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MECANISMO MOLECULAR PARA COMBATER INFECÇÕES CRÔNICAS

Edição Vol. 5, N. 08, 28 de Fevereiro de 2018

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2018.02.28.004

Como os vírus que causam infecções crônicas, como o HIV ou vírus da hepatite C, conseguem superar o sistema imunológico de seus hospedeiros? Essas são perguntas com respostas graças às Ciências! Investimento em ciência é garantia de sucesso e retorno financeiro!

A resposta a essa pergunta há muito eludiu os cientistas, mas uma nova pesquisa da Universidade McGill descobriu um mecanismo molecular que pode ser uma peça chave do quebra-cabeça. A descoberta poderia fornecer novos alvos para o tratamento de uma ampla gama de doenças (Figura 1).

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 Figura 1: Pesquisadores mostram como os vírus desarmam o sistema imunológico.

Combater as infecções depende em grande parte da capacidade de nossos corpos em reconhecer rapidamente as células infectadas e destruí-las, um trabalho realizado por uma classe de células imunes conhecidas como células T CD8+. Esses soldados recebem algumas de suas ordens de mediadores químicos conhecidos como citocinas que os tornam mais ou menos sensíveis a ameaças externas. Na maioria dos casos, as células T CD8+ reconhecem e destroem rapidamente as células infectadas para evitar que a infecção se espalhe.

Quando se trata de vírus que levam a infecção crônica, as células imunes recebem o conjunto errado de ordens de marcha, o que os torna menos sensíveis.

A pesquisa, realizada no laboratório do Prof. Dr Martin Richer, pelo estudante de pós-graduação Logan Smith, revelou que certos vírus persistem por meio da produção de uma citocina que leva à modificação de glicoproteínas na superfície das células T CD8+, tornando as células menos funcionais. Essa manobra adquire um tempo para o patógeno superar a resposta imune e estabelecer uma infecção crônica. Importante, este caminho pode ser direcionado para restaurar algumas funcionalidades para as células T e aumentar a capacidade de controle de infecção.

A descoberta desta via regulatória poderia ajudar a identificar novos alvos terapêuticos para uma variedade de doenças. Poderíamos ser capazes de aproveitar as vias induzidas por esses sinais para lutar contra infecções virais crônicas, tornando o sistema imunológico mais responsivo. As descobertas também podem ser úteis para doenças como câncer e auto-imunidade, onde as células T também funcionam mal regulamentadas.

Pois é, enquanto avanços em pesquisas básicas que levam à produção de medicamentos são conseguidos em nações que investem em ciências, nossos governantes abundam-se em verba para deputados e senadores que levam em suas cuecas…

Invista você em ciências! Os benefícios viram para você, sua família e toda a sociedade!

Fonte: Justin Dupuis, Universidade McGill

Referência

Logan K. Smith, et al., “Interleukin-10 Directly Inhibits CD8+ T Cell Function by Enhancing N-Glycan Branching to Decrease Antigen Sensitivity,” Immunity, 2018; doi:10.1016/j.immuni.2018.01.006

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