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NANODIAMANTES, A NOVA JÓIA PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER

NANODIAMANTES, A NOVA JÓIA PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER

Marina Ladeira, Ana Rita Araújo, Rodrigo R Resende

v.1, n.1, 2013

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2013.10.07.003

Cientistas americanos da Universidade da Califórnia desenvolveram um novo sistema para entrega de drogas nos quais pequenas partículas conhecidas como nanodiamantes são usadas para carrear agentes quimioterápicos diretamente a tumores cerebrais.  Embora pouco se assemelhem àquelas encontradas nas prateleiras das joalherias, as nanopartículas de diamantes possuem um grande potencial para a medicina e podem se tornar uma verdadeira jóia para o tratamento das neoplasias. São cristais à base de carbono que medem de 2 a 8 nanômetros de diâmetro e podem carrear um amplo espectro de compostos.O estudo foi publicado na revista Nanomedicice: Nanotechnology, Biology and Medicine e descreve um novo método altamente eficiente e sem efeitos indesejáveis para matar as células cancerígenas de tumores cerebrais, cujo tratamento normalmente é difícil, devido à ineficiência de algumas drogas quimioterápicas em penetrar a barreira hemato-encefálica. Além disso, as proteínas presentes nas células tumorais são capazes de ejetar a maioria dos quimioterápicos injetados no tumor, antes mesmo que haja tempo suficiente para serem efetivos.

Desta forma, os cientistas apostam na conjugação de agentes quimioterápicos com nanodiamantes. Como as proteínas da célula não são capazes de expulsar os nanodiamantes, os agentes quimioterápicos ligados a eles ficam retidos no interior das células o tempo suficiente para agirem, sem afetar os tecidos que rodeiam o tumor. Os autores também mostraram que a utilização de nanodiamantes conjugados ao agente quimioterápico doxorrubicina aumenta a taxa de apoptose celular (morte celular programada), além de reduzir a viabilidade de linhagens celulares de glioblastoma, um tipo de tumor cerebral.

Segundo o professor Dean Ho, da Universidade de Northwestern, nos EUA e coordenador da pesquisa, os nanomateriais são carreadores promissores para o tratamento de diferentes tipos de câncer e estão sendo estudados para situações nas quais a nanotecnologia possa realmente ajudar a quimioterapia a funcionar de maneira mais eficaz, tornando-a mais fácil para o paciente e dificultando para o câncer.Os resultados também demonstraram, pela primeira vez, que a entrega do conjugado Nanodiamantes e Doxorrubicina (ND-DOX) reduz a quantidade de doxorrubicina, que é distribuída fora do tumor, ou seja, nas células saudáveis do corpo. Isto reduz os efeitos secundários tóxicos e mantêm uma maior quantidade da droga no tumor por mais tempo, aumentando a eficiência do fármaco na eliminação do tumor, sem afetar o tecido circundante. O tempo de sobrevida aumentou significativamente nos ratos tratados com ND-DOX, em comparação com aqueles que receberam a doxorrubicina sozinha, isto é, não modificada.

Veículos promissores

A superfície dos nanodiamantes tem muitas facetas, quase como as de uma bola de futebol, o que permite ligações rápidas e seguras com a doxorrubicina. Outros fármacos podem ser ancorados às superfícies dos nanodiamantes, para melhorar o tratamento e reduzir os efeitos colaterais. A tendência é que a lista de drogas quimioterápicas contra o câncer cerebral se amplie, com pesquisas desenvolvidas por vários grupos brasileiros – dentre os quais o nosso – e estrangeiros.

Para que uma nanopartícula tenha significado translacional, isto é, seja eficaz como veículo de transporte de drogas, deve ter o maior número de benefícios em um sistema tão simples quanto possível.Promissores veículos para o tratamento de diferentes tipos de câncer e de outras doenças metabólicas, os nanomateriais são objeto de estudos que procuram avaliar a conjugação de fármacos com nanomateriais para melhorar o tratamento, reduzindo os efeitos colaterais.O estudo de Ho e colaboradores mostrou que a entrega de ND-DOX por um aumento da troca de calor oferece um poderoso tratamento por sistema de entrega de fármacos contra tumores cerebrais mortais e de difícil tratamento.Projetos de grande escala como esses geralmente são bem-sucedidos graças às interações multidisciplinares e pró-ativas entre equipes de bioquímicos e colaboradores clínicos e físicos proeminentes.

nanodiamantes

Nanodiamantes (NDS) são veículos de entrega de drogas que possuem grande capacidade de carga, potencial de entregar praticamente qualquer tipo de fármaco além de aumentar o tempo de liberação de outros fármacos, que por sua vez pode melhorar a tolerância à droga e reduzir a toxicidade da mesma. A absorção e retenção da doxorrubicina (DOX) em linhagens de células de glioma foram nitidamente reforçadas quando DOX foi acoplada com os NDs (ND-Dox), e como resultado, diminuiu a viabilidade celular do câncer. A administração da ND-Dox via entrega aumentada por convecção ou troca de calor (CED) melhora os resultados do tratamento contra o tumor usando como modelo um rato.

Fonte: http://www.nanomedjournal.com/article/S1549-9634(13)00354-7/fulltext

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