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O AUMENTO DO AÇÚCAR PODE PREDISPOR AO CÂNCER DE MAMA

O AUMENTO DO AÇÚCAR PODE PREDISPOR AO CÂNCER DE MAMA

Alanna Gomes da Silva, Rodrigo R. Resende

Edição Vol. 1, N. 17, 07 de Setembro de 2014
DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocell.2014.09.08.002

O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações e perda da função de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina (Figura 1) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/o-que-o-quiabo-e-todas-as-frutas-e-verduras-podem-fazer-para-reduzir-o-diabetes-mas-nao-cura-lo/ ou http://www.nanocell.org.br/o-que-papai-come-pode-fazer-com-que-seus-filhos-sejam-obesos-na-vida-adulta/ ou http://nanocell.org.br/nanoparticulas-e-um-nova-estrategia-de-tratamento-para-diabetes-mellitus-tipo-1/). É considerado um problema de saúde pública universal, presente em 180 milhões de mulheres no mundo todo. A prevalência de diabetes aumenta 11% em mulheres com idade superior a 60 anos e acarreta inúmeras alterações que podem predispor ao câncer de mama. Câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células, que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos (veja mais sobre câncer de mama em http://nanocell.org.br/cancer-uma-via-sem-saida-6o-capitulo/).

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Figura 1: A presença de diabetes acarreta alterações hormonais, como o aumento das concentrações de insulina, diminuição das concentrações de globulina de ligação do hormônio sexual e aumento das concentrações de estradiol (hormônio produzido pelos ovários), particularmente em mulheres na pós-menopausa. Além disso, as propriedades de divisão da insulina são semelhantes para os efeitos proliferativos da leptina em células cancerosas, sendo também altamente expresso em pacientes obesos.

O câncer de mama também é uma questão de saúde pública relevante, visto que é o tipo de câncer mais comum em mulheres e uma das principais causas de mortes em muitos países . A incidência do câncer de mama aumenta com a idade, apresentando a maior taxa de incidência em mulheres entre 60-64. Apesar disso, não deixe de se cuidar! Faça sempre o autoexame da mama. Ele pode ser feito diariamente, de acordo com a figura abaixo (Figura 2).

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Figura 2: Como é feito o autoexame das mamas O câncer de mama identificado em estágios iniciais, quando as lesões são menores do que dois centímetros de diâmetro, apresenta prognóstico mais favorável e elevado percentual de cura. É fundamental que a mulher esteja bem informada e atenta a possíveis alterações nas mamas e, em caso de anormalidades, busque prontamente o serviço de saúde.

Em um estudo realizado por Martinéz e colaboradores (2014), da Unidade de Investigação Epidemiológica e em Serviços de Saúde, no México, avaliaram a relação das mulheres com pré-diabetes ou diabetes com o risco aumentado para o câncer de mama . O estudo ocorreu em um Centro de Saúde Pública, vinculado ao centro mexicano de saúde social, no Nordeste do México, no qual avaliaram 240 mulheres com diagnósticos de câncer e diabetes.

A presença de diabetes em mulheres com câncer de mama foi maior, 40%. Constataram também que a diabetes aumenta ainda mais o risco de câncer em mulheres na pós-menopausa. A circunferência abdominal também é muito importante, já foi correlacionada com o aumento da insulina no sangue e seu efeito sobre o risco de câncer de mama também tem sido descrito. Além disso, associaram um maior risco de câncer em mulheres pré-diabéticas, quando elas apresentavam baixo número de partos, idade materna avançada, não amamentação, terapia de reposição hormonal e a obesidade abdominal .

Torna-se importante minimizar ou eliminar os fatores de risco para diabetes e câncer, assim sendo é importante um controle dos níveis glicêmicos, redução do Índice de Massa Corporal (IMC), diminuição da circunferência abdominal, atividade física, controle alimentar, exames preventivos como a mamografia (veja mais em http://www.nanocell.org.br/estilo-de-vida-que-proteje-o-coracao-tambem-reduz-o-risco-de-cancer/). Diversos grupos já demonstraram que o efeito do diabetes sobre o risco de câncer de mama desapareceu após o controle da obesidade e menopausa .

As mulheres com pré-diabetes e diabetes devem ser consideradas uma população mais vulnerável, com necessidade de detecção precoce do câncer de mama. Sendo importante minimizar ou eliminar os fatores que predispõe a diabetes, que, por sua vez, pode diminuir a incidência de duas causas principais de mortalidade e incapacidade: diabetes e câncer de mama.

Dentre as atividades físicas que podem ajudar a reduzir, tanto o diabetes quanto o câncer, citamos as 7 principais:

Os 7 passos simples são:

1) Se exercitar: aumentar o nível de atividade física para no mínimo 150 minutos de exercício por semana, que equivale a 30 minutos de caminhada rápida cinco dias por semana.

