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IMPEACHMENT: Sou Contra E Por Quê

IMPEACHMENT: Sou Contra E Por Quê

Erick Fernandes Gonçalves

Escritor e estudante

Edição Vol. 2, N. 15, 27 de Julho de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.07.27.006

Não vejo a destituição de Dilma como algo bom para o Brasil. O mercado gosta de estabilidade, quando você destitui um presidente sob impeachment você acaba criando uma zona política totalmente desconfortável que acaba refletindo de maneira perversa na economia. Hoje o dólar está a R$3,13, e oscilando, com um possível impeachment você cria grandes chances deste valor aumentar 70% ou mais, tudo isso sob um aumento na porcentagem de inflacionária que diminuiria mais ainda o poder de compra de brasileiros. Um clima de recessão destes na economia, poderiam gerar um aumento do desemprego e desconfiança plena da balança comercial. Querendo ou não, Dilma é fundamental hoje para o Brasil, pois vem criando parcerias importantes e novas alianças que são bem vistas para o mercado.

Com os EUA, avançamos, o Brasil vem estreitando cada vez mais os laços com Washington sob acordos comerciais que podem aquecer a economia. Com a União Europeia também avançamos, o governo brasileiro finalmente entendeu a importância de um acordo de livre-comércio com o velho continente e passa a fechar os olhos para a Argentina que sempre esteve voltada ao Mercosul. Em seu primeiro mandato Dilma foi ineficiente, principalmente em termos econômicos junto a Guido Mantega, então por lei seria justa uma possível punição do TCU a presidente e ao ex-ministro. Entretanto Dilma hoje aprendeu com os erros, é como se tivesse levado uma chuva necessária para se molhar e assim sabe evitar tempestades futuras. Seu impeachment não é e não será algo bom para o Brasil. Em época de eleições tivemos um aumento da confiança de empresas no Brasil ao decorrer das pesquisas sob liderança de Marina e Aécio. Entretanto tanto Aécio quanto Marina haviam um projeto, uma equipe formulada para se iniciar um novo mandato sob uma nova forma de administrar. O grupo que entraria no poder após um impeachment não teria projeto algum, o que existiria seria apenas a tentativa máxima de se manter tudo aos “eixos” já que um clima político de impeachment culminaria em uma crise democrática sob acirramento maior do jogo político. Quando Collor saiu existiu um grande esforço de Itamar Franco para que a crise que circundava o Brasil não se acirrasse.

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Para se ter uma ideia, havia um Brasil rodeado por PSDB e PT juntos e raivosos, havia mais ainda o anseio de pmdbistas para que Ulysses Guimarães chegasse ao poder. Entretanto Itamar Franco teve êxito, colocou pessoas responsáveis para se conduzir o jogo político, introduziu na economia pessoas como Pedro Malan e Fernando Henrique Cardoso para gerenciar o meio econômico. Com muito trabalho aquele clima de instabilidade político-econômica acabou se rompendo, porém foi difícil. O impeachment de Dilma não é algo simples, seria muito utópico imaginar que com a saída de Dilma tudo se culminaria em um desfecho agradável sob um céu azul em uma tarde de inverno em Brasília, sob um milagre econômico como nos anos 70. Pelo bem do Brasil, sou contra o impeachment de Dilma Rousseff.

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