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NOVOS RUMOS PARA A PÁTRIA EDUCADORA…

NOVOS RUMOS PARA A PÁTRIA EDUCADORA…

Caio S. Louis

Edição Vol. 2, N. 13, 09 de Junho de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.06.08.006

Certa vez fui questionado sobre o porquê de escrever livros técnicos? Ainda mais quando não se tem retorno financeiro… Segundo quem me questionou, os estudantes brasileiros hoje estudam tudo em inglês! E o melhor, falam inglês fluente!?…

Parece brincadeira, quando vejo as estatísticas do próprio governo federal ou de agências internacionais sobre a qualidade do ensino e o nível do entendimento do brasileiro com o questionamento do meu colega! Elas informam que 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais e que o Brasil hoje ocupa a 60º posição no ranking internacional de qualidade da educação. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou em maio de 2015 um ranking mundial de qualidade de educação. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ocupa a 60ª posição. Em primeiro lugar está Cingapura, seguido de Hon Kong e Coreia do Sul. Na última posição está Gana.

O Analfabetismo Funcional constitui um problema silencioso e perverso que afeta as empresas e o ensino superior. Não se trata de pessoas que nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e contar; chegam a ocupar cargos administrativos, mas não conseguem compreender a palavra escrita. Bons livros, artigos e crônicas, nem pensar! Computadores provocam calafrios e manuais de procedimentos são ignorados; mesmo aqueles que ensinam uma nova tarefa ou a operar uma máquina. Elas preferem ouvir explicações da boca de colegas. Entretanto, diante do chefe… isso quando é ele mesmo um chefe? fingem entender tudo, para depois sair perguntando aos outros o que e como deve ser realizado tal tarefa. E quase sempre agem por tentativa e erro. Esse problema afeta não apenas uma parcela mínima da população. Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 68% da população economicamente ativa.
Eles não têm as habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculo para fazer frente às necessidades de profissionalização e tampouco da vida sócio-cultural.

No Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somos esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 em cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizados, isto é, estão no nível 3 de alfabetização funcional.

Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino (tanto público, quanto privado), ao baixo salário dos professores, à desvalorização e desmotivação dos professores, à progressão continuada (ou aprovação automática), à falta de infraestrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro.

Mas como resolver essa situação? Como baixar esses números alarmantes? Sem dúvida nenhuma, a educação é o caminho para alfabetizar mais crianças com melhor qualidade. Essa é a questão: qualidade e não quantidade. Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo. E o resultado disso é a enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma. O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. Não é aumentando para 9 anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar.

O problema também não será resolvido somente ampliando o horário escolar. Se os alunos não forem incentivados à leitura, às atividades que trabalhem com inteligência, pensamento lógico e capacidade de relacionar temas diferentes, nenhum esforço do governo será válido.

Segundo meu colega de trabalho que me questionou sobre o porquê escrever livros, ele diz ser necessário que os professores, cientistas, devem estimular às crianças e aos jovens à leitura e ao despertar da curiosidade científica e técnica. Tem meu consenso, mas ele é muito contraditório! Talvez, faça parte dos 75%…

E, nesse afã de melhorar a educação e o desenvolvimento do Brasil para que se torne uma nação, nada melhor do que reunir os líderes nacionais de renome internacional para escreverem, junto comigo, uma obra que vá alinhada com a perspectiva de construção de uma nação forte e indelével. Produtora de conhecimento e tecnologia.

Para isso, uma obra técnica com linguagem para leigos e a disponibilização de tecnologias de ponta, apresentadas ao final de cada capítulo desta série, ao alcance de todos, desde o aluno, passando pelo empregado, até ao presidente de uma pequena ou grande companhia de biotecnologia. Uma maneira que todos nós, professores e cientistas, damos ao povo brasileiro a oportunidade de crescer através do conhecimento!

O Nanocell News está aí para demonstrar uma nova maneira de ensino e, aos poucos, vamos educando a pátria deseducadora.

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