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QUEDA NO QI LIGADA AO USO INTENSO DE MACONHA NA ADOLESCÊNCIA

QUEDA NO QI LIGADA AO USO INTENSO DE MACONHA NA ADOLESCÊNCIA

Edição Vol. 4, N. 5, 30 de Janeiro de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.01.30.005

Já foi esse papo de dizer que maconha não faz mal. Está mais do que comprovado que o usuário de maconha tem um QI abaixo do normal em relação àqueles que não fumam! É de se perceber que a fala é lenta, os movimentos são lentos e o raciocínio… mais lento ainda, isso quando conseguem concluir alguma retórica. Quando ouvirem algum pseudocientista dizendo ser favorável à liberalização da maconha, imagine se são seus reais motivos oportunistas é que estão em jogo. Muito provavelmente ele está tentando abrir um negócio “legal” para lucrar em cima do prejuízo à saúde de outros! Por isso, DROGAS, SAIA DESSE NÓIA!

 

A psicóloga clínica Dra Madeline Meier, da Universidade de Duke, em Durham, Carolina do Norte, nos EUA, e seus colegas usaram dados do famoso Estudo Longitudinal de Dunedin, uma pesquisa multi-fator envolvendo uma coorte de 1.037 neozelandeses seguidos desde o nascimento, que agora tem 40 anos de idades. Os participantes no estudo de Dunedin foram testados periodicamente para o QI e outros índices neuropsicológicos assim como para ser perguntado sobre o comportamento do uso da maconha. O estudo foi publicado em uma das mais importantes revistas científicas, a Proceedings da National Academy of Sciences (PNAS) (1).

Quando seu QI adulto foi testado aos 38 anos, os usuários mais intensos e persistentes que iniciaram o uso da maconha na adolescência no estudo tiveram uma queda média de oito pontos do QI desde a infância até a idade adulta. Os não usuários tiveram, ao contrário, em média, um aumento do seu QI em torno de um ponto. E mesmo depois de deixar a maconha de lado os usuários mais pesados, ou que fumavam mais frequentemente, tiveram um declínio de alguns pontos do seu QI em relação ao seu valor obtido enquanto na infância (1). E essa queda do QI ainda é percebida em usuários menos frequentes, porém, que começaram a usar maconha na adolescência. Além do mais, a queda na função mental parecia irreversível mesmo depois que as pessoas tinham deixado a cannabis (1). Entretanto, os usuários persistentes que começaram somente quando adulto (mais velho de 18 anos) não parecem experimentar o mesmo declínio do QI. Demonstraram sim irresponsabilidade social, no trabalho e na gestão da família. O que gera a degradação social de um país.

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Figura 1: Uso frequente de maconha em uma idade jovem pode reduzir significativamente o QI de uma pessoa. Tornar-se um fumante de maconha habitual na adolescência resulta em declínio cognitivo não visto se o consumo de drogas ilícitas começa na idade adulta, neste último caso é irresponsabilidade. Imagebrokers / Fotoshot

INFORMAÇÕES RELEVANTES

Ao serem capazes de comparar o QI de um indivíduo antes e depois do consumo da cannabis, os autores poderiam descartar o déficit neuropsicológico anterior como causa do declínio. Eles também puderam descartar um efeito da educação ao não encontrar diferença na proporção de usuários pesados de cannabis em toda o universo amostral do estudo e naqueles com apenas o ensino médio ou menos. Isso deve responder ao desafio da “hipótese da educação” – que os usuários pesados de cannabis são mais propensos a ter abandonado a educação (1). Lógico que isso é a farsa que os oportunistas querem implantar. Durante a faculdade sabemos que, desde os alunos cujos pais são mais ricos até aqueles que precisam de ajuda para se manterem, usam da mesma maneira e na mesma quantidade a maconha e outras drogas (1). Da mesma forma, eles também poderiam controlar outros fatores complicadores, como a esquizofrenia, o uso de outras drogas e a possibilidade de que um sujeito poderia estar sob o efeito da droga quando suas habilidades cognitivas foram testadas.

Os resultados sugerem efeitos neurotóxicos da cannabis em uma idade crítica para o desenvolvimento do cérebro, embora os autores deixam para que outros pesquisadores possam isolar qual seja esse mecanismo subjacente.

