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MORTES PREMATURAS PODEM SER REDUZIDAS COM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

MORTES PREMATURAS PODEM SER REDUZIDAS COM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Edição Vol. 3, N. 5, 04 de Janeiro 2016

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2016.01.06.003

Muito mais do que recém-nascidos que podem morrer por inanição, isto é, por falta de alimentação, jovens e mesmo adultos também podem morrer prematuramente devido a uma alimentação totalmente errada. Aquele refrigerante, doces, cafezinhos ou sucos lotados com açúcar, o prato cheio de batatas fritas, além de uma carne vermelha já com tanta gordurinha e ainda por cima, fritada, devem ter seus dias contados, se é que queiram viver mais, muito mais...  

Vários estudos científicos demonstram que uma má alimentação ou uma alimentação desregrada podem levar a uma saúde debilitada, que pode conduzir a problemas cardíacos, renais, hepáticos (de fígado), estomacais, inclusive uma boca cheia de afta… Agora, dois estudos que foram levados a cabo durante 14 anos demonstram que, uma alimentação realmente saudável pode prolongar sua vida! É muito mais do que uma fonte da juventude, não aquela ilusória em que se fica de costas para a fonte, fecha os olhos, faz um desejo e desperdiça-se seu rico dinheirinho… É a fonte da juventude que está ao alcance de todos! Primeira, porque é muito mais barata do que os pratos cheios de frituras, carnes gordurosas e bebidas e refrigerantes açucarados, além da fortuna que se gasta com bebidas alcóolicas, incluindo a cervejinha que, no final das contas, é responsável pela metade do valor total da conta (1, 2) (leia mais em http://www.nanocell.org.br/180-000-mortes-anuais-no-mundo-podem-estar-associadas-a-refrigerantes-acucarados/). E segundo porque uma caminha é totalmente gratuita e democrática. Não precisa de ninguém para lhe ensinar e nem empurrar. Basta um pé a frente, forçar o corpo para a frente, e levar o outro pé à frente, repetindo esse ciclo por 30 minutos ao dia, durante 5 vezes na semana. Isso já será o suficiente para você transformar sua fonte da juventude em uma abundância de saúde transbordando de seu corpo!

Dentre esses dois últimos estudos, o primeiro mostrou que, embora as recentes melhorias na dieta proveniente do Tio San (com redução daquelas alimentações industrializadas, cheias de gordura e açúcar – detesto McDonalds e correlatos) ajudaram a reduzir doenças e mortes prematuras. No entanto, o regime alimentar global nosso, do brasileiro, ainda é muito pobre. O segundo estudo, que analisou as intervenções para reduzir a obesidade infantil, encontraram três intervenções que salvariam mais em custos de cuidados de saúde do que custaria para implementa-las.

MELHORIA CONSTANTE, MAS UM LONGO CAMINHO A PERCORRER

No estudo de dieta realizado, no período entre 1999 a 2012, os pesquisadores analisaram como as mudanças na qualidade da dieta impactaram na doença e morte prematura. Eles examinaram a qualidade da dieta de 33.885 adultos norte-americanos que participaram do National Health and Nutrition Examination Survey (um tipo de questionário e acompanhamento de nutrição e saúde nacional dos EUA) usando uma medida chamada de Índice de Alimentação Alternativa Saudável 2010. Para ver como a qualidade alimentar afetaria a mortalidade e doenças, eles usaram informações de dois estudos de longa duração, o Estudo de Saúde das Enfermeiras e do Estudo de Acompanhamento dos Profissionais da Saúde, envolvendo cerca de 173 mil pessoas. É, infelizmente aqui, no Brasil, não tem nada comparado… Se houver, gostaria que os colegas nos informassem para divulgar isso, já que a importância destes estudos e informações são inestimáveis para um futuro promissor e saudável para nós.

