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SÃO OU NÃO SEUS AMIGOS QUE LHE FAZEM ENGORDAR?

SÃO OU NÃO SEUS AMIGOS QUE LHE FAZEM ENGORDAR?

Edição Vol. 4, N. 6, 23 de Fevereiro de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.02.23.006

Você chega em casa com sua esposa e, vendo que não tem nada para fazer, dá uma ligada para um casal amigo seu e combinam de sair ou se encontrarem na sua casa, ou na dele, para um bate-papo e comer um tira-gosto. Mas esse tira-gosto vai lhe tirar do sério depois na balança!!!

Um estudo publicado pela Universidade de Yale mostra que os fatores ao nível da comunidade podem estar associados a taxas reduzidas de obesidade em cidades em que têm uma alta taxa de obesidade para adultos.

As taxas de obesidade nos Estados Unidos, e no mundo todo, incluindo o Brasil, atingiram proporções epidêmicas, com uma em cada quatro pessoas consideradas obesas. No entanto, as taxas de obesidade variam consideravelmente entre estados e cidades.

Em um novo estudo liderado pela Dra Maureen Canavan, pesquisadora do Instituto de Liderança em Saúde Global (Yale Global Health Leadership Institute, GHLI) da Yale, exploraram fatores de nível comunitário que podem estar associados a taxas reduzidas de obesidade em cidades dentro de estados com alta taxa de obesidade. Tal variação geográfica levanta questões sobre a influência de fatores comunitários e regionais sobre a obesidade.

 

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Indivíduos obesos são mais propensos a desenvolver doenças crônicas, e a partir de 2009, o custo anual da obesidade nos Estados Unidos foi de aproximadamente US$ 300 bilhões. Não temos essas informações no Brasil, para variar. Com a possibilidade de mais pessoas terem menos ou nenhum seguro, encontrar outros meios para ajudar a compensar os custos médicos e de saúde dos pacientes se tornará crucial nos próximos anos.

O estudo identificou seis municípios dos Estados Unidos que – com base em influências ambientais – devem ter altas taxas de obesidade. No entanto, os municípios tiveram taxas de obesidade adulta mais baixas, sugerindo que usaram estratégias incomuns mas bem sucedidas que permitiram resultados melhores do que outras cidades similares.

Através de visitas e entrevistas com líderes comunitários e funcionários do governo, foram identificados vários temas e estratégias recorrentes. Os pesquisadores descobriram que as cidades com iniciativas auto-lideradas para promover uma vida saudável viram reduções nas taxas de obesidade e fomentaram mais capacidade para os indivíduos manterem estilos de vida mais saudáveis.

As iniciativas comunitárias que visavam desafios relacionados à atividade física e à alimentação saudável tiveram sucesso em ajudar aos moradores a melhorar seus estilos de vida. Essas comunidades construíram parcerias internas que utilizavam seus próprios recursos e conexões – incluindo colaborações com restaurantes locais, mercearias e instalações recreativas – para promover iniciativas que poderiam ser sustentadas por membros da comunidade por conta própria.

Embora uma amostra pequena, as descobertas sugeriram explorar as forças únicas de uma determinada comunidade (por exemplo, recursos naturais, uma comunidade de aposentados ativos ou pequenas empresas locais) em vez de abordagens médicas ou individuais para doenças específicas podem ser empregadas para combater a epidemia de obesidade nos Estados Unidos e, com certeza, aqui também, no Brasil. Outra dica e oportunidade que deixamos para o governo brasileiro. Basta aplicar. Sem desculpas esfarrapadas de 15 anos atrás.

Life’s Simple 7 – A Vida é Simples em 7

“A vida é simples em 7” é um plano de sete pontos elaborados pela Associação Americana do Coração (AHA) como parte de sua campanha “Checando minha Vida” (“My Life Check’’) que objetiva ajudar os americanos a adotar um estilo de vida saudável beneficiando a saúde do coração.

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Como tratar e controlar a hipertensão arterial em seus estágios iniciais

Os 7 passos simples são:

1) Se exercitar: aumentar o nível de atividade física para no mínimo 150 minutos de exercício por semana, que equivale a 30 minutos de caminhada rápida cinco dias por semana. Vale até mesmo ir a pé para o trabalho. Se você trabalha a 3 Km de sua residência então, você irá gastar por volta de 30 minutos de caminhada leve, sem pressa. Então, se mora um pouco mais longe, digamos uns 6 Km, basta sair uma hora antes do horário de trabalho. Levemos em conta que é bem menos do que percorrer 8 Km de carro durante duas horas… Quem mora em São Paulo, BH, ou outros conglomerados que parece ter mais carros do que pessoas sabem muito bem o tempo que levam para percorrer esse espaço ínfimo. Além de, quando chegarem, terão mais disposição para iniciar as tarefas diárias, já que a caminhada faz com que nosso corpo libere hormônios e neurotransmissores, ditos da felicidade. Pois é, quem caminha é mais feliz e saudável!

