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SOFRENDO COM RUGAS? CONHEÇA A SEGUNDA PELE ELÁSTICA

SOFRENDO COM RUGAS? CONHEÇA A SEGUNDA PELE ELÁSTICA

Edição Vol. 4, N. 5, 30 de Janeiro de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.01.30.006

Ahh minha pele está ressecada, quebradiça, sem vida, cheia de rugas… É, parece que a idade chegou… Não, não se entregue tão facilmente assim! Um polímero à base de silicone promete ser sua segunda pele, rejuvenescendo, tornando-a mais elástica e hidratada e mais, poderá ser utilizada como filtro solar, como blush ou mesmo para tratamento de doenças da pele! Veja como a ciência, tecnologia e inovação gera riquezas e novos mercados!

Cientistas do MIT, Hospital Geral de Massachusetts, Living Proof e Olivo Labs, liderados pelo professor Dr Robert Langer, desenvolveram um novo material que pode proteger e fortalecer temporariamente a pele e alisar rugas. Com o aprimoramento do polímero, este também poderá ser usado para entregar medicamentos para ajudar a tratar doenças da pele, como a eczema e outros tipos de dermatites.

O material, um polímero à base de silicone que poderia ser aplicado sobre a pele como um revestimento fino e imperceptível, imita as propriedades mecânicas e elásticas da pele saudável e jovem. Em testes com seres humanos, os pesquisadores descobriram que o material foi capaz de remodelar “bolsas dos olhos” sob as pálpebras inferiores e também melhorar a hidratação da pele. Este tipo de “segunda pele” também poderia ser adaptado para proporcionar proteção ultravioleta de longa duração.

É uma camada invisível que pode fornecer uma barreira, apresentar melhoria estética e potencialmente entregar um medicamento localmente para a área que está sendo tratada. Essas três coisas juntas poderiam realmente torná-lo ideal para uso em seres humanos.

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Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um polímero “segunda pele” que pode fornecer uma barreira, melhoria cosmética e, potencialmente, entregar drogas. Fonte: (1)

IMITANDO A PELE

À medida que a pele envelhece, torna-se menos firme e menos elástica – problemas que podem ser exacerbados pela exposição ao sol. Isso prejudica a capacidade da pele de se proteger contra temperaturas extremas, toxinas, microorganismos, radiação e lesões. Cerca de 10 anos atrás, a equipe de pesquisa se propôs a desenvolver um revestimento protetor que poderia restaurar as propriedades da pele saudável, tanto para aplicações médicas quanto cosméticas.

Eles começaram pensando sobre como poderiam produzir um material que fosse capaz de controlar as propriedades da pele por revestimento com polímeros que poderia fornecer efeitos benéficos, além que esse produto fosse invisível e confortável.

Os pesquisadores criaram uma biblioteca de mais de 100 polímeros possíveis, todos os quais continham uma estrutura química conhecida como siloxano – uma cadeia de átomos de silício e oxigênio alternados. Estes polímeros podem ser montados numa disposição em rede conhecida como camada de polímero reticulado (cross-linked polymer layer, XPL). Os pesquisadores então testaram os materiais em busca de um que melhor imitasse a aparência, força e elasticidade da pele saudável (1).

Ele teria que ter as propriedades ópticas corretas, caso contrário não daria uma boa aparência, e teria que ter as propriedades mecânicas certas, caso contrário, não teria a força certa e não funcionaria corretamente.

O material com melhor desempenho tem propriedades elásticas muito semelhantes às da pele. Em testes de laboratório, ele facilmente retornou ao seu estado original depois de ser esticado mais de 250% (a pele natural pode ser alongada cerca de 180%). Em testes de laboratório, a elasticidade da nova XPL foi muito melhor do que a de outros dois tipos de curativos usados em pele atualmente – folhas de gel de silicone e filmes de poliuretano (1).

Criar um material que se comporta como a pele é muito difícil. Muitas pessoas têm tentado fazer isso e os materiais que estão disponíveis até a produção deste não tiveram as propriedades de ser flexível, confortável, não irritante e capaz de se adaptar ao movimento da pele e voltar à sua forma original.

O XPL é entregue atualmente em um processo de duas etapas. Em primeiro lugar, são aplicados componentes de polissiloxano à pele, seguidos de um catalisador de platina que induz o polímero a formar uma película reticulada forte que permanece na pele durante até 24 horas. Este catalisador tem de ser adicionado depois do polímero ser aplicado porque, após este passo, o material fica demasiado duro para se espalhar. Ambas as camadas são aplicadas como cremes ou pomadas e, uma vez espalhadas sobre a pele, o XPL torna-se essencialmente invisível (1).

ALTA PERFOMANCE

Os pesquisadores realizaram vários estudos em seres humanos para testar a segurança e eficácia do material. Em um estudo, o XPL foi aplicado à área abaixo do olho onde “bolsas dos olhos” muitas vezes são formadas com o envelhecimento da pele. Estes sacos de olho são causados pela protrusão da camada de gordura subjacente à pele da pálpebra inferior. Quando o material foi aplicado, ele aplicou uma força de compressão constante que fortaleceu a pele, um efeito que durou cerca de 24 horas (1).

Em outro estudo, o XPL foi aplicado à pele do antebraço para testar sua elasticidade. Quando a pele tratada com XPL foi distendida com uma ventosa, voltou à sua posição original mais rapidamente do que a pele não tratada (1).

Os pesquisadores também testaram a capacidade do material para prevenir a perda de água da pele seca. Duas horas após a aplicação, a pele tratada com o novo XPL sofreu muito menos perda de água do que a pele tratada com um hidratante comercial de alta qualidade. A pele revestida com vaselina foi tão eficaz como XPL nos testes realizados duas horas após o tratamento, mas após 24 horas, a pele tratada com XPL tinha retido muito mais água. Nenhum dos participantes do estudo relatou qualquer irritação ao usar XPL (1).

Certamente que esse novo produto tem um grande potencial para aplicações cosméticas e não-cosméticas, especialmente se se puder incorporar agentes antimicrobianos ou medicamentos.

Living Proof desenvolveu a tecnologia XPL para a Olivo Laboratories, LLC, uma nova startup formada para se concentrar no desenvolvimento da tecnologia XPL. Inicialmente, a equipe da Olivo se concentrará em aplicações médicas da nova tecnologia para o tratamento de doenças da pele, como a dermatite.

Fonte: Anne Trafton, MIT Notícias

Referência

1.Yu B, Kang SY, Akthakul A, Ramadurai N, Pilkenton M, Patel A, et al. An elastic second skin. Nature materials. 2016;15(8):911-8.

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