2) Manter um peso saudável: o objetivo é manter o índice de massa corporal (IMC) menor ou igual à 25 Kg/m2. Valores de IMC superiores a 25 Kg/m2 classificam os indivíduos como sobrepesos, aumentando assim, o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares. O IMC pode ser calculado dividindo-se o seu peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Por exemplo, se o seu peso é 80Kg e a sua altura é 1,80m, a fórmula para calcular IMC ficará:

IMC = 80 ÷ 1,802

IMC = 80 ÷ 3,24

IMC = 24,69

3) Manter uma dieta saudável: uma alimentação com baixa ingestão de gorduras saturadas e trans, colesterol, sódio e açúcares; porém com alimentos ricos em fibras e grãos integrais, proteínas magras e uma variedade de frutas e vegetais coloridos. Além de reduzir o risco de um ataque cardíaco e do câncer, também normaliza os níveis de glicose e colesterol no sangue, ideal para os diabéticos (para saber mais veja,http://nanocell.org.br/o-que-o-quiabo-e-todas-as-frutas-e-verduras-podem-fazer-para-reduzir-o-diabetes-mas-nao-cura-lo/).

4) Controle do colesterol: o objetivo é ter um nível de colesterol total menor do que 200 mg/dL em paralelo com o equilíbrio entre HDL ou “bom” colesterol e LDL ou colesterol “ruim”. Por exemplo, baixos níveis de colesterol HDL (menor que 40 mg/dL) para homens ou menor que 50 mg/dL para as mulheres, está associado a risco aumentado de doença cardiovascular. Quando você controla o seu colesterol, você está dando a suas artérias sua melhor chance de permanecer livre de obstruções. O colesterol é uma substância gordurosa ou cerosa e nossos corpos usam-lo para fazer as membranas celulares e alguns hormônios, mas quando você tem muito do chamado “mau” colesterol (LDL), este combina com as células brancas do sangue, formando placas nas veias e artérias. Estas placas interrompem o fluxo sanguíneo normal e levam a doenças cardíacas e ao acidente vascular cerebral, entre outras doenças.

5) Controlar a pressão arterial: valores ótimos de pressão arterial encontram-se em níveis sistólicos, ou de contração, inferiores a 120 mmHg e diastólicos, relaxamento do coração, menores do que 80 mmHg, popularmente dito uma pressão de 12 por 8. O estado denominado pré-hipertensão caracteriza-se por níveis sistólicos que variam entre 120-139 mmHg e diastólicos entre 80-89 mmHg, ou seja, com pressão entre 12-14 por 8-9. Pessoas que normalmente fazem caminhada ou corridas curtas têm a pressão por volta de 11-12 por 7-8.

6) Reduzir o açúcar do sangue: níveis de açúcar no sangue, em jejum, acima de 100 mg/dL, pode indicar diabetes ou pré-diabetes. Além disso, alimentos açucarados como aqueles usados nos milkshakes ou suas coberturas são ricas em xarope, que reduzem a qualidade do raciocínio de quem se alimenta (veja mais em http://nanocell.org.br/dieta-rica-em-frutose-retarda-o-cerebro-prejudicando-a-memoria-e-aprendizagem/).

7) Não fumar: Esse é o principal de todos os passos.

Fica uma dica para você. Cuide de sua saúde. Você estará cuidando de toda sua família!

Referências

1. Resende RR. O QUE O QUIABO E TODAS AS FRUTAS E VERDURAS PODEM FAZER PARA REDUZIR O DIABETES, MAS NÃO CURÁ-LO? Nanocell News. 2014 01/07/2014;1(5):10.

2. Resende RR. DIETA RICA EM FRUTOSE RETARDA O CÉREBRO, PREJUDICANDO A MEMÓRIA E APRENDIZAGEM. Nanocell News. 2014 03/11/2014;1(8):6. Epub 03/11/2014.

3. Tonelli FM, Resende RR. NANOPARTÍCULAS E UM NOVA ESTRATÉGIA DE TRATAMENTO PARA DIABETES MELLITUS TIPO 1. Nanocell News. 2014 01/28/2014;1(6). Epub 01/28/2014.

4. Resende RR. CÂNCER, UMA VIA SEM SAÍDA? (6º Capítulo). O CÂNCER DE MAMA: Causas, Sintomas e Tratamentos. Nanocell News. 2014 08/05/2014;1(15). Epub 08/04/2014.

5. Resende RR. CÂNCER: uma via sem saída? Nanocell News. 2014 04/22/2014;1(10):23. Epub 04/22/2014.

6. Salinas-Martinez AM, Flores-Cortes LI, Cardona-Chavarria JM, Hernandez-Gutierrez B, Abundis A, Vazquez-Lara J, et al. Prediabetes, diabetes, and risk of breast cancer: a case-control study. Archives of medical research. 2014 Jul;45(5):432-8. PubMed PMID: 24937172. Epub 2014/06/18. eng.

7. Lacerda LHG, Resende RR. ESTILO DE VIDA QUE PROTEJE O CORAÇÃO TAMBÉM REDUZ O RISCO DE CÂNCER. Nanocell News. 2014 04/22/2014;1(10). Epub 04/22/2014.

8. Larsson SC, Mantzoros CS, Wolk A. Diabetes mellitus and risk of breast cancer: a meta-analysis. International journal of cancer Journal international du cancer. 2007 Aug 15;121(4):856-62. PubMed PMID: 17397032. Epub 2007/04/03. eng.

9. Liao S, Li J, Wei W, Wang L, Zhang Y, Wang C, et al. Association between diabetes mellitus and breast cancer risk: a meta-analysis of the literature. Asian Pacific journal of cancer prevention : APJCP. 2011;12(4):1061-5. PubMed PMID: 21790252. Epub 2011/07/28. eng.

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