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Gestão Estratégica em Ciência, Tecnologia e Inovação (6º Capítulo)

Gestão Estratégica em Ciência, Tecnologia e Inovação (6º Capítulo)

INCENTIVO NAS UNIVERSIDADES – DAS IDEIAS AOS NEGÓCIOS

Vol. 1, N. 16, 26 de Agosto de 2014
DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2014.08.26.007

No sexto capítulo da série Gestão Estratégica em Ciência, Tecnologia e Inovação”(http://nanocell.org.br/gestao-estrategica-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao/) conversaremos um pouco sobre transformar o conhecimento produzido nos centros de pesquisa em produtos e serviços usados pela população. Veremos porque é tão difícil para um país sair do seu estado de pobreza e alçar o estado de nação superpotência desenvolvedora de novos mercados, não somente novos produtos, mas a geração de mercados que todas as outras nações serão suas seguidoras.

Como sair da armadilha de que, se o Estado ou governo financiar o salário de pesquisadores dentro de empresas privadas, essas absorverão ou contratarão todos os doutores que são formados nas universidades? Uma empresa só contrata um pesquisador se dentro dela houver atividades de pesquisa in loco. Tão logo o pesquisador da empresa, que é pago pelo governo, terminar sua pesquisa na Universidade ou em outro centro de pesquisas do governo, este será descartado pela empresa… Também veremos como transformar o conhecimento produzido pelas Universidades e centros de pesquisas em produtos que possam beneficiar a população de seu país. Veremos que os pesquisadores, ao menos no Brasil, são massacrados com atividades sem fins (pesquisa, administração, orientação, aulas, contabilidade, compras, organização de eventos, escritor, além de várias outras funções) e sem o justo retorno do governo.

Uma versão final desta série será apresentada em forma de capítulo de livro a ser publicado no final deste ano, intitulado “Biotecnologia Aplicada à Agro&Indústria: Fundamentos e Aplicações” na série “Biotecnologia Aplicada à Saúde”.

Mais do que criticar e reclamar temos o grande prazer e o favor de apresentar sugestões e ideias simples que, desde que traçadas metas e seguido os planos para se atingir os objetivos, um país cujo espírito criativo e rico, como é o nosso, é possível fazermos com que nossos filhos, nós mesmos e nossos leitores tornem-se uma sociedade consciente e compelida ao progresso da Ciência e Educação. Vamos conversar sobre INCENTIVO NAS UNIVERSIDADES – DAS IDEIAS AOS NEGÓCIOS.

     
  1. INCENTIVO NAS UNIVERSIDADES – DAS IDEIAS AOS NEGÓCIOS

Problema apresentado pelo Brasil

As universidades brasileiras não possuem estrutura para criar start-ups e, as que tentam construir essa estrutura não investem nas ideias certas que geram negócios.

Exemplos a serem seguidos

Estados Unidos

Solução para o desenvolvimento do Brasil

Dentre as universidades americanas de destaque e que já estão a longa data no assunto estão a Universidade de Stanford e o MIT (Massachusetts Institute of Technology) que, ainda nos anos 70, criaram os primeiros escritórios de gerenciamento de patentes dentro de universidades, responsáveis por cuidar da burocracia necessária para licenciar as tecnologias e, principalmente, levá-las ao mercado. Descobrir o próximo Google é uma boa forma de conseguir prestígio, atrair bons alunos e ganhar dinheiro.

A Universidade de Stanford, onde o buscador Google foi criado, obteve só com o licenciamento do código do software 337 milhões de dólares. Em 2012, somente em receitas geradas pelo licenciamento e royalties por patentes, as universidades americanas receberam 2,6 bilhões de dólares. Desse montante, a Universidade de Nova York (NYU) teve o maior faturamento, com 185 milhões de dólares.

A estratégia adotada pela NYU foi incluir, dentre as obrigações do escritório de patentes, o casamento entre as invenções que têm potencial para se transformar em negócios ou em tecnologias para a indústria com as empresas interessadas na sua produção e comercialização. Um papel ativo, não de mero setor burocrático a espera da efetivação de uma parceria.

Por meio de um sistema meritocrático e de recompensas, em 2013, 60% das patentes licenciadas pela NYU foram comercializadas, um dos índices mais altos dos Estados Unidos. A universidade também criou 87% mais startups por dólar investido do que a média das universidades dos EUA.

