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DOENÇA RENAL POLICÍSTICA: Novos Tratamentos

DOENÇA RENAL POLICÍSTICA: Novos Tratamentos

Edição Vol. 3, N. 3, 24 de Novembro de 2015

O QUE É A DOENÇA RENAL POLICÍSTICA?

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.11.24.005

A doença renal policística (DRP), também conhecida como síndrome renal policística é uma doença genética que afeta os rins e tem caráter progressivo. Ocorre em seres humanos e em alguns outros animais. A DRP é caracterizada pela presença de vários cistos (daí o termo “policístico”) em ambos os rins.

A doença também pode acometer o fígado, o pâncreas, e mais raramente o coração e o cérebro. As duas principais formas de doença renal policística são distinguidas por seus padrões de herança genética, dominante ou recessiva. A doença renal policística (também chamado de PKD, do inglês, Polycystic Kidney Disease) provoca o crescimento de numerosos cistos nos rins. Estes cistos, ou “sacos” são preenchidos com fluido. Se muitos cistos crescem ou se ficam muito grande, os rins podem ser danificados. Cistos de PKD podem substituir lentamente a maior parte dos rins, com o tempo vai se perdendo o tecido renal enquanto os cistos crescem, reduzindo a função renal e levando à insuficiência renal (Figura 1).

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Figura 1: Aparência de um rim com doença renal policística. http://www.fetalmed.net/sequencia-e-classificacao-de-potter/

PREVALÊNCIA DA PKD

A prevalência mundial da doença é estimada entre 1:400 e 1:1.000 habitantes. Isto significa que, a cada 400 ou 1.000 pessoas, 1 é portadora da PKD (1, 2). A PKD de estágio 5 é causada pela Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD), a qual será discutida mais abaixo, apresenta uma taxa de incidência anual de 8,7 e 6,9 casos por milhão de habitantes (1998-2001 nos Estados Unidos) e de 7,8 e 6,0 por milhão de habitantes (1998-1999 na Europa), para homens e mulheres, respectivamente (3, 4). A literatura mostra que os homens portadores de DRPAD são diagnosticados mais tardiamente que as mulheres, indicando que o gênero masculino seja um determinante na pior progressão da doença (5).

No Brasil, poucos dados epidemiológicos sobre a DRPAD estão disponíveis, para variar… Um governo que se diz social deixa a população totalmente à deriva, sem saúde e educação, o necessário para construir uma verdadeira nação independente e rica.

Nos Estados Unidos, cerca de 600.000 pessoas têm PKD. É a quarta principal causa da insuficiência renal. Pode ser encontrada em todas as raças e ocorre igualmente em homens e mulheres. Isso faz com que cerca de 5% de toda a insuficiência renal.

QUAIS OUTROS ÓRGÃOS ALÉM DOS RINS SÃO AFETADAS PELA PKD?

A PKD ou DRP pode afetar outros órgãos além dos rins. Pessoas com PKD podem ter cistos no fígado, pâncreas, baço, ovários e intestino grosso. Os cistos nesses órgãos geralmente não causam problemas graves, mas o podem, em algumas pessoas. A PKD também pode afetar o cérebro ou o coração. Se a PKD afetar o cérebro pode causar um aneurisma. Um aneurisma é um vaso sanguíneo dilatado que pode arrebentar-se, resultando em um acidente vascular cerebral (AVC) (6) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/um-aliado-contra-as-sequelas-do-avc)  ou até mesmo a morte. Se a PKD afetar o coração, as válvulas cardíacas, que controlam a entrada e saída do sangue no coração, podem tornar-se flexíveis, resultando em um sopro cardíaco em alguns pacientes.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PKD?

A maioria das pessoas não desenvolvem sintomas até que tenham entre 30 a 40 anos de idade. Os primeiros sinais e sintomas perceptíveis podem incluir:

  • Dor ou sensibilidade no abdómen
  • Micção frequente
  • Dor nos lados
  • Infecção do trato urinário (ITU)
  • Pedras nos rins
  • Dor nas costas ou de lado
  • Um aumento no tamanho do abdómen
  • O sangue na urina
  • Infecções frequentes da bexiga ou dos rins
  • Pressão alta

A pressão arterial elevada é o sinal mais comum da PKD. Ocasionalmente, os pacientes podem desenvolver dores de cabeça relacionadas com a pressão arterial elevada ou seus médicos podem detectar a pressão arterial elevada durante um exame físico de rotina. Como a pressão arterial elevada pode causar danos aos rins é muito importante tratá-la. Na verdade, o tratamento da pressão arterial elevada pode ajudar a retardar ou mesmo prevenir a insuficiência renal.

  • Vibração ou batidas no peito

Cerca de 25% dos pacientes com PKD têm uma válvula flácida no coração, e podem experimentar uma vibração ou batidas no peito, bem como dor no peito. Estes sintomas quase sempre desaparecem por conta própria, mas podem ser o primeiro indício de que alguém tenha PKD.

Outros sintomas incluem:

  • Dor ou sensação de peso nas costas
  • Pele que fere facilmente
  • Cor da pele pálida
  • Fadiga
  • Dor nas articulações
  • Alterações ungueais

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Figura 2: Sinais e Sintomas da PKD.

COMO O PKD É DIAGNOSTICADO?