Eles descobriram que os hábitos alimentares mais saudáveis ​​cumulativamente impediram 1,1 milhões de mortes prematuras ao longo dos 14 anos, e que a diferença na qualidade da dieta entre 1999 e 2012 resultou em 12,6% a menos de casos do diabetes tipo 2, 8,6% a menos dos casos de doenças cardiovasculares, e 1,3% a menos dos casos de câncer (3) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/estilo-de-vida-que-proteje-o-coracao-tambem-reduz-o-risco-de-cancer/). Um prato saudável para se alimentar é mostrado na figura 1.

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Figura 1: A forma em círculo é um prato e cada cor representa um tipo de alimento, sendo seu tamanho, o tanto que deve ter no prato: vegetais, frutas, grãos e proteínas: Monte seu prato! Os resultados de três estudos determinaram que hábitos alimentares mais saudáveis ​​cumulativamente impediram 1,1 milhões de mortes prematuras nos últimos 14 anos. Um prato de comida saudável foi criado por especialistas em nutrição pela Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan. Crédito: Harvard Chan School / A Fonte Nutrição.

Notavelmente, os pesquisadores descobriram que, apenas pequenas melhorias na qualidade da dieta, foram suficientes para reduzirem substancialmente a carga de doença, que é uma medida de ambas para perda fatal e não fatal de saúde devido à doença.

Apesar da melhoria constante, no entanto, os autores disseram que a qualidade alimentar global nos EUA está longe de ser ideal. Eles descobriram que a média do escore (ou pontuação) de qualidade da alimentação saudável dos participantes no estudo _ em uma escala que variava entre 0 a 110, com 110 sendo o mais saudável _ nunca chegou a alcançar o valor de pontuação de 50.

Além disso, as disparidades entre diferentes grupos socioeconômicos, na verdade, aumentaram durante o período do estudo. Os afro-americanos tiveram a qualidade alimentar mais baixa, e este achado foi explicado por diferenças de renda e educação. Note-se aqui que, no Brasil, não há essa diferença. Aqui só são ricos os políticos e partidários… para não usarem isso como estudo de campanha absorta de ignorância. Os pesquisadores também descobriram que, com exceção de reduções significativas na gordura trans e bebidas açucaradas, a maioria dos principais componentes de dietas saudáveis ​​mostrou apenas melhorias modestas ou nenhuma melhoria. Isso significa que a moçada preferia alimentar-se de Fast-food, daquelas que se vendem nas praças de alimentação dos shoppings, do que comer frutas, legumes, verduras e grãos integrais, além de carne grelhada… Tudo uma simples questão de escolha. Aqui, no Brasil, mais ainda. Frutas e legumes são muito mais baratos do que um McDonald ou uma coca-cola (que, a pretexto, não me apetecem, particularmente).

Notando que a queda na ingestão de gordura trans foi impulsionada em grande parte por ações regulatórias, tais como a recente proibição pela FDA (a ANVISA americana) do uso daquela gordura em alimentos, os autores sugerem que políticas adicionais _ como o aumento da tributação sobre bebidas açucaradas ou exigindo menos sal na comida (pelo amor de Deus, aqui no Brasil não precisamos mais de aumento de taxas! Precisamos é que devolvam nosso dinheiro… rssss) _ podem ajudar a manter e a acelerar as melhorias na dieta nacional.

Esses resultados fornecem uma nova justificativa para a promoção de dietas saudáveis ​​como uma prioridade nacional com o intuito em prevenir doenças crônicas, bem como para as ações legislativas e regulatórias do governo para melhorarem o abastecimento de alimentos de forma mais ampla.

INTERVENÇÕES DO ESTADO NA DIETA: CUSTO-BENEFÍCIO

Em outro estudo da Harvard Chan School, pesquisadores analisaram a relação custo-efetividade das intervenções estatais em reduzir a obesidade infantil nos EUA

