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E VEM AÍ, O PROGRAMA “VOZES DA CIÊNCIA”: Aproximando A Sociedade Aos Cientistas, Todos Somos Um

E VEM AÍ, O PROGRAMA “VOZES DA CIÊNCIA”: Aproximando A Sociedade Aos Cientistas, Todos Somos Um

Edição Vol. 4, N. 9, 15 de Maio de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.05.15.006

Mais uma vez o Instituto Nanocell promove ideias inovadoras para o avanço das Ciências, Inovação e Tecnologia no Brasil. Depois de seu Jornal de Divulgação Científica Nanocell News, do portal “Alô, Escolas!”, da série de livros de Biotecnologia Aplicada à Saúde e Agro&Indústria, do Prêmio Cientistas e Empreendedores do Ano Instituto Nanocell e do Congresso Anual dos Grandes Cientistas indicados ao Prêmio, este ano será lançado o programa “Vozes da Ciência”. 

Este é um projeto do Instituto Nanocell a ser realizado durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2017, que visa aproximar cientistas, estudantes de graduação e público em geral. Pretende-se criar espaço para apresentação de seus trabalhos, evidenciando sempre que possível, o papel da matemática nestes. Além disso, viabilizar a formulação de perguntas e dúvidas que desejam verem respondidas a profissionais experientes e respaldados de experiência teórica/científica. Tudo isso em linguagem acessível ao público e de maneira informal e descontraída.

Os cientistas escolhidos são pesquisadores/professores brasileiros largamente premiados e de renome internacional. O projeto consistirá em oportunidade de a população os conhecer e valorizar ainda mais a ciência nacional. Além de demonstrar que todo grande cientista iniciou sua carreira do zero. Como cada um de nós, nascemos, aprendemos, crescemos, estudamos, nos dedicamos e chegamos aonde queremos com esforço e dedicação. Todo esse caminho é possível e igual para todos. Mostrando a história por traz do ícone científico, atrairemos a atenção dos jovens e crianças para o novo mundo de descobertas científicas e, o que desejamos, a carreira científica como sendo uma opção para todo esse público!

A presente proposta vai de acordo com a missão e os valores do Instituto Nanocell, uma ONG que vem atuando no Brasil desde 2013 divulgando gratuitamente ciência e tecnologia e promovendo educação, além do desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação.

Esta oportunidade tornaria possível a realização de ampla estratégia de divulgação de outros dois materiais gratuitos desenvolvidos pelo Instituto visando desenvolvimento nacional: a plataforma “Alô, Escolas!” (que disponibiliza materiais educativos visando a ciência básica e tendo como público-alvo as escolas de ensino médio, http://www.nanocell.org.br/category/alo-escolas/) e o jornal de divulgação científica Instituto Nanocell (ISSN 2318-5880 – www.nanocell.org.br) – que já conta com mais de 300 mil inscritos (que recebem gratuitamente nos seus e-mails o material produzido).

Esperamos assim, incentivar uma maior comunicação entre o meio acadêmico e a sociedade para uma nação mais forte, competitiva e democrática. Como bem disse Nelson Mandela, educação é essencial à democracia visto que: “democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria… é uma concha vazia”.

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Figura 1: Programa “Vozes da Ciência” do Instituto Nanocell

DIVULGAÇÃO DAS CIÊNCIAS

A divulgação científica, atividade tão antiga como o fazer ciência, pressupõe oferecer-se à população, de maneira por ela compreensível, conhecimentos científicos e tecnológicos, a fim de que os indivíduos possam então utilizar os mesmos para transformarem suas realidades. Para que façam uso destes conhecimentos em seu cotidiano e em suas tomadas de decisão coletiva1.

Com o passar do tempo e transformações na sociedade, assistiu-se a evolução conjunta das formas de se divulgar a ciência até chegarmos aos dias atuais. Hoje, a utilização de textos de divulgação científica no ensino de ciências em salas de aula já é uma realidade2. E soma-se a este, a divulgação de textos, vídeos, livros etc. pela internet3.