A Universidade de Harvard nos EUA é um exemplo de fenômeno que ocorre nos escritórios de transferência de tecnologia de universidades. Esses escritórios executam as tarefas de rotina, que consistem em identificar pesquisas com potencial de gerar dividendos para a Universidade e aos pesquisadores envolvidos, redigem e fazem os pedidos de patentes para protegê-las, assim como fomentam e buscam firmar colaborações de pesquisa de longo prazo entre empresas e os laboratórios de pesquisa da Universidade. Eles também auxiliam aos pesquisadores líderes de grupo e a seus alunos na criação de empresas baseadas em tecnologias inovadoras, fazem a busca pelos investidores do setor privado para financiá-las, ofertam consultorias de cientistas especializados para setores industriais específicos, além de propulsionar o empreendedorismo entre os alunos de graduação e pós-graduação ligados aos laboratórios de pesquisa dos professores da Universidade. Os dados mostrados pela Universidade de Harvard, dentre outras universidades americanas, demonstram que é factível obter resultados positivos tanto para as empresas quanto para as universidades e seus pesquisadores, independente de suas questões culturais e objetivos socioeconômicos, desde que haja um compromisso com parcerias em que ambos os lados saem ganhando.

Em Harvard, um dos pontos chaves para a exequibilidade destes escritórios que fazem a ponte entre os professores e os interesses das empresas foi a criação do Fundo Acelerador de Desenvolvimento Tecnológico. Este fundo recebe recursos de doadores privados, alguns ex-alunos de sucesso empresarial como o fundador do Facebook - que antes, quando aluno, não possuía recursos para o financiamento de suas ideias – , com o intuito de propulsionar o desenvolvimento de tecnologias ainda em estágio embrionário e possibilitar que essas tecnologias possam vir a ser um produto licenciado comercializado. Este fundo fornece os recursos para se conduzir pesquisas entre a fase posterior à descoberta e anterior à comercialização, comumente chamados de experimentos para gerarem provas de conceito, que definem se a tecnologia será útil para a sociedade e se a mesma terá demanda, aumentando a possibilidade de uma empresa se interessar pela tecnologia e efetuar sua compra e seu.

Outra universidade de sucesso nesse campo de levar as ideias dos pesquisadores para as prateleiras do comércio é a Universidade da Califórnia (UC), em Berkeley. Em 1990, a UC criou seu Escritório de Licenciamento de Tecnologia, influenciada pela Lei Bayh-Dole, de 1980, que assegurou às instituições de pesquisa norte-americanas o direito de patentear descobertas feitas com investimentos federais em pesquisa e licenciá-las para empresas. Engana-se quem pensa que os recursos públicos estariam sendo usados para interesses próprios porque, além da pesquisa gerar benefícios diretamente para a sociedade, também gera novas oportunidades de emprego, novos mercados econômicos, além de impulsionar a economia e impostos para o governo. Um dos fatos que possibilitou o sucesso de sua atuação foi a criação do Ipira, sigla para Escritório de Propriedade Intelectual e Alianças de Pesquisa com a Indústria, em 2004, além de fornecer o espaço físico e de uma infraestrutura tecnológica básica para as startups operarem – o que costuma ser o padrão das universidades _, a incubadora passou a oferecer consultoria de professores e a fazer a conexão das empresas com os investidores. O Ipira executa os caminhos necessários para a proteção da propriedade intelectual das descobertas de seus pesquisadores, realizada por pessoal especializado, e a missão de busca de parceiros privados para a pesquisa na instituição, possibilitando a formação e execução de projetos patrocinados e o licenciamento das tecnologias que possam vir a surgir pelas próprias empresas financiadoras. Sempre, porém pensando na parceria em longo prazo.

A UC hoje tem cinco incubadoras, que custaram 600 milhões de dólares. Em 2013, a universidade lançou 55 startups, o maior número entre as instituições americanas. As incubadoras são direcionadas para o setor de biotecnologia, onde está presente o maior potencial de desenvolvimentos de produtos que possam a vir ser utilizados pela sociedade.

