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ESTUDO IMPLICA PAIS OBESOS EM RISCO DE AUTISMO INFANTIL

ESTUDO IMPLICA PAIS OBESOS EM RISCO DE AUTISMO INFANTIL

Edição Vol. 2, N. 07, 3 de Fevereiro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.02.02.003

Os filhos de pais obesos podem ter um risco 53% maior de autismo do que as crianças cujos pais estejam com um peso saudável.

Outros estudos têm ligado a obesidade materna ao risco de autismo em seus filhos, mas eles não levaram em consideração o peso dos pais. Isso pode ter levado a uma superestimação do papel da mãe no risco de autismo.

O novo estudo diminuiu o risco associado de uma mãe obesa com o autismo de 17% para 9% depois de se tirar o peso do pai na conta.

Os pesquisadores examinaram os registros médicos de quase 93 mil crianças, incluindo 419 diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo, no Estudo de Coorte da Mãe e da Criança na Noruega. Neste estudo, os pesquisadores recrutaram mulheres grávidas entre 1999 e 2008 e seguiram suas famílias através da primeira infância (1).

O novo estudo calculou o índice de massa corporal (IMC) dos pais, uma medida da gordura corporal com base no peso e altura, utilizando questionários aplicados às mães das crianças com 18 semanas de gravidez. Cerca de 10% das mães e dos pais eram obesos, com IMC igual a 30 ou mais (Figura 1). Pessoas com peso saudável tem um IMC entre 18 e 25 (2, 3) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/o-aumento-do-acucar-pode-predispor-ao-cancer-de-mama/http://www.nanocell.org.br/estilo-de-vida-que-proteje-o-coracao-tambem-reduz-o-risco-de-cancer/).

obesidade-infantil

Figura 1: A alimentação e a saúde do pai, independente da saúde da mãe, pode fazer com que os genes (as moléculas que comandam todas as funções de nosso organismo) sejam expressos de maneira que pode levar à obesidade, ao diabetes e à doenças crônico-degenerativas nos filhos.

O estudo analisou o risco para os subtipos de autismo, incluindo transtorno penetrante do desenvolvimento – não especificado anteriormente (em inglês,Pervasive Developmental Disorder – Not Otherwise Specified, PDD-NOS) e Síndrome de Asperger, que são consideradas formas leves da doença. Ambos são agora parte do diagnóstico de autismo na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, últimas diretrizes da Associação Americana de Psiquiatria para o diagnóstico (4).

O risco relacionado à obesidade varia entre esses subtipos, segundo o estudo. Homens obesos têm um risco aumentado em 73% e as mulheres obesas têm 34% maior risco de ter um filho com autismo clássico em comparação com os pais que estão em pesos saudáveis (1). Para a síndrome de Asperger, homens obesos correm o dobro do risco e as mulheres obesas correm um risco acrescido de 40% (1).

Se o peso do pai sobe, o mesmo acontece com o risco de autismo e síndrome de Asperger, segundo o estudo. A obesidade em qualquer um dos pais não está associada com um risco aumentado de PDD-NOS (1).

Os pesquisadores também examinaram fatores médicos e de estilo de vida na vida dos pais que podem ter afetado o risco do autismo de seus filhos. De acordo com dados do estudo, as mães e pais obesos têm menores níveis de formação educacional e fumam mais do que os pais com um IMC saudável.

Mães obesas também, provavelmente por terem menos formação educacional, tiveram menos uso de suplementos de ácido fólico antes da gravidez do que as mulheres de peso saudável. As mulheres que tomaram suplementos de ácido fólico em todo o momento da concepção são menos propensas a ter um filho com autismo, a pesquisa mostra (1).

