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NANOPARTÍCULAS AUTOMONTÁVEIS QUE DETECTAM TUMORES AJUDAM NO DIAGNÓSTICO PRECOCE

NANOPARTÍCULAS AUTOMONTÁVEIS QUE DETECTAM TUMORES AJUDAM NO DIAGNÓSTICO PRECOCE

Vol. 1, N. 16, 26 de Agosto de 2014
DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2014.08.26.005

Pesquisadores do Imperial College London criaram novas nanopartículas com capacidade de auto-montagem que tem como alvo os tumores, ajudando aos médicos a diagnosticarem o câncer com grande antecendência.

A nova nanopartícula, desenvolvida por pesquisadores do Imperial College London, aumenta a eficácia da imagem de varredura do Imageamento por Ressonância Magnética (em inglês, Magnetic Resonance Imaging, MRI), buscando especificamente por receptores que são encontrados em células cancerosas.

A nanopartícula é revestida com uma proteína especial, que procura por sinais específicos liberados pelos tumores, e, quando a nanopartícula encontra um tumor ela começa a interagir com as células cancerosas. Esta interacção retira a camada de proteína, fazendo com que as nanopartículas se auto-montem em uma partícula muito maior, de modo que é mais visível na varredura do MRI (1).

Um novo estudo publicado na revista Angewandte Chemie, usaram células cancerosas e camundongos como modelos para se comparar os efeitos das nanopartículas de auto-montagem no imageamento pelo MRI contra agentes de contraste para capturar imagens comumente usados e descobriu-se que a nanopartícula produziu um sinal mais poderoso e criou uma imagem de ressonância magnética mais perfeita do tumor (1).

Os cientistas dizem que a nanopartícula aumenta a sensibilidade do imageamento da ressonância magnética e, finalmente, melhorará a capacidade do médico em detectar as células cancerosas em estágios muito mais iniciais de desenvolvimento do câncer.

O cientista, Professor Nicholas Longo, do Departamento de Química do Imperial College de Londres, disse que os resultados mostram uma promessa real em melhorar o diagnóstico do câncer. Ao melhorar a sensibilidade de um exame de ressonância magnética, o objetivo é ajudar aos médicos a detectarem algo que pode ser cancerígeno muito mais rapidamente. Isso permitiria aos pacientes que recebam o tratamento eficaz, mais cedo, o que poderia vir a melhorar as taxas de sobrevivência contra o câncer.

Scanners de ressonância magnética são encontrados em muitos hospitais em todo o país e são máquinas vitais usadas todos os dias para verificar o corpo dos pacientes e chegar ao ponto, ou à célula, do que pode estar errado. Mas estamos cientes de que alguns médicos acham que apesar dos scanners de ressonância magnética serem eficazes em detectar tumores grandes, eles não são tão bons em detectar tumores menores em seus estágios iniciais.

A nova nanopartícula formulada oferece uma ferramenta para melhorar a sensibilidade da ressonância magnética, e os cientistas agora estão trabalhando para aumentar a sua eficácia. Melhorando a formulação ou o desenho da nanopartícula para torná-la ainda mais fácil aos médicos para que consigam detectar um tumor e aos cirurgiões para que, então, possam realizar a operação de retirada. Os cientistas estão agora tentando adicionar um sinal óptico extra para que a nanopartícula possa se iluminar com uma sonda luminescente, uma vez que tenha encontrado seu alvo (a célula tumoral), de modo que combine com o sinal de ressonância magnética melhorado e tornando-o ainda mais fácil de se identificar tumores .

Antes de testar e injetar as nanopartículas não-tóxicas em camundongos, os cientistas tiveram a certeza de que as nanopartículas não se tornariam tão grande ao se auto-montarem de modo que causassem danos ao tecido do camundongo. Eles injetaram as nanopartículas em uma solução salina no interior de uma placa de Petri (um prato pequeno usado para cultivar células) e monitoraram o seu crescimento ao longo de um período de quatro horas. A nanopartícula cresceu de 100 para 800 nanômetros – ainda pequena o suficiente para não causar qualquer dano.

Os cientistas agora estão melhorando a produção da nanopartícula e esperam testar sua formulação em testes com humanos dentro dos próximos três a cinco anos.

Dr. Juan Gallo, do Departamento de Cirurgia e Câncer do Imperial College London, esclarece que a pesquisa continua com o objetivo de se fazer o ajuste fino do tamanho final da nanopartícula, de modo que seja ainda menor, mas ainda que se forneça uma imagem de ressonância magnética melhorada. Se o tamanho da nanopartícula for muito pequeno, o corpo do paciente só irá secreta-la antes da aquisição da imagem pela ressonância magnética, mas se for muito grande, ela poderia causar danos ao organismo da pessoa. Confirmando se isso funciona em animais é muito importante antes de ir para um teste em seres humanos. Por isso a importância de se realizar pesquisas em pequenos em animais, para que nossos parentes não tenham sua saúde mais debilitada com um tratamento.

Referência

1. Gallo J, Kamaly N, Lavdas I, Stevens E, Nguyen QD, Wylezinska-Arridge M, et al.CXCR4-Targeted and MMP-Responsive Iron Oxide Nanoparticles for Enhanced Magnetic Resonance Imaging. Angew Chem Int Ed Engl. 2014 Jul 15. PubMed PMID: 25045009. Epub 2014/07/22. Eng.

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