Na Inglaterra, a Universidade de Oxford é um modelo no quesito empresarial. Criou uma empresa para realizar a efetivação de parcerias entre indústrias e pesquisadores da Universidade, além de oferecer sua expertise para outras universidades e empresas de vários países na forma de serviços e consultorias. Claro que toda empresa precisa de financiamento inicial e Oxford efetuou um investimento inicial de £ 2,5 milhões em 2011, nessa empresa batizada de Isis Innovation. Todo bom investimento tem seu retorno em longo prazo, nesse caso, quando se alia eficiência com eficácia, o retorno chegou a £ 4 bilhões, na forma de royalties e venda de participação em empresas. A Isis Innovation de Oxford atua em três frentes, que faltam para as incubadoras de empresas das universidades brasileiras. A primeira é o papel da proteção intelectual, realizada de maneira rápida e por profissionais qualificados que, em seguida é feita a busca por indústrias interessadas no licenciamento da patente. Em média, a Isis registra uma patente por semana. No ano de 2012, a Isis gerenciava em torno de 400 patentes e um portfólio de 200 licenças de comercialização de tecnologias. A ponte entre o pesquisador e as empresas interessadas é importante, sem poder deixa-los de fora, já que são suas ideias que são transformadas em produtos, e não descartar os geradores do conhecimento após a venda de suas tecnologias. O papel da empresa de Oxford é auxiliar os pesquisadores na efetivação do negócio com a empresa, lembrando à universidade dos benefícios gerados à sociedade, comentados acima. Outra frente abordada pela Isis é oferecer consultoria de pesquisadores de Oxford a empresas e órgãos públicos. Em primeiro momento o leitor poderia dizer que seria estranho uma instituição pública do Brasil oferecer consultoria para outro órgão público, mas deve lembrar-se que seus serviços prestados são referentes à instituição a que está vinculado, por exemplo, um professor de uma universidade federal não sairá prendendo político por desvio de verba pública, que é papel da polícia federal. E a terceira frente é focada em auxiliar, por meio de consultorias, instituições de diversos países (dados de 2012 contavam com 30 países diferentes) a comercializarem suas invenções. Exemplos como acordos firmados com instituições de pesquisa da Rússia e de Madri, onde Oxford abriu um escritório em seus parques científicos para auxiliarem as empresas daqueles países a comercializarem as tecnologias desenvolvidas em suas universidades.

Estímulo à competição

A criação de centro de empreendedorismo, mais do que um setor burocrático que visa apenas a dar entrada em processos de pedidos de patentes, é um dos passos necessários para as universidades que querem copiar Stanford e MIT. Além de todo o processo de pedido de patente e contatos com empresas interessadas em potenciais produtos desenvolvidos, esse centro organiza eventos com a participação de empresários e ex-alunos que construíram suas próprias empresas para contar suas experiências como empreendedores, nada melhor do que seguir modelos de negócios que deram certo. Nesta mesma linha de incentivo ao empreendedorismo, o centro promove competições que premiam as ideias mais promissoras dos estudantes. O MIT, por exemplo, distribui anualmente 350.000 dólares em prêmios para os alunos iniciarem empresas.

A Universidade de Aalto, na Finlândia, em 2009, tomando como modelo o MIT, deu início ao seu centro de empreendedorismo colocando investidores em contato direto com professores e alunos e promovendo competições em busca de soluções ou aperfeiçoamento para suas demandas. Como resultado, empresas de tecnologia, como a Nokia e Microsoft doaram um total de 18 milhões de euros no fim de 2009.

Como um filão na Finlândia é seu destaque no mercado de celulares, a Universidade de Aalto promove uma competição anual que dá prêmios de até 70.000 euros aos melhores aplicativos de alunos. O mesmo poderia ser desenvolvido pelas universidades brasileiras atraindo talentos para os laboratórios de pesquisa e os preparando para o mercado de trabalho, além de atender as demandas de empresas interessadas, que financiam os prêmios e futuras empresas. Um exemplo de aplicativos produzidos e utilizados em celulares que saíram de Aalto é o jogo para smartphones Angry Birds, dos fundadores da Rovio que, desde 2009, foi baixado mais de 2 bilhões de vezes.

Para as universidades que saem do zero, reproduzir os modelos de Stanford e MIT pode levar décadas. Contudo, exemplos demonstram que, embora atrasados e que os resultados possam demorar, valem a pena o investimento. Um exemplo foi o estado de Israel, muito por sua necessidade de formar engenheiros para o Exército, começou nos anos 80 a importar professores americanos.

Com a formação de engenheiros capacitados, multinacionais como a montadora General Motors e a fabricante de processadores Intel instalaram mais de 30 centros de pesquisa na nação israelense. Atualmente, o investimento do governo nas universidades visando o estímulo para o empreendedorismo chega a até 90% dos custos iniciais de startups criadas por alunos das universidades.

Com milhares de empresas formadas, os fundos de venture capital acabaram atraídos para a nação. Em 2013, Israel teve o maior índice de investimento de capital de risco per capita do mundo _ 170 dólares, ante 75 dólares nos Estados Unidos.

Exemplos como a universidade Technion, do norte de Israel, onde os professores têm total liberdade para investir ou se aliar a alunos na criação de startups, transformaram a cidade de Haifa, numa das regiões com maior atividade de inovação do mundo. Países como Chile e China começaram, desde 2009, a adotar iniciativas semelhantes.