Mulheres obesas, do estudo, também apresentaram um maior risco de pré-eclâmpsia _ uma condição caracterizada por pressão arterial elevada durante a gravidez que pode levar a convulsões _ bem como parto prematuro (5) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/cuidados-na-gravidez-voce-sabe-o-que-e-pre-eclampsia/). Elas também são mais propensas a sofrer de diabetes tipo 2 e diabetes gestacional, estudos têm mostrado que pode aumentar o risco de autismo na criança.

No geral, no entanto, o artigo não esclarece o por quê do peso de um pai pode aumentar o risco de autismo de seu filho. Porém, em outro artigo publicado no NANOCELL NEWS, (6) (http://www.nanocell.org.br/o-que-papai-come-pode-fazer-com-que-seus-filhos-sejam-obesos-na-vida-adulta/) esclarecemos algumas dúvidas pendentes. Pesquisa envolvendo ratos sugere que há uma ligação biológica entre a dieta do pai, peso corporal e saúde no momento da concepção e afeta diretamente a saúde de seus filhos. Em um novo artigo publicado online na revista científica The FASEB Journal, os cientistas mostram que se ratos machos consumiram uma dieta rica em gordura, tinham diabetes e eram obesos, sua prole (filhos) tinha a expressão gênica (isto é, as moléculas que comandam todas as funções de nosso corpo) alterada em dois tecidos metabólicos importantes – o pâncreas e o tecido gorduroso (ou adiposo), mesmo se os pais ainda não fossem obesos (Figura 1). Esta expressão alterada dos genes pode aumentar o risco de obesidade futura e envelhecimento prematuro dos filhos. Outros genes que foram afetados incluem marcadores de envelhecimento prematuro, câncer e doença crônica degenerativa (7).

A genética pode também desempenhar um papel. Por exemplo, as deleções do cromossomo 16p11.2 estão implicadas em ambos, autismo e obesidade mórbida, e os pais podem passar essas variantes genéticas para seus filhos!

Então, o melhor a fazer é cuidarem de sua saúde!

Solução: caminhem os dois juntos! Uma vida saudável a dois para uma família feliz!

Dicas para se ter saúde veja em(2, 3) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/o-aumento-do-acucar-pode-predispor-ao-cancer-de-mama/ ou http://www.nanocell.org.br/estilo-de-vida-que-proteje-o-coracao-tambem-reduz-o-risco-de-cancer/).

Referências

1. Suren P, Gunnes N, Roth C, Bresnahan M, Hornig M, Hirtz D, et al. Parental obesity and risk of autism spectrum disorder. Pediatrics. 2014 May;133(5):e1128-38.PubMed PMID: 24709932. Pubmed Central PMCID: 4006442. Epub 2014/04/09. eng.

2. Silva AG, Resende RR. O AUMENTO DO AÇÚCAR PODE PREDISPOR AO CÂNCER DE MAMA. Nanocell News. 2014 09/07/2014;1(17). Epub 09/08/2014.

3. Lacerda LHG, Resende RR. ESTILO DE VIDA QUE PROTEJE O CORAÇÃO TAMBÉM REDUZ O RISCO DE CÂNCER.Nanocell News. 2014 04/22/2014;1(10). Epub 04/22/2014.

4. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders FEEbAPA.

5. Goulart VAM, Resende RR. CUIDADOS NA GRAVIDEZ: Você Sabe o que é Pré-Eclâmpsia? Nanocell News. 2014 06/03/2014;1(12). Epub 06/02/2014.

6. Resende RR. O QUE PAPAI COME PODE FAZER COM QUE SEUS FILHOS SEJAM OBESOS NA VIDA ADULTA.Nanocell News. 2014 07/14/2014;1(14):6.

7. Ng SF, Lin RC, Maloney CA, Youngson NA, Owens JA, Morris MJ. Paternal high-fat diet consumption induces common changes in the transcriptomes of retroperitoneal adipose and pancreatic islet tissues in female rat offspring.FASEB J. 2014 Apr;28(4):1830-41. PubMed PMID: 24421403. Epub 2014/01/15. eng.

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