2) Manter um peso saudável: o objetivo é manter o índice de massa corporal (IMC) menor ou igual à 25 Kg/m2. Valores de IMC superiores a 25 Kg/m2 classificam os indivíduos como sobrepesos, aumentando assim, o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares. O IMC pode ser calculado dividindo-se o seu peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso é 80Kg e a sua altura é 1,80m, a fórmula para calcular o IMC ficará:

IMC = 80 ÷ 1,802IMC = 80 ÷ 3,24IMC = 24,69

A tabela 1, abaixo, mostra os valores de IMC e sua relação com a saúde. Esses são valores aproximados que não levam em conta o caso de exercícios de musculação, que aumentam o peso.

tabela

3) Manter uma dieta saudável: uma alimentação com baixa ingestão de gorduras saturadas e trans, colesterol, sódio e açúcares; porém com alimentos ricos em fibras e grãos integrais, proteínas magras e uma variedade de frutas e vegetais coloridos. Além de reduzir o risco de um ataque cardíaco e do câncer, também normaliza os níveis de glicose e colesterol no sangue, ideal para os diabéticos (para saber mais veja, O QUE O QUIABO E TODAS AS FRUTAS E VERDURAS PODEM FAZER PARA REDUZIR O DIABETES, MAS NÃO CURÁ-LO?).

4) Controle do colesterol: o objetivo é ter um nível de colesterol total menor do que 200 mg/dL em paralelo com o equilíbrio entre HDL ou “bom” colesterol e LDL ou colesterol “ruim”. Por exemplo, baixos níveis de colesterol HDL (menor que 40 mg/dL) para homens ou menor que 50 mg/dL para as mulheres, está associado a risco aumentado de doença cardiovascular. Quando você controla o seu colesterol, você está dando a suas artérias sua melhor chance de permanecer livre de obstruções. O colesterol é uma substância gordurosa ou cerosa e nossos corpos usam-lo para fazer as membranas celulares e alguns hormônios, mas quando você tem muito do chamado “mau” colesterol (LDL), este combina com as células brancas do sangue, formando placas nas veias e artérias. Estas placas interrompem o fluxo sanguíneo normal e levam a doenças cardíacas e ao acidente vascular cerebral, entre outras doenças.

5) Controlar a pressão arterial: valores ótimos de pressão arterial encontram-se em níveis sistólicos, ou de contração, inferiores a 120 mmHg e diastólicos, relaxamento do coração, menores do que 80 mmHg, popularmente dito uma pressão de 12 por 8. O estado denominado pré-hipertensão caracteriza-se por níveis sistólicos que variam entre 120-139 mmHg e diastólicos entre 80-89 mmHg, ou seja, com pressão entre 12-14 por 8-9. Pessoas que normalmente fazem caminhada ou corridas curtas têm a pressão por volta de 11-12 por 7-8.

A hipertensão arterial é o fator de risco mais significativo para doença cardíaca. Quando sua pressão arterial permanece dentro de limites saudáveis??, você reduz a pressão sobre o coração, artérias, e os rins, que mantêm você mais saudável por mais tempo.

A pressão arterial elevada, também conhecida como hipertensão, significa que o sangue correndo em suas artérias flui com muita força colocando pressão sobre as mesmas, esticando-as e passando do seu limite saudável, causando lesões microscópicas. Nosso corpo, em seguida, inicia um processo de cura desses microferimentos reparando essas lesões com tecido cicatricial. Mas, infelizmente, o tecido cicatricial produz armadilhas aprisionando placas bacterianas e células brancas do sangue que podem formar obstruções a passagem do mesmo, interrompendo o fluxo sanguíneo, formando coágulos sanguíneos e artérias endurecidas e enfraquecidas.

Ao manter a sua pressão arterial na faixa saudável, você está:

  1. Reduzindo o risco de ter paredes dos seus vasos sanguíneos sobrecarregados ou feridos.
  2. Reduzindo o risco de obstruções dos vasos sanguíneos, que também protege o coração e o cérebro.
  3. Protegendo todo o seu corpo de modo que seus tecidos recebam suprimentos de modo regular do sangue, que também é rico em oxigênio do qual necessitam.

6) Reduzir o açúcar do sangue: O açúcar e não a gordura é o pior alimento para nós. Níveis de açúcar no sangue, em jejum, acima de 100 mg/dL, pode indicar diabetes ou pré-diabetes. Além disso, alimentos açucarados como aqueles usados nos milkshakes ou suas coberturas são ricas em xarope, que reduzem a qualidade do raciocínio de quem se alimenta (http://nanocell.org.br/dieta-rica-em-frutose-retarda-o-cerebro-prejudicando-a-memoria-e-aprendizagem/).

7) Não fumar: o tabagismo é a principal causa evitável de morte prematura nos EUA: além de aumentar o risco de câncer de pulmão, eleva o risco de aparecimento de doença arterial coronariana (DAC) e é também um importante fator de risco para o acidente vascular cerebral (AVC). Quem diria, você mesmo pode prolongar sua vida decidindo-se por escolhas mais saudáveis!

Fonte: Universidade de Yale

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