Investimento privado

Fato foi que a crise mundial de 2008 promulgou uma crise de financiamento das universidades de pesquisa de todo o mundo, incluindo investimento público e privado. É histórico que o número de invenções nas universidades, hospitais e instituições de pesquisa é seguido pelo ritmo de investimento público, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Nos demais países do BRICS, e das nações desenvolvidas, enquanto o número de invenções cresce, avançam também as patentes, os licenciamentos, as start-ups e os empregos. Segundo estudo da AUTM (Association of University Technology Managers), em 2010, foram registrados pelos seus afiliados valores da ordem de US$ 2,4 bilhões com licenciamento de tecnologia. Embora a soma seja 3 % superior aos dados de 2009, ele corresponde a um montante 30 % mais baixo quando comparado com o ano de 2008, cujos valores somaram US$ 3,4 bilhões registrados em 2008. As vantagens e interesses, naturalmente devem ser para ambos os lados, tanto empresas quanto universidades, sem deixar de lado o ator propulsor das ideias, os pesquisadores. Benefícios existem para todos os envolvidos, considerando as empresas, essas parcerias com os laboratórios de pesquisas das universidades são uma forma de partilhar custos em pesquisa e desenvolvimento em tempos de crise _ o que tem sido uma necessidade principalmente para as indústrias farmacêuticas, carentes de lançamentos de fármacos inovadores. Pelo lado das universidades e dos pesquisadores, há o retorno pelo licenciamento e royalties derivados da comercialização dos produtos gerados, além da mão de obra especializada formada pelos alunos de mestrado e doutorado dos laboratórios de pesquisas podem atuar diretamente na produção e comercialização nas empresas. Para o Estado, considerando que as universidades sejam públicas e possa haver o viés de que o financiamento da pesquisa é público e, assim, não poderia ser utilizado para interesses privados, há o retorno por meio da geração de empregos, novos setores econômicos, e impostos gerados. De acordo com o estudo da AUTM feito com universidades afiliadas, a pesquisa patrocinada por empresas manteve-se estável entre 2009 e 2010, com investimentos na casa dos US$ 4 bilhões, enquanto os fundos federais subiram de US$ 33 bilhões para US$ 39 bilhões.

No Brasil, em 2003 foi criada a Agência de Inovação Inova Unicamp, da Universidade Estadual de Campinas, que tem o papel de associar o trabalho de proteção de propriedade intelectual com a prospecção de parcerias com empresas. A grande diferença entre o Brasil e os Estados Unidos, diz respeito à capacidade e experiência em inovação, tanto do meio empresarial como acadêmico. No Brasil, ainda são poucas as empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento. Já nos Estados Unidos o foco em inovação das empresas é muito maior que aqui e uma boa parcela da comunidade acadêmica lá está engajada na inovação tecnológica. Entre 1980 e 2005, a Unicamp foi a vice-líder no país em patentes, com 405 depósitos no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Só perdeu para a Petrobras, com 804 depósitos. Entre 2000 e 2011, celebrou 53 contratos de licenciamento de tecnologia, sendo 10 só no ano passado, tendo gerado R$ 2 milhões em royalties desde 2005. Ajudou a fechar mais de 300 projetos colaborativos com empresas, no total de R$ 65 milhões. Também mantém uma rede de relacionamentos, denominada Unicamp Ventures, composta por empresários, na maioria ex-alunos, fundadores de mais de 220 empresas com vínculo com a universidade. Esses empreendedores constituem atores imprescindíveis do ecossistema de inovação da região, trazendo oportunidades, orientação e financiamento no apoio na criação de empresas start-ups. Exemplo para que as demais universidades públicas brasileiras, que chegam a 54 federais com 321 campus (dados de 12/05/2014, fonte MEC, http://painel.mec.gov.br/academico/mapaSupProf/acao/S) e 3 estaduais de destaque, todas no estado de São Paulo, tomem iniciativas em prol do desenvolvimento científico, tecnológico e regional do Brasil.

Referências

1. Solow RM. A Contribution to the Theory of Economic Growth. The Quarterly Journal of Economics. 1956;70(1):65-94.

2. Development UNCoTa. Global Value Chains: Investment and Trade for Development2013. 236 p.

3. Bacha E. Os Mitos De Uma Década: Ensaios de Economia Brasileira: Paz e Terra; 1978.

4. Lederman D, Maloney WF. Does What You Export Matter? In Search of Empirical Guidance for Industrial Policies. Washington, D. C.: International Bank for Reconstruction and Development / The World Bank; 2012.

5. Technologies A. The State of the Internet. 2ND QUARTER, 2013 REPORT2013. 40 p.

6. Neri M. Mapa da Inclusão Digital. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas; 2012.

7. Knight PT. A INTERNET NO BRASIL. Insuficiência estratégica restringe o progresso. Mundial IFBdE, editor: BRAUDEL PAPERS; 2013.

8. Company M. O Ambiente Empresarial no Brasil. Reflexões sobre a transformação nos últimos 25 anos e questões para a próxima década.2013.

9. Acemoglu D, Robinson J. Por Que As Nações Fracassam: As origens do poder, da prosperidade e da pobreza: Elsevier – Campus; 2012.

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