Este estudo, conduzido por Steven Gortmaker, professor de sociologia da prática de saúde, identificou três intervenções que seriam mais baratas do que pagar pelo tratamento da obesidade. Temos que levar em conta que a obesidade acarreta várias outras doenças crônicas (ex. diabetes, doenças cardiovasculares, etc), além de seu próprio custo para tratamento com cirurgias e outros cuidados. O custo-benefício de certas intervenções estatais como citado acima (proibir a adição de gordura trans nos alimentos, ou reduzir a quantidade de açúcar em bebidas, reduzir ou controlar o tipo de gordura utilizada no preparo de alimentos, etc) podem reduzir os custos com saúde pública relacionados aos tratamentos, no caso, da obesidade. Dentre as intervenções estatais que deram certo nos EUA, incluem-se: um imposto sobre bebidas açucaradas; eliminação do subsídio de imposto para a publicidade de alimentos não saudáveis ​​para crianças; e os padrões nutricionais para alimentos e bebidas vendidas nas escolas fora das refeições escolares, isto é, vendidas na “cantina da escola”.

Se implementadas a nível nacional, as três intervenções impediriam, cada uma, 576.000, 129.100, e 345.000 casos de obesidade infantil, respectivamente, em 2025. A economia líquida para a sociedade, para cada dólar gasto, foi projetada em ser $30,78, $32,53 e $4,56, respectivamente, isto é, para cada um dólar gasto com essas intervenções, ganha-se em torno de 30 vezes na primeira intervenção, 32 vezes na segunda e 4,5 vezes para o terceiro exemplo de intervenção. Melhor prevenir do que remediar…

Este é o primeiro estudo desse tipo em estimar o custo-benefício de uma ampla variedade de intervenções nutricionais que estão no topo da agenda de política de obesidade tal – documentando seu alcance potencial, eficácia comparativa, custo de implementação e custo-benefício.

Em sua análise, focando na população dos Estados Unidos durante o período de 10 anos, entre 2015-2025, os pesquisadores revisaram as evidências existentes e desenvolveram um modelo de previsão detalhada para calcular os custos e a eficácia das intervenções através de seu impacto sobre o índice de massa corporal, a prevalência de obesidade e os custos relacionados com o tratamento da obesidade.

Observando que “os Estados Unidos não serão capazes de tratar a sua saída da epidemia de obesidade”, escreveram os autores que os responsáveis ​​políticos devem centrar-se na implementação de intervenções preventivas de baixo custo com amplo alcance populacional. Os resultados do estudo enfatizam a importância da implementação em curso das recentes reformas para o ambiente alimentar escolar incluídos em ambos, as cantinas e em melhorias para programas de alimentação escolar no âmbito da Lei Saudável, Crianças Sem Fome de 2010. Uma lei americana que garante alimentação saudável para crianças na escola. No entanto, essa é verdadeira, não é igual às nossas que as merendas ou são estragadas, ou não chegam, mas os cheques vão…

Esses resultados destacam a importância de investir na prevenção para os formuladores de políticas destinadas a reduzir a obesidade infantil. As intervenções no início do curso da vida têm a melhor chance em reduzir a prevalência de obesidade a longo prazo e na redução da mortalidade e os custos de cuidados com saúde relacionados.

  • Dong D. Wang, et al., “Improvements In US Diet Helped Reduce Disease Burden And Lower Premature Deaths, 1999–2012; Overall Diet Remains Poor,” Health Affairs, November 2015, vol. 34 no. 11, 1916-1922; doi: 10.1377/hlthaff.2015.0640
  • Steven L. Gortmaker, et al., “Three Interventions That Reduce Childhood Obesity Are Projected To Save More Than They Cost To Implement,” Health Affairs, November 2015, vol. 34 no. 11, 1932-1939; doi: 10.1377/hlthaff.2015.0631

Fonte: Karen Feldscher, Harvard Chan School Communications

Referências

1.Silva AG, Resende RR. O AUMENTO DO AÇÚCAR PODE PREDISPOR AO CÂNCER DE MAMA. Nanocell News. 2014;1(17).

2.Resende RR. 180.000 MORTES ANUAIS NO MUNDO PODEM ESTAR ASSOCIADAS A REFRIGERANTES AÇUCARADOS. Nanocell News. 2014;2(2).

3.Lacerda LHG, Resende RR. ESTILO DE VIDA QUE PROTEJE O CORAÇÃO TAMBÉM REDUZ O RISCO DE CÂNCER. Nanocell News. 2014;1(10).

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