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DOS SOCIALISTAS AOS CONSERVADORES: Qual É A Psicologia De Ideologias?

DOS SOCIALISTAS AOS CONSERVADORES: Qual É A Psicologia De Ideologias?

Caio S. Lois

É professor, cientista social e jornalista

Edição Vol. 2, N. 08, 24 de Fevereiro de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.02.24.007

Os conservadores são paternalistas, pois invocam a sujeição a fatores patriarcais. Os socialistas são maternalistas, pois pretendem a organização da sociedade em torno do amor universal e da solidariedade. Será verdade?

Não é verdade que os ricos são de direita e nós, não tão ricos somos de esquerda, contrariamente à cultura popular, diz Avi Tuschman _ autor do livro Nossa Natureza Política _, depois de estudar durante 10 anos desde a antropologia evolutiva, à genética e à neurociência. Para mim, a propósito, sempre achei muito simplista essa correlação.

O que seria, então, um bom indicador demográfico da ideologia? Correlações sugerindo entre pensamentos de esquerda e de direita com atitudes frente a quando atravessar os semáforos, a segurança na crença, atitudes (otimistas ou pessimistas) sobre o futuro, habilidade numérica e musical, a capacidade de improvisar ou planejar, religião, etc. Segundo Tuschman (1), a pesquisa corrobora uma forte ligação entre determinados traços de personalidade e a opção política; especificamente, os esquerdistas (liberais em inglês) tendem a ser mais “abertos” _ intelectualmente curiosos e amantes da diversidade _ e os de direita (conservadores) mais “conscientes” _ disciplinados e com um elevado sentido do dever. Claro, essa é uma visão voltada para a nação mais poderosa de nosso pequeno globo terrestre, com níveis educacionais e filantropos sem iguais em quaisquer outras partes. Se fossemos traduzir para nosso país bastardo sem origens filantropas e de nível educacional tão pobre quanto um país miserável perdido em guerras poderíamos tentar dizer que os esquerdistas (sócio-comunistas em ex-soviético) tendem a ser mais “fechados”, burocratas _ intelectualmente mais restritos e amantes da libertinagem _ e os de direita (capitalistas) mais “lucrativos”_ trabalhar para crescer e, assim, gerar mais lucros e com um elevado sentido do desenvolvimento pessoal (2). Claro que não é bem assim o que eu imaginaria como deveria ser a esquerda ou a direita, é uma visão do modus operandi de dois mundos distintos, um que é a supremacia e o outro que se acha, porém é um anão diplomático.

Por sua vez, as pessoas em todas as culturas tendem a aumentar sua consciência e diminuir a sua abertura, em algum momento antes da idade de 30 anos. Isto não implica que todos os jovens são de esquerda e todos os mais velhos de direita _ no sócio-comunismo não posso dizer isso, seria ofensa e racismo_ então, mais “experientes” ou de idade mais avançada, mas lembre-se a famosa frase de François Guizot _ ministro de Luís Felipe desde 1840, François Pierre Guizot era extremamente conservador vendo com hostilidade qualquer indicio de sentimento reformista tanto no plano social quanto no político. Guizot era um ardoroso defensor da concentração de poderes nas mãos do monarca, ou seja, um autêntico monarquista _ (que sempre ouvi citar o meu pai, que fora esquerdista em sua juventude), segundo a qual, se um jovem não é de esquerda não se tem coração, e se um homem velho não é de direita não tem cérebro. Outra simplificação exagerada.

Especificamente, Tuschman relaciona a mudança ideológica que ocorre entre os 20 e 30 anos com a paternidade. Sem incorrer em um determinismo biológico (como sempre fala de tendências estatísticas e admite a complementaridade entre o ambiente e a natureza), o autor sugere que ao se ter o cargo de cuidar de pessoas indefesas (como crianças) os seres humanos tendem a exagerar os riscos do mundo externo e a priorizar a segurança e o controle sobre a liberdade e a solidariedade. Hoje, vivemos em nosso país que está longe de ser uma nação, entenda-se nação por aquela, independente de onde você estiver lá é seu porto seguro, sua família, seu aporte financeiro para crescimento e fortalecimento das gerações futuras. É, definitivamente não é o Brasil! Voltando, hoje vivemos na confusão voluntariada de governos distorcendo direitos com deveres, punição com bonificação, liberdade com libertinagem, solidariedade com puberdade, amor com tesão, aceitação com pedofilia, e cada antítese que queira usar, do correto com o imoral (3).

Em minha opinião, a atitude de pais das pessoas poderia ter alguma relação adicional à sua posição política. Refiro-me, em particular, a atitude paterna ou materna, tal como se manifesta na cultura ocidental (sem julgar sua origem biológica). Assim, os conservadores são paternalistas, pois invocam a sujeição a fatores patriarcais como a lei (superego), a virtude moral e a religião. Os socialistas, no entanto, são maternalistas, destinam-se a organização da sociedade em torno de questões como o amor universal e da solidariedade. Claro, voltando aqui, isso é para uma nação. Em nossa sociedade libertina e com valores distorcidos tudo adquire um conceito contrário e totalmente incoerente com o que se é comparado.

Mas ambas as visões implicam a imposição de sentimentos. Compaixão ao socialismo; a associação em congregação (comunidade e/ou fé), o conservadorismo. E os sentimentos não são impostos. Assim, a psicologia liberal-libertária é a única que se emancipa de ambas alienações e da ditadura psíquica do pai e da mãe. Ela é responsável e corajosa, porque trata sobre o destino do indivíduo, mas também humilde, porque não se pretende a decidir pelos outros.

Referências

1. Tuschman A. Our Political Nature: The Evolutionary Origins of What Divides Us: Prometheus Books; 2013.

2. Lois CS. QUAL A NATUREZA DA POLÍTICA? Da Tradição Das Leis Naturais E Dos Direitos Naturais – Impeachment Já (Parte 2). Nanocell News. 2015 02/14/2015;2(7). Epub 02/14/2015.

3. Lois CS. QUAL É A NATUREZA HUMANA? QUAL A NATUREZA DA CORRUPÇÃO? (Parte 1). Nanocell News. 2015 02/08/2015;2(7). Epub 02//08/2015.

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  • 1
  1. Diogo disse:

    Exemplo de autores/abordagens/teorias de psicologia liberal-libertária?

    04/novembro/2016 ás 17:05

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