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MACONHA MÉDICA “Comestível” É INAPROPRIADA

MACONHA MÉDICA “Comestível” É INAPROPRIADA

Edição Vol. 4, N. 5, 30 de Janeiro de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.01.30.004

Em um estudo conduzido por cientistas da Johns Hopkins University, os pesquisadores revisaram o índice de THC de uma pequena amostra de produtos do ambulatório. Eles descobriram que a grande maioria deles subestimaram ou exageraram o teor de canabinoides no rótulo, sugerindo que os compradores estão em risco de overdosing ou sendo enganados.

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Imagem: Brownie do pote de Shutterstock

FATOS RÁPIDOS:

  • Embora as leis em alguns estados dos Estados Unidos da América agora permitam o uso de maconha para condições médicas, a droga não está sujeita ao mesmo escrutínio regulatório que outros medicamentos prescritos. O que demonstra que não é um medicamento e sim, um meio para traficantes, políticos e pseudocientistas tirarem vantagens em cima da doença e/ou vício dos desavisados.
  • Um pequeno estudo de maconha “comestível” vendido para uso médico mostra que seus rótulos frequentemente indicam um teor de canabinoide, o princípio ativo da maconha, sobre ou subestimado. Muitas vezes compra-se estrume ao invés de maconha.
  • Tal erro de rotulação poderia pôr em perigo pacientes ou reduzir o benefício que se poderia ganhar com os produtos, dizem os autores do estudo. 
  • Em um estudo de prova de conceito, uma equipe liderada por um pesquisador da Johns Hopkins relata que a grande maioria dos produtos comestíveis de cannabis vendidos em uma pequena amostra de dispensários de maconha medicinal portava rótulos que exageraram ou subestimaram a quantidade do delta-9-tetrahidrocannabinol (THC, o princípio ativo).

Embora o escopo do estudo fosse pequeno, os cientistas dizem, os resultados do estudo sugerem que alguns pacientes que fazem uso da cannabis poderiam ter uma overdose involuntária ou estão sendo enganados por produtos com rótulos falsos. Claro, desde quando um traficante venderia um produto de qualidade e tendo que pagar imposto por ele, vendo seu lucro reduzido? Esses defensores da liberação da maconha são oportunistas querendo ganhar com o desconhecimento da população e desgraça alheia, que é onde todo o vício leva.

“Se este estudo é representativo do mercado de maconha medicinal, podemos ter centenas de milhares de pacientes comprando produtos de cannabis que tenham falsos rótulos”, diz o psicólogo experimental Ryan Vandrey, Ph.D., professor associado de psiquiatria e ciências comportamentais no Johns Hopkins University School of Medicine e autor principal deste trabalho publicado no Journal of American Medical Association.

O Dr. Vandrey e sua equipe dizem que pacientes que consomem produtos sub-rotulados – o que significa que mais THC está no produto do que o indicado no rótulo – podem sofrer de efeitos colaterais de overdose, incluindo ansiedade extrema e reações psicóticas. Pacientes que compram produtos que são sobre-rotulados não estão recebendo o que pagaram, acrescenta.

“Caveat emptor” (Caveat emptor é uma expressão latina e significa, literalmente, “(toma) cuidado, comprador”), ou “deixar o comprador alertado”, é “apenas não é certo” para a venda de maconha medicinal, diz ele.

Para o estudo, o Dr. Vandrey juntou-se a um laboratório independente e coletou 75 diferentes produtos comestíveis de cannabis – produtos de padaria, bebidas e doces/chocolates – representando 47 marcas diferentes. Os produtos foram comprados legalmente de uma amostra de três dispensários médicos em cada uma das três cidades: Seattle, San Francisco e Los Angeles. “Essas cidades foram escolhidas com base na localização dos laboratórios” na Califórnia e Washington, diz Vandrey, “porque você não pode transportar esses produtos através das fronteiras entre os estados legalmente”.

A comparação do teor de THC listado nos rótulos dos produtos com as medidas laboratoriais revelou que, apenas 13 produtos (17%) foram rotulados com precisão. Quando os resultados do laboratório diferiram do rótulo do produto em mais de 10%, a equipe classificou esses produtos como sub ou superrotulados. Cerca de 17 produtos (23%) tinham mais THC do que o anunciado, o que poderia levar a uma sobredosagem. A maioria dos produtos – 45 produtos (60%) – foram sobre-rotulados, o que significa que os pacientes que compram esses produtos pelo seu teor de THC não estão recebendo a dose de remédio que acreditavam ter comprado. Aqui no Brasil, estariam comprando esterco ao invés de maconha, o que normalmente acontece… e ainda tem pseudocientistas querendo tirar vantagens do vício dessa população doente. Sim, doente porque o vício é uma doença e é inaceitável que outras pessoas usem das fraquezas daquelas para se darem bem. Pior ainda quando se dizem profissionais da saúde ou da educação… para que fim nossa sociedade está caminhando?

“Nós não tínhamos uma ideia de quantos produtos teriam etiquetas imprecisas”, diz o Dr. Vandrey, “mas fiquei surpreso por ter sido tantas”.

A equipe também testou os produtos para o canabidiol, ou CBD, um ingrediente ativo da cannabis que tem benefício médico para o tratamento de crianças epilépticas, e para o qual existe o medicamento comercial e que também não é recomendado o uso da maconha. O CBD também pode ajudar a reduzir os efeitos colaterais do THC. Como podem ver é o CBD e não o THC que promove a redução nas crises epilépticas. Notavelmente, existem pseucientistas brasileiros que dizem que a maconha teria o efeito medicinal para o tratamento daquelas crianças. Uma mentira que traz horror à saúde da população, além do vício, queda no QI, desatenção, perda da memória, e vários outros problemas neurológicos como depressão grave e esquizofrenia (veja mais em MACONHA VICIA, SEU VÍCIO PODE SER HERDADO E ESTÁ RELACIONADA COM DIVERSOS TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS, ENTRE ELES, A DEPRESSÃO PROFUNDA).

 Testes de laboratório mostraram que 44 produtos (59%) tinham níveis detectáveis de CBD, mas a proporção média de THC para CBD foi de 36 para 1. Apenas um produto tinha uma razão de 1 para 1, o que, segundo algumas pesquisas, está associado a menos efeitos colaterais e benefício clínico melhorado em comparação com maiores proporções de THC para CBD.

“Muitos proprietários de dispensários e defensores da cannabis médica fazem um grande alarde sobre como o CBD é benéfico terapeuticamente”, diz o Dr. Vandrey, “mas nossos testes indicam que muito do que está disponível no mercado de cannabis comestível pode ter muito pouco CBD”. O que significa que não tem nenhum benefício clínico, só o de provocar o vício e transtornos psiquiátricos graves.

Atualmente, a maconha permanece classificada como uma substância da Lista I de acordo com a Lei de Substâncias Controladas dos EUA, o que significa que é considerada ter um alto potencial de abuso, e indução ao vício, nenhum valor médico aceito e falta de segurança aceita para uso sob supervisão médica. No entanto, 23 estados e o Distrito de Columbia permitem a venda e/ou uso de maconha medicinal, e quatro estados e D.C. permitem sua venda e uso para fins recreativos. Não é à toa que os EUA estão cada vez mais decaindo moralmente e do topo da maior economia do mundo.

Na ausência de regulamentação federal, diz Dr. Vandrey, “os estados que têm leis de maconha medicinal precisam dar conta da qualidade e testes de produtos de maconha medicinal vendidos a seus residentes”.

Fonte: Johns Hopkins Medicina

Referências

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