Esta divulgação no Brasil vem sendo alvo de pesquisas, principalmente na área de educação, nos anos 20004. No entanto, faz-se necessário o incentivo a mais estratégias com este fim no Brasil e, principalmente, que se oportunize interação por parte do público5.

A divulgação científica ainda necessita avançar no país a fim de tornar os jovens e crianças mais engajados em seus estudos e em seguir carreira na academia. De acordo com levantamento do Movimento Todos pela Educação, em 2009, 23% dos alunos do ensino fundamental estão atrasados nos estudos. No ensino médio, a situação piora: 34% dos alunos sofrem com a defasagem ao longo da vida escolar. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)6.

De acordo com dados do Censo da Educação Básica do Inep/MEC de 20127, existiam no Brasil 8.376.852 alunos matriculados no ensino médio e um pouco mais de 1,3 milhão de alunos no médio técnico em todo o país. No nível superior, segundo o Censo Inep/MEC 20128, temos 7.037.688 alunos. Desses, 5.923.838 são de cursos presenciais (um crescimento de 3,1% em relação ao ano de 2011) e 1.113.850 de educação à distância (aumento de 12,2% no mesmo período). Apesar do avanço no número de formandos, apenas 38 % dos calouros concluíam o curso superior.

Uma pesquisa recente da consultoria McKinsey & Company, na qual foi avaliado o desempenho de engenheiros brasileiros em 83 multinacionais que atuam em países emergentes, revelou que apenas 13% destes possuem formação considerada adequada para a área em que atuam9. A defasagem se estende para além da engenharia, também abrangendo profissionais de finanças e contabilidade. Logo, o ensino de matemática (área da ciência alvo da SNCT 2017) parece estar intimamente relacionado com o cenário atual da educação brasileira.

Neste sentido, o Instituto Nanocell vem trabalhando e produzindo o Nanocell News (http://www.nanocell.org.br), jornal de divulgação científica em linguagem acessível que se dedica desde outubro de 2013, a contribuir para a divulgação de ciência e tecnologia a um público alvo amplo e de maneira totalmente gratuita. As pessoas podem interagir por meio dos comentários no site, envio de e-mails e/ou via Fanpage no Facebook (https://www.facebook.com/institutonanocell).

Desenvolvemos ainda a plataforma ‘Alô, Escolas!‘ (http://www.nanocell.org.br/category/alo-escolas/), que fornece material didático (aulas, material de livros e propostas de experimentos científicos que possam ser feitos em casa ou em sala de aula) que pode ser usado por professores e alunos do ensino médio e de cursos de graduação. 

Mais recentemente, no ano passado (2016), passamos a promover também o Prêmio Cientista e Empreendedor do Ano Instituto Nanocell (http://www.institutonanocell.org.br/#/awards), para reconhecer os esforços daqueles que visam a melhoria da qualidade de vida da população, seja através de suas pesquisas e/ou empresas. Esta estratégia também nos permite divulgar as ciências e ao mesmo tempo o reconhecimento aos esforços de seus produtores, os cientistas. A população é quem indica os cientistas e empresas e, após seleção cuidadosa de seus currículos, são selecionados 6 indicados (6 professores e 6 alunos de 6 áreas distintas da ciência) por área (áreas relacionadas estratégicas para o desenvolvimento tecnológico e inovação para o Brasil). Em seguida, por meio do trabalho de membros do Instituto Nanocell, a população escolhe 3 nomes de professores, 3 alunos e 3 empresas de cada categoria. Os mais votados somam pontos aos seus currículos e os 3 primeiros colocados passam para a etapa seguinte. Nesta última etapa, uma comissão formada por presidentes de sociedades científicas nacionais e internacionais indicam os melhores cientistas (professores e alunos) e empresas de cada área. 