LIMITAÇÕES DO ESTUDO

Robin Murray, pesquisador da psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, cujas próprias investigações exploraram as ligações entre a cannabis e a psicose, ficou impressionado com o rigor do artigo: “Houve outros estudos mostrando declínio cognitivo, porém todos eles foram de amostras ligeiramente viciadas. A coorte de Dunedin é provavelmente uma das populações mais estudadas do mundo, do ponto de vista cognitivo. É uma excelente amostra.”

A Dra. Valerie Curran, professora de psicofarmacologia na University College de Londres e membro do Comitê Científico Independente sobre Drogas do Reino Unido, mostrou-se mais cética, dizendo que outros fatores, como a depressão, também estão associados ao uso pesado e à motivação reduzida. “Embora o tamanho total da amostra seja excelente, os dados sobre o início do uso intensivo pelos adolescentes baseiam-se em pouco mais de 50 pessoas”.

Ela também observou que os resultados representam um declínio muito pequeno no QI como resultado do uso muito pesado ao longo de vários anos, “que não se relaciona com o uso recreativo”. Provavelmente fez, ou faz, ou tem alguém da família que faz e quer arrumar uma desculpa para que outras pessoas também tenham os mesmos problemas de QI baixo, psicose, depressão profunda entre outros problemas psiquiátricos para se justificar de sua situação. Essa, e o lucro em cima dos outros, são um dos principais interesses por trás de quem defende o uso de drogas. Como já dissemos, um traficante não vende apenas maconha, mas dezenas de outras drogas. Os crimes, as mortes, os assassinatos, os problemas de saúde, as mazelas sociais continuarão enquanto houver usuários, quem alimente a indústria do terror das drogas. 

Pesquisas recentes mostraram que menos adolescentes acreditam que o consumo regular de cannabis é prejudicial à saúde. Eles estão começando a usar cannabis em uma idade mais precoce e mais deles a estão usando todos os dias. Imagina como a sociedade estará daqui há 10-15 anos! Se é que poderemos chamar aquilo que se concretizar como sociedade… os maus de amanhã são os mesmos que se pregam de liberais hoje.

Com isso em mente, os autores dizem que seus resultados sugerem que os políticos devam colocar mais ênfase na tentativa de atrasar o ponto em que os adolescentes começam a fumar cannabis.

“Vamos manter alguma perspectiva. Isso não é grande “, Murray diz.” Você não está se tornando completamente demente. É claro, é melhor ainda ter seus oito pontos extra de QI, mas não é algo que é suficiente para chamar atenção médica.”, somente a perda de uma vaga no emprego por outro que tenha um QI mais capacitado…

Os efeitos do aumento significativo na quantidade do ingrediente ativo, tetrahidrocanabinol (THC), no medicamento nas últimas décadas também precisa ser explorado. Você tem que lembrar que, quando as pessoas no estudo de Dunedin eram crianças, no início dos anos oitenta, a erva daninha tinha um teor de THC de 4-5%. Hoje, entretanto, tem entre 16-18%. Então seus efeitos danosos são mais prováveis de serem ampliados (1).

Outros estudos que confirmam que a maconha é prejudicial, vicia, causa psicose, depressão profunda, entre outras doenças psiquiátricas graves seguem (2-4). 

Outras leituras sobre Drogas: O que são e o que fazem com nosso cérebro.

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Fonte: Nature doi: 10.1038 / nature.2012.11278, Leigh Phillips

Referências

1.Cerda M, Moffitt TE, Meier MH, Harrington H, Houts R, Ramrakha S, et al. Persistent cannabis dependence and alcohol dependence represent risks for midlife economic and social problems: A longitudinal cohort study. Clinical psychological science : a journal of the Association for Psychological Science. 2016;4(6):1028-46.

2.Meier MH, Caspi A, Ambler A, Harrington H, Houts R, Keefe RS, et al. Persistent cannabis users show neuropsychological decline from childhood to midlife. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. 2012;109(40):E2657-64.

3.Meier MH, Caspi A, Cerda M, Hancox RJ, Harrington H, Houts R, et al. Associations Between Cannabis Use and Physical Health Problems in Early Midlife: A Longitudinal Comparison of Persistent Cannabis vs Tobacco Users. JAMA psychiatry. 2016;73(7):731-40.

4.Meier MH, Hall W, Caspi A, Belsky DW, Cerda M, Harrington HL, et al. Which adolescents develop persistent substance dependence in adulthood? Using population-representative longitudinal data to inform universal risk assessment. Psychological medicine. 2016;46(4):877-89.

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