Ciência é INVESTIMENTO! Vamos transformar o Brasil em uma Nação rica e forte!

FORTES LAÇOS DE VIZINHANÇA PODEM AJUDAR A REDUZIR A VIOLÊNCIA ARMADA

FORTES LAÇOS DE VIZINHANÇA PODEM AJUDAR A REDUZIR A VIOLÊNCIA ARMADA

Edição Vol. 2, N. 09, 17 de Março de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.03.16.004

Os laços que ligam um bairro como uma comunidade unida podem ajudar aos membros da comunidade a se verem livres da violência armada, de acordo com novas descobertas da Escola de Medicina de Yale (Yale School of Medicine).

“Um dia desses um amigo meu levou um tiro, de uma bala perdida.”

“Ah, o meu irmão levou 2 tiros quando tentaram roubar a moto dele”

“O gringo veio passear na comunidade e levaram tudo dele. Apontaram uma brazuca na cabeça dele. Isso é normal, quem manda pisar onde não é seu lugar?”

Esse é o diálogo do cotidiano de muitas pessoas que vivem isoladas e desoladas do resto da sociedade.

fortes-lacos

A violência resulta em trauma e estresse crônicos ao nível da comunidade, e prejudica a saúde, a capacidade e a produtividade nesses bairros.

As respostas do governo e da polícia para o problema têm-se centrado sobre a vítima ou o criminoso. O estudo liderado pela Dra. Emily Wang, professora assistente de medicina interna na Universidade de Yale, em New Haven, nos EUA, se concentra em capacitar as comunidades para combater os efeitos da convivência com a violência armada crônica e persistente.

A professora Wang e seus colegas estudaram os bairros de New Haven, Connecticut, com altas estatísticas de criminalidade. Eles treinaram 17 membros da comunidade nos bairros Newhallville e West River nos métodos de pesquisa e de exploração para reunir dados de cerca de 300 de seus próprios vizinhos. Esta pesquisa de participação baseada na comunidade _ realizada durante o verão de 2014 _ ajudou a construir o engajamento local dentro desses bairros.

Mais da metade dos vizinhos pesquisados não conhecia nenhum ou conhecia apenas alguns de seus vizinhos. Quase todos os participantes do estudo já tinham ouvido um tiro de pistola, dois terços deles tiveram um amigo ou membro da família ferido por um ato violento, e quase 60% tiveram um amigo ou membro da família assassinado. Não muito diferente das favelas, ou comunidades, de várias regiões da América Latina e de países do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, como desejarem… incluindo o Brasil!

Este estudo é uma intervenção de base comunitária e conduzido pela própria comunidade para prevenir e reduzir os efeitos negativos da violência armada nas comunidades afetadas por altas taxas de violência armada, através do reforço dos laços sociais, obrigações, resiliência, ou em outras palavras, colocando o vizinho de volta aos braços sociais. Por mais absurdo que os instruídos possam achar, o Cristianismo é uma peça central nessa religação de afeto e cuidado entre os membros de uma comunidade. O que as igrejas evangélicas vêm fazendo nestes bairros é pavimentar o caminho para que mais vizinhos possam se conhecer e reconhecer como membros de uma só comunidade e que um precisa do outro, e nada é possível sozinho. Outros métodos foram tentados através do contato social com base em festas regadas à álcool, bebida, exaltação ao sexo, para não falar em pornografia baseada em músicas de Funk ou de ameaças, vindas do Rap. Não houve evolução do contato social, somente mais guerras e tiros, elevando-se as taxas de homicídio e violência armada. O caminho demonstrado pela pesquisa foi o caminho de religação do homem ao Deus Cristão! Através do respeito, do cuidado ao próximo, da paciência, do domínio próprio, do perdão, compaixão pelo seu vizinho.

A professora Dra Wang disse que os resultados preliminares mostram que a coesão social, ou a força dos laços entre vizinhos, está inversamente associada com a exposição à violência armada, e que uma abordagem multisetorial, que inclui membros da comunidade é necessária para enfrentar e prevenir a violência armada.

Princípios de preparação para desastres como a resiliência, ou a capacidade de se adaptar e se transformar em uma pessoa melhor, da comunidade pode ser usada para melhorar a capacidade de uma comunidade se unir e usar os recursos para responder a, resistir, recuperar, e até mesmo crescer a partir de acontecimentos ruins. Os principais componentes destes princípios incluem o bem estar econômicos e sociais, a saúde física e psicológica, a comunicação eficaz dos riscos, conexão social e integração com as organizações.

Os líderes de equipe de resiliência das comunidades de Newhallville e West River estão trabalhando com os pesquisadores de Yale para compartilhar dados com as suas comunidades. À semelhança do que ocorre nessas comunidades nos EUA, o mesmo pode ser feito no Brasil ou em qualquer outro país.

Uma organização de pessoas que possam se preocupar e cuidar de outras sempre são bem quistas por onde passam.

Referência

  1. Comunicação oral. Apresentado no dia 19 de dezembro no workshop Institute of Medicine’s Means of Violence, no Robert Wood Johnson Foundation Clinical Scholars Program (RWJF CSP)

Print Friendly

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *


*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>