Ciência é INVESTIMENTO! Vamos transformar o Brasil em uma Nação rica e forte!

PUBLICAR ARTIGOS CIENTÍFICOS OU TRANSFORMAR A SOCIEDADE?‏

PUBLICAR ARTIGOS CIENTÍFICOS OU TRANSFORMAR A SOCIEDADE?‏

Caio S. Louis

É jornalista, cientista político

Edição Vol. 3, N. 7, 26 de Fevereiro 2016

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2016.02.26.005

Em vindos e lá indos os anos o conhecimento tem crescido a níveis logarítmicos em todo o mundo, mesmo em países subdesenvolvidos e poucos preocupados com a essência e a formação educacional de sua população, como o Brasil corrupto (divido aqui o Brasil essência onde estão aqueles que trabalham, se esforçam, se dedicam e, muito além de se envolver, comprometem-se para que todos saiamos ganhando, não somente a turma da situação que vê seus próprios interesses. Este último, o Brasil ufanista, aproveitador, malandro, daquele que nada sabe, o que desvia bilhões e assassina seu próprio povo pela corrupção, que aniquila o futuro da nação, o brasil corrupto!

Assim, mesmo, minúsculo nos valores morais da decência, ética, caráter, educação e ciência.), os números aumentam em todos os setores. Claro, com a disponibilidade da internet todos publicamos, mesmo que seja conteúdo inútil, fútil ou, classicamente categorizado como lixo, a numerologia de publicação de artigos científicos apresenta um aumento exponencial em qualquer país miserável. Isso, óbvio, não é mérito de qualquer governo.

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Com o passar de décadas espera-se que todos saiamos do mesmo lugar e que tenhamos alguma melhora na qualidade de vida, na aquisição de conhecimentos e na própria vida em si. Daí um pseudosocialista anêmona que não consegue observar e analisar dados em um espaço-tempo multifatorial fica preso por horas em um mesmo lugar, sem conseguir se mobilizar poucos centímetros além de seu débil e sedentário gelatinoso corpo. Pense em uma criança recém-nascida. A partir de seu nascimento até seu primeiro ano de vida vai descobrindo seu corpo, fortalecendo seus músculos, dominando, aos poucos, seus movimentos e equilíbrio. Aprendendo a se equilibrar, engatinhar, ficar em pé, até que, por fim, consegue colocar um pé após o outro e dar o primeiro passo e, com o domínio do equilíbrio e a coragem adquirida com os poucos meses de vida e treinamento consegue o inevitável segundo passo, em seguida o terceiro, e assim vai caminhando e avançando contra o vento, rompendo as barreiras de seu passado totalmente dependente de seus pais pra poder ir e vir, por prantos ou choros, ou mimos que se fá-lo entender do que precisa.

Com a mesma determinação ou mesma evolução da natureza humana, as sociedades tendem a melhorar pela produção de novos produtos que dantes não havia disponibilidade, pelo aumento de sua produção possibilitando redução em seu custo e maior facilidade de aquisição pelos povos, pela melhora, facilidade e agilidade da colheita, armazenamento, transporte, até à sua venda e disponibilidade à população. Tudo tem um conceito simples de tempo e aquisição de novos conhecimentos, sua transformação e aplicação em diversos campos diferentes. Um exemplo clássico foram os anos pós a segunda grande guerra. Onde inúmeros produtos enlatados se fizeram necessários e sua distribuição por todo o globo foi questão de tempo, inclusive dos ditos países comunistas daquela época. Hoje, com exceção da Coreia da Norte, todos têm seus enlatados. Ah sim, alguém irá dizer que alguns países africanos comandados por ditadores _ como se esse regime fosse diferente dos comunistas, que matam seu próprio povo para se manterem no poder, estrangulam os famintos para dizer que não há miseráveis _ não tem enlatados. Certamente, lá não tem nem vida, só piscar de vida tentando enxergar do outro lado da rua o enlatado de seus políticos.