Conseguimos chamar a atenção do público para estes pesquisadores e empreendedores ao ponto de estarmos contando com mais de 22 mil indicações nesta 2ª edição da premiação em 2017, isto é, na primeira fase da premiação. Já estamos próximos de 50 mil votos, o que demonstra como podemos alcançar a população leiga e tornar a ciência e seus cientistas atratores para todos.

Atualmente, visamos uma nova estratégia de divulgação que visa oportunizar a interação público-cientista. O programa “Vozes da Ciência” permitirá que a população envie perguntas aos cientistas sobre seus campos de estudo e estes as responderão em entrevista. O material será divulgado online e gratuitamente na página do Instituto Nanocell e via redes sociais que somadas, no mês de maio de 2017, chegamos a mais de 50 mil seguidores.

Assim, acreditamos que a divulgação científica cumpre, além de papel crucial para melhora dos índices educacionais, papel social importante ao se oferecer a alunos e professores o contato com material científico com linguagem de fácil entendimento e mostrando que os grandes cientistas também começaram do zero. Através desta iniciativa será possível atingir com maior facilidade o desenvolvimento de habilidades de leitura e domínio de conceitos, desenvolver potencial de argumentação e familiarização com a terminologia científica. Além disto, alunos e professores poderão interagir com pesquisadores/divulgadores e se tornarem participantes da cultura científica, impactando-a de forma ativa e participativa10.

Referências

  1. BRASIL – CNPq. Fazendo divulgação científica. Disponível através do link <http://www.cnpq.br/web/guest/divulgacao-cientifica-sobre>. Acesso em 18/02/2015.
  1. da Silva, Henrique César. O QUE É DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA?. Ciência & Ensino, v. 1, n. 1, 2006.
  1. Barreto, Aldo de Albuquerque. A busca de informação na Internet com base em critérios de relevância e prioridade. Disponível através do link <http://www.canalciencia.ibict.br/pesquisa/0120-Internet-sistema-de-busca-de-informacao.html >. Acesso em 18/02/2015.
  1. Nascimento, Tatiana Galieta; Rezende Junior, Mikael Frank. A Produção sobre divulgação científica na área de educação em ciências: referenciais teóricos e principais temáticas. Investigações em Ensino de Ciências v.15 (1), pp. 97-120, 2010.
  1. França, Andressa de Almeida. Dissertação de mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade Divulgação Científica no Brasil: espaços de interatividade na Web. 2015. Disponível através do link < https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/7131/DissAAF.pdf?sequence=1> Acesso em 24/05/2017.
  1. Todos pela Educação: 23 a cada 100 estudantes estão atrasados. Disponível através do link < http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/02/02/todos-pela-educacao-23-a-cada-100-estudantes-estao-atrasados/ >. Acesso em 18/02/2015.
  1. BRASIL. Ministério de Educação – INEP. CENSO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 2012. 2012. Disponível através do link < http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=12219&tmpl=component&format=raw&Itemid=>. Acessoem 18/02/2015. 
  1. BRASIL. Ministério de Educação-INEP. Censo da Educação Superior 2012. 2012. Disponível através do link < http://www.andifes.org.br/wp-content/files_flutter/1379600228mercadante.pdf>. Acesso em 18/02/2015. 
  1. Resende, R.R. Gestão Estratégica em Ciência, Tecnologia e Inovação (4º Capítulo) – Ensino Superior. Nanocell News, v.1, n.14, 2014. Disponível através do link <http://www.institutonanocell.org.br/gestao-estrategica-em-ciencia-tecnologia-e-inovacao-4o-capitulo/ >. Acesso em 18/02/2015.
  1. MARTINS, I.; CASSAB, M.; ROCHA, M. B. Análise do processo de re-elaboração discursiva de um texto de divulgação científica para um texto didático. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 3., 2001, Atibaia. Anais… Atibaia, 2001. 1 CD-ROM.
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