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PESSOAS COM UMA DOENÇA MENTAL SÃO MAIS PROPENSAS A FUMAR

PESSOAS COM UMA DOENÇA MENTAL SÃO MAIS PROPENSAS A FUMAR

Katia Neves Gomes, Rodrigo R Resende

Edição Vol. 2, N. 13, 09 de Junho de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.06.08.005

Uma nova pesquisa da Universidade de Yale mostra que as pessoas com uma doença mental qualquer são muito mais propensas a fumar cigarros e são menos propensas a parar de fumar do que aquelas sem doença mental.

Já me disseram que fumar é estupidez, mas agora parece que há uma confirmação de que o fumo é como o ouro de tolo…

Aqueles com um diagnóstico de doença mental são muito mais propensos a fumar cigarros e a fumar um número muito maior, e são menos propensas a parar de fumar do que aqueles sem doença mental, independentemente do seu diagnóstico específico, isto quer dizer que qualquer doença mental leva a uma pessoa fumar mais do que outra que não tenha qualquer doença mental (Figura 1). Esse estudo, realizado por pesquisadores da Escola de Medicina de Yale e liderado pelo professor Dr. Sherry McKee, professor associado de psiquiatria, também encontrou variações nas taxas de probabilidade de parar de fumar entre diferentes diagnósticos de doença mental. Os resultados foram publicados na edição de abril da revista científica Tobacco Control (1).

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Figura 1: Aqueles com um diagnóstico de doença mental são muito mais propensos a fumar cigarros e a fumar um número muito maior, e são menos propensas a parar de fumar do que aqueles sem doença mental.

Trinta e nove por cento (39%) dos adultos com diagnóstico psiquiátrico fumam em comparação com 16%, sem um diagnóstico de transtorno mental, de acordo com dados da Pesquisa Nacional Epidemiológica sobre o Álcool e Condições Relacionadas (National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions) nos EUA. Duas em cada três pessoas com transtorno de uso de drogas fumam, em comparação com uma em cada três com fobia social.

É sabido que os fumantes com doenças mentais são mais suscetíveis a doenças relacionadas com o tabagismo, e aqueles com doença mental morrem 25 anos mais cedo do que os adultos sem doença mental. Os tratamentos eficazes para deixar de fumar estão disponíveis e sabemos que os fumantes com doença mental podem parar de fumar. É preciso solucionar o porquê dos fumantes com doença mental não estarem sendo tratados para o tabagismo.

Durante o período de estudo de três anos, 22% dos fumantes sem transtornos psiquiátricos foram capazes de parar de fumar, enquanto as taxas de parar de fumar entre aqueles com doenças de transtornos psiquiátricos eram 25% mais baixos (1). As taxas de parar de fumar foram as mais baixas entre aqueles com distimia (10%), agorafobia (13%) e fobia social (13%). Também foi descoberto que indivíduos com múltiplos diagnósticos de transtorno mental tiveram as menores taxas de deixar o fumo (1).

Este estudo contribui para evidenciar que os fumantes com doença mental consomem quase a metade de todos os cigarros nos Estados Unidos, apesar de se fazer uma proporção consideravelmente menor da população.

Os pesquisadores e formuladores de políticas estão cada vez mais chamando a atenção para esta importante questão de saúde pública, e este estudo ajuda a apontar para a necessidade de intervenções e políticas que diretamente ajudam aos indivíduos com doença mental para parar de fumar.

Referência

1. Smith PH, Mazure CM, McKee SA. Smoking and mental illness in the U.S. population. Tobacco control. 2014;23(e2):e147-53.

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