É demasiado simplório crer, cegamente, que um governo transforme sua geração simplesmente pelo ato do tempo passar. Com a invenção e disponibilização da internet o conhecimento chegou a todos, primeiro multiplicando, depois ampliando-se e possibilitando sua transformação, gerando novos conhecimentos e novas aplicações para os mesmos, ou simplesmente copiando de uma nação para outro país. Naturalmente uma criança desenvolve-se e passa a andar, naturalmente um país cresce e a qualidade de vida de seu povo melhora. Uma criança quando adequadamente estimulada dá saltos e surpreende seus pais pelas suas estripulias, malabarismos que eles mesmos ensinaram e estimularam, proporcionando um desenvolvimento acelerado e vantajoso em relação às outras que não tiveram a mesma sorte, ou educação, de seus pais as terem. Com o povo de um país acontece o mesmo. Se o governo não estimula a decência, a educação e o desenvolvimento de sua população, tardiamente em relação ao mundo este país desenvolver-se-á, mas mudará tendendo aproveitar o que já foi dispensado pelo que as outras nações consideram atrasado ou tecnologicamente fraco para seu uso. O lixo que descartam é o avanço tecnológico que aproveitamos. Enquanto crescem a passos largos, saltos mirabolantes, crescemos ao natural sem estímulos, mediocremente, com o pouco acesso que temos de seu lixo que é descartado. Enquanto fazemos de seu lixo nosso luxo, seu luxo é transformado e novos conhecimentos agregados, possibilitando sua expansão em fase logarítmica. Claro, enquanto pagamos caro pelos seus lixos, aguardamos o vencimento de sua nova dispensa para nosso uso. Assim, qualquer país com crescimento mais medíocre e sua população um pouco aberta para receber, alguma melhora terá ao longo dos anos e dos governos que se passam. É o caso do Brasil. Enquanto embarcamos no consumo do lixo alheio, transformamos vagarosamente nossa qualidade de vida, a vida de nossos filhos, a população de nosso país, mas nunca aos saltos olímpicos das nações que se apoiam na geração e transformação do conhecimento. Israel, Coreia do Sul, China, Tigres Asiáticos têm crescimento exponencial enquanto Brasil, Bolívia, Venezuela, Cuba engatinham na montanha de lixo descartada pelos outros. Uma cegueira que oprime e garante aos corruptos permanecerem sugando nosso suor, nosso sangue, nossa massa corporal que se extravasa nas lágrimas diárias de nossa labuta. Cegos, vemos o que nosso umbigo quer para nós mesmos, não o que seria digno e útil para nossos filhos, netos, bisnetos poderem construir e transformar sua futura nação.

O que produzimos em artigos científicos ou se é perdido pela qualidade ou pela incompetência administrativa e falta de visão de transformação de uma nação, ou comodismo de esperar que o lixeiro deixe as migalhas caírem de seu caminhão. Nossa ciência tem como metas números apenas, sem direção, sem sentido, sem visão de gerar, transformar, treinar saltos enquanto se aprende a correr. Nossos professores se contentam em publicar seu artigo pixuleco sem agregar valor, sem ambição de transformar, sem-vergonha dos militantes que são. Lógico que há mentores, cientistas que se destacam, percorrem e saltam por terrenos áridos, perseguidos pelos comunas de velhos ideais consumistas dos lixos alheios, transformam por pouco que seja seus alunos, gestam uma geração corajosamente para produzirem e gerarem novos conhecimentos, quem sabe seu número, mesmo que pequeno, aumente e engrene a alavanca que moldará a nova evolução do conhecimento?

Enquanto seus conhecimentos que transformam são produzidos, os velhos, que não são tão velhos assim, velhos pela moldura na qual o foram mantidos, “educados”, impedem seus avanços, somam às pilhas de papéis burocráticos inúteis para, com o tempo, transformarem o conhecimento em outro papel que será empilhado. As oportunidades são desperdiçadas porque aqueles mestres não fazem parte do status quo. Tudo enraizado na mera agonia da mentalidade antiquada de querer ser o bem feitor, de querer aparecer – o velho que nada fez, mas que emperrará o avanço do colega inovador, impedirá o desenvolvimento da tecnologia se não lhe garantir que, senão fosse por ele nada seria desse conhecimento. Enquanto o mérito tem que ficar com quem nada fez, com um político, com um burocrata inútil da universidade, nada do que é bom deve ser aproveitado. Vamos reciclar o lixo das nações desenvolvidas.

Complicado? Vamos aos exemplos. Em nosso Brasil corrupto, assim como a política, a ciência é regida pelo status quo que reina com sua ignorância e atraso mental, ocupando cargos tecnocratas que aqui são de confiança de uma minoria política igualmente tosca e sem competência, para assegurar que toda nova transformação, que toda revolução do conhecimento teve sua concepção pelos companheiros de cadeira suada, molhada pelas suas calças quadradas.

Certos cientistas, que obviamente aqui foram cortados os nomes, transformaram seus grupos de pesquisa, transformam o conhecimento, gestam uma nova geração capaz de transpor essas correntes enferrujadas da velha elite comuna oportunista, mas que, por perseguição, ameaças, devem se calar. Nem ribeirinho nem ribeirão comerão ou passarão por esse portão. Inútil de que são impedem o crescimento, o surgimento de uma nação. Incompetentes e sanguessugas que são querem se “mostrar” para sua eleição.

