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Rubens Rezende Ferreira1, Lara Vento Moreira Lima1, Joice Teixeira de Almeida2, Fabrícia Ramos Rezende3

1 Acadêmicos do curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros – Campus Trindade

2 Fisioterapeuta pela Unigoyazes

3 Fisioterapeuta, mestre e doutora em Ciências da Saúde pela UFG e docente da UNIFIMES em Trindade-GO, Brasil

Edição Vol. 8, N. 10, 18 de outubro de 2021

Fonte: Imagem de Comfreak por Pixabay

A tangerina, é um dos cítricos de maior produção mundial. A casca de frutas cítricas é responsável por 25% – 40% do peso total da fruta, a qual é descartada durante a produção. Na medicina tradicional chinesa, sempre se teve o conhecimento das propriedades terapêuticas da casca da tangerina (como aliviar vômitos, diarreia, catarro e tosse), já que a China é um dos maiores produtores/consumidores de tangerina no mundo. Assim, com o avanço da tecnologia se fez necessário mais estudos para entender as propriedades terapêuticas da casca da tangerina, principalmente do óleo essencial que a compõe (cerca de 1-3% do peso fresco da casca de frutas cítricas) (1).

Dessa forma, além do seu uso na indústria química e na produção de alimentos, por conta de seu aroma agradável, foi constatado propriedades antioxidantes, por conta da Vitamina C, e uma gama enorme de outras vitaminas, como as vitaminas A, B1 e B2, e propriedades que estimulam o sistema linfático, ajudam a regenerar pele e cabelo, diminuição de inflamações e a redução do efeito negativo do estresse diário. Mas, um dos achados principais, foi sua ação no tratamento da Acne, por conta de sua ação antibacteriana (1).

A acne é uma dermatose inflamatória crônica que envolve folículos pilosos (pelos) e glândulas sebáceas que frequentemente ocorrem na face, tórax e costas. A incidência de acne chega a 85% da população mundial. Embora não seja uma doença fatal, tem um grande impacto psicológico na vida do paciente. A Cutibacterium acnes, é o patógeno bacteriano dominante da acne, o que, portanto, se fez como alvo principal do tratamento da acne. Assim, o uso de antibióticos como eritromicina e clindamicina, são recorrentes no tratamento da acne. Porém, a terapia antibiótica tradicional para acne tem vários efeitos colaterais, como, por exemplo, pode levar à secura da pele, vermelhidão, irritação da pele e hiperpigmentação e, em casos extremos, a má prática pode levar à resistência da bactéria aos antibióticos. Por isso, o tratamento medicinal, com o uso de plantas, se tornou alvo de estudos, pois esses, apresentariam ação contra as bactérias e não trariam efeitos colaterais como os antibióticos (1).

Nesse sentido, por já terem conhecimento prévio do óleo essencial de mexerica contra outras bactérias, uma pesquisa liderada por cientistas e pesquisadores chineses foi realizada a fim de se entender como esse óleo age diretamente na bactéria causadora da acne (1).

Assim, com o objetivo de aproveitar ao máximo os resíduos da indústria de processamento de cítricos, foi realizado um estudo aprofundado em cascas de Tangerina Ponkan. Este cítrico é uma das variedades de laranja de maior produção na China e apresenta excelente rendimento de óleo essencial em sua casca, mais de 3%. A análise do óleo essencial de Ponkan, levou à identificação de 53 componentes químicos representando 96,87% de toda a composição do óleo essencial. Por meio de testes em laboratório, foi mostrada notável atividade antibacteriana do óleo essencial contra a bactéria causadora da acne, o que fornece uma terapia potencial para o tratamento da acne. No entanto, mais pesquisas serão feitas para investigar seu mecanismo de atividades biológicas e modo de ação contra a bactéria da acne, a fim de usar este óleo em nível comercial. Porém, já se tem comprovado sua eficácia na diminuição da inflamação, um grande potencial de morte da bactéria causadora da acne e também na diminuição da incidência de manchas, por conta das propriedades oxidativas (1).

REFERÊNCIAS

  1. HOU, He-Shuai et al. Extraction of essential oil from Citrus reticulate Blanco peel and its antibacterial activity against Cutibacterium acnes (formerly Propionibacterium acnes). Heliyon, Volume 5, Issue 12, e02947, December 01, 2019. DOI: https://doi.org/10.1016/j.it.2019.08.006

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