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IMPEACHMENT: Talvez Haja Um Anseio Popular

IMPEACHMENT: Talvez Haja Um Anseio Popular.

Erick Fernandes

Escritor e estudante

Edição Vol. 2, N. 09, 17 de Março de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.03.16.005

Quantos panelaços já houve durante o governo Lula? Às vezes reconhecer a existência de um problema em si próprio é um dom. Não estou dizendo que Lula teria sido um rei, mas era um populista que buscava governar com classes mais baixas e médias. Se houvesse uma elite mais raivosa como essa, tão aclamada por petistas, bastaria apenas um pronunciamento e então ocorreria um grande panelaço devido às medidas feitas por Lula em campos sociais.

O que se existe hoje é a insatisfação com a incompetência do governo Dilma em âmbito econômico, uma insatisfação com a falta de coerência ao se justificar erros, e a propagação de declarações totalmente confusas como atribuir a culpa de um caso de corrupção a um governo que governou há cerca de 12 anos atrás – Dilma participava do alto escalão da diretoria da Petrobrás em época que ocorreram alguns cartéis e também a compra da Refinaria de Pasadena.

A ideia de democracia pode estar ligada à existência de alguém que represente anseios de uma maioria. Tais anseios podem ser aclamados por políticos de maneira trivial, no afã de se conquistar um eleitor. Foi assim que Dilma fez ao alegar em plena campanha que jamais alteraria direitos trabalhistas, que a inflação estaria sob controle e haveria diversos investimentos em capital humano. Diversas escolas privadas estão sem receber subsídios do estado naquele programa que se tornou praticamente um slogan político, o Pronatec.

Ao romper promessas importantíssimas para sua reeleição, Dilma fez com que a democracia se quebrasse ao negar anseios ora prometidos em sua campanha. Neste momento em que ocorrem panelaços e uma possível manifestação em prol de um possível impeachment, é muito comum encontrar alguns petistas e seus marqueteiros alegando que exista um movimento antidemocrático contrário ao governo atual. Talvez eu acreditasse nesta suposição se houvessem em pleno plenário partidos, como a antiga UDN, de maneira mais sólida (diferente do DEM), partidos como a Arena e outros nichos políticos ligados a um elitismo oligárquico que buscavam romper participações populares na política, sempre em busca privilégios absurdos – Maiores do que os atuais. Acredito que não exista certo golpismo como os que eram feitos naqueles tempos obscuros de UDN e Arena, mas sim a existência de uma insatisfação popular que luta pela democracia, já que mais de milhões de brasileiros tiveram suas esperanças jogadas a torto e a direito após as novas medidas adotadas durante o governo Dilma.

Quando líderes petistas alegam que os movimentos contrários ao governo Dilma sejam um ataque à democracia, logo discordo. Não existe nada mais antidemocrático do que uma propaganda enganosa feita por candidatos ao governo. O Brasil em si é dotado de diversas conquistas como a participação política e a estabilidade econômica, mas não acredito que um impeachment ocorra já que os trâmites de um processo são demasiadamente complexos. Entretanto, acredito que se as forças populares em potencial recordarem das lutas que já foram vencidas no Brasil, é possível que haja renúncia como em 92.

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