Em discursos, a ciência básica é a transformadora, não pode deixá-la de lado. Em discursos, a academia deve se aproximar das indústrias (e por que também não o contrário?), o conhecimento transforma a produção, gera empregos, novos produtos, novos mercados, mas um professor não pode ter sua empresa, ser empreendedor, ser transformador…  A não ser que a velha guarda permita, ou apareça na vitrine para ganhar a eleição.

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Nos últimos anos tenho visto no Brasil uma velha guarda ausente de conhecimentos técnicos, científicos, administrativos tomarem conta de cargos exclusivos para cientistas que transformam e geram conhecimentos. Essa velha guarda embaça vitrines com sua presença, impedindo o solavanco, o estímulo que falta para transformar esse país em uma nação. São estátuas rugosas que se mobilizam para impedir o avanço daqueles que querem transformar, gerar, produzir novas teorias, novas tecnologias, novas esperanças em um mundo de perdição ideológica retrógrada.

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Nem ribeirinho, nem ribeirão expandirão fronteiras além de sua torpe visão. Uma transformação dessa velha guarda ainda tardará até que companheiros não sejam mais doutrinados por eles. Néscios, ignorantes, fariseus hipócritas de nosso tempo. Serão desmascarados com suas próprias maquiavélicas ações.

Pilhas e pilhas de novas tecnologias ficam paradas nos pedidos de patentes dentro das universidades federais. Primeiro porque não há corpo técnico com formação para a escrita e avaliação. A escrita, demanda, planejamento e alcances da nova tecnologia é feita pelo próprio professor que é impedido de ser empreendedor, ter sua própria empresa, ter contato com empresas interessadas na produção. Quando se consegue a patente, outro entrave das próprias universidades federais, a tramitação com o setor privado. Nem vão a busca, nem facilitam o contato, mas na propaganda e discursos sim… Embaraçam querendo arrancar para si todo o lucro ou a possibilidade de produção de um novo produto, ou um novo mercado. Se o Facebook fosse gerado no Brasil, não passaria da sala de aula, nem sua patente pedida, muito menos sua empresa montada. Nem a geração de um novo mercado bilionário criado. Um lixo que consumimos e nada geramos, mas uma cordilheira de dados e informações que disponibilizamos à nova economia global que dá saltos galopantes pelas oportunidades e educação efetivas providenciadas ao seu povo.

Grande parte das tecnologias geradas em laboratórios de inovação, seja em ciências básicas ou nas aplicadas, das universidades federais são empregadas pela velha guarda que administra a seu bem querer (leia-se “a vitrine sou eu”), a seu bem entender (leia-se “sem mim não chegaria aqui”) para impor sua vontade num cálice de prata. Ou “cale-se ou te mandamos embora”. Enquanto a novidade vai se perdendo e as nações desenvolvidas produzem aquilo que se tornou velho para nós, vamos perdendo mais espaço no cenário internacional.

É hora de mudarmos o sentido dessa direção. Estamos indo ao caminho da difamação pedagógica do conhecimento, da educação. Construímos nossa própria miséria pelo lixo que consumimos, pelo que desperdiçamos em nossos pratos, daquilo que decidimos deixar de lado pelo medo, afronta de quem não quer perder sua vitrine, sua cadeira molhada. Deixamos de crescer por não ensinarmos às nossas crianças que seus filhos terão melhores oportunidades, melhor qualidade de vida, mais conhecimentos gerados, mais caminhos andados, mais altos saltos dados, mais malabarismo perfeitamente equilibrados, por não mostrarmos que suas visões devem estar além de seus próprios umbigos. Deixamos de amadurecer como nação, como povo desenvolvido por não sermos responsáveis pelos nossos próprios filhos, por não nos responsabilizarmos pelos nossos próprios atos, por querer aquilo que é do outro, por querer ser o que não podemos ter. Somos sim responsáveis pela desgraça alheia quando ameaçamos, quando corrompemos, acusamos falsamente ao outro por uma inveja, capricho de nossa própria incompetência e prepotência de ocupar uma posição da qual não se tem o mérito.

Essa é a fachada de nossa ciência, nossa política, nossas instituições públicas (incluindo em primeira mão as universidades públicas, instituições de fomento públicas _ há exceções! Majoritariamente mínimas, mas há.) guiadas pelo olhar vesgo do umbigo do “grande brasileiro” das calças quadradas.

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