estado e, por fim por que não, uma nação melhor e um povo com dignidade e futuro com mais qualidade de vida, buscaram pela compaixão, somente assim para se ter seu apoio, do governo para a promoção do desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Estado do Rio de Janeiro. Durante décadas então, ilustres cientistas, às vezes burocratas somente (por isso diversos atrasos ocorreram), esvaziaram-se de seus egos e transpiraram para erguer uma instituição que se via ressurgir das cinzas para tornar a FAPERJ reconhecida nacional e até internacionalmente. A FAPERJ e instituições a que a ela se assemelham e se dedicam, as Fundações de Amparo (socorro!) à Pesquisa cada qual de seu Estado ou unidade federativa de origem, vislumbram em seu próprio regimento de fundação, uma instituição que em sua essência se fundamenta no “combate à exclusão social, na conquista da cidadania plena, na promoção do bem-estar da população, na defesa e garantia da autonomia tecnológica do País.”

“Apesar da trajetória exitosa da FAPERJ a comunidade acadêmica foi surpreendida com a mensagem datada de 1º de fevereiro de 2016 e publicada em D.O. no dia 2, em que o Sr. Governador reduz em 1% o repasse de verbas para Faperj até o final de 2018. Na prática a proposta diminui em 50% as verbas destinadas à Ciência e Tecnologia através da Faperj, pois o previsto na constituição estadual é de 2% do orçamento!”

“O triste episódio ocupou em horário nobre o noticiário da maior emissora de televisão do país e na mídia digital já surgiram cartas como a divulgada no Facebook que expressa o repúdio dos cientistas da Faperj: “A presente intervenção reveste-se de uma irresponsabilidade civil única, em um momento em que especialmente a patogênese causada pelo vírus Zika, em particular, carece de referências acadêmicas em plano universal… Esse caráter particular da medida nos isola como sociedade civil, nos imobiliza como profissionais de ciência e esvazia as medidas de solidariedade com os pacientes… A indissociável parceria entre Ciência e Bem estar social, tão óbvias no mundo desenvolvido e tão evidentes no presente episódio, foram definitivamente pisoteadas pelas presentes medidas “.”

MOBILIZAÇÃO JÁ!

2% PARA CIENCIA E TECNOLOGIA EM TODO O BRASIL, DE TODAS AS FAPs, PARA TODOS OS ESTADOS!

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