O ultra-som é a maneira mais confiável, barata e não-invasiva para diagnosticar a PKD. Se alguém em risco de PKD tem mais de 40 anos e tem um ultra-som normal dos rins, é provável que essa pessoa não tenha PKD. Ocasionalmente, uma tomografia computadorizada (TC) e o MRI (em inglês, Magnetic Resonance Imaging, imageamento por ressonância magnética) podem detectar cistos menores que não o são encontrados com um ultra-som. O MRI é usado para medir e monitorar o volume e crescimento dos rins e cistos.

Em algumas situações, o teste genético pode também ser feito. Trata-se de um exame de sangue que verifica a existência de genes com defeitos que causam a doença. Os testes genéticos não são recomendados para todos. O teste é caro e ele também não consegue detectar PKD em cerca de 15% das pessoas que apresentam a doença. No entanto, os testes genéticos podem ser úteis quando uma pessoa:

  • tem um diagnóstico incerto baseado em exames de imagem
  • tem uma história familiar de PKD e quer doar um rim
  • é mais jovem do que 30 anos de idade com uma história familiar de PKD e um ultra-som negativo, e está planejando em começar uma família

A PKD é uma doença hereditária. Portanto, o seu médico provavelmente irá rever sua história familiar. Eles podem, inicialmente, por ordem:

  • um hemograma completo à procura de anemia ou sinais de infecção
  • um exame de urina em busca de sangue e / ou proteínas
  • Seu médico pode usar exames de imagem para procurar cistos nos rins, fígado e outros órgãos.

Os exames de imagem usados ​​para diagnosticar PKD incluem:

  • ultra-sonografia abdominal: o estudo mais útil, não-invasivo utilizando ondas sonoras para procurar cistos
  • tomografia computadorizada abdominal: pode detectar cistos menores no rim; usa raios X para construir uma secção transversal do seu abdómen
  • exame de ressonância magnética abdominal: usa ímãs fortes para a imagem do seu corpo visualizando a estrutura renal e procurando por cistos
  • ultra-sonografia abdominal: usa ondas sonoras para ver dentro de seu corpo
  • urografia excretora (PIV): utiliza um corante para fazer com que seus vasos sanguíneos apareçam mais claramente em um raio-X
  • A angiografia cerebral pode ser recomendada para pacientes com PKD que têm uma maior incidência de aneurismas cerebrais

SERÁ QUE TODO MUNDO COM PKD DESENVOLVE INSUFICIÊNCIA RENAL?

Não. Cerca de 50% das pessoas com PKD terão insuficiência renal por volta dos 60 anos, e cerca de 60% terão insuficiência renal com idade de 70 anos. Quem tiver insuficiência renal precisará de diálise ou de um transplante de rim. Certas pessoas têm um risco aumentado de insuficiência renal, incluindo:

  • homens
  • pacientes com pressão arterial elevada
  • pacientes com proteína ou sangue na urina
  • mulheres com pressão arterial elevada que tiveram mais de três gestações

COMO A PKD É TRATADA?

No momento, não há cura para a PKD. No entanto, uma série de pesquisas estão sendo realizadas. Estudos recentes sugerem que o consumo de água pura durante todo o dia e evitando a cafeína em bebidas podem retardar o crescimento de cistos (7), uma pesquisa liderada pela profa Dra. Ita Pfeferman Heilberg da Universidade Federal de São Paulo. A pesquisa também está ajudando a compreender a base genética da PKD.

Há estudos também que sugerem que alguns tratamentos podem diminuir a taxa de incidência da doença renal com PKD, mas são necessárias mais pesquisas antes que esses tratamentos possam ser usados ​​em pacientes. No entanto, muitos tratamentos de suporte podem ser feitos para controlar os sintomas, ajudar a retardar o crescimento dos cistos e ajudar a prevenir ou retardar a perda da função renal em indivíduos com PKD. Esses incluem:

  • cuidadoso controle da pressão arterial
  • tratamento imediato com antibióticos de uma infecção da bexiga ou rins
  • um volume grande de urina quando o sangue na urina é observado pela primeira vez
  • medicamentos para controlar a dor (converse com seu médico sobre os medicamentos naturais são seguros para tomar se você tem doença renal)
  • um estilo de vida saudável no que diz respeito à parar de fumar, fazer exercícios físicos regulares (30 minutos de caminhada 5 vezes por semana), controle de peso e consumo reduzido de sal (8) (veja mais http://www.nanocell.org.br/estilo-de-vida-que-proteje-o-coracao-tambem-reduz-o-risco-de-cancer/). Essas práticas ajudam tanto a reduzir os cistos quanto a evitar um ataque cardíaca e reduzir as chances de câncer
  • beber muita água durante todo o dia
  • evitando a cafeína em todas as bebidas

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas da PKD. Controlar a pressão arterial elevada é a parte mais importante do tratamento. O tratamento pode incluir:

  • medicação para a dor
  • medicação de pressão arterial
  • antibióticos (para tratar a ITU)
  • uma dieta baixa em sódio (sal)
  • diuréticos (para ajudar a remover o excesso de fluidos)
  • cirurgia (para drenar cistos e ajudar a aliviar o desconforto)

Quando a PKD está em estágio avançado, diálise e transplante de rim podem ser necessários. Um ou ambos os rins podem ter de ser removidos.

QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES DA DOENÇA RENAL POLICÍSTICA?

A PKD está associada a muitas complicações. Essas incluem:

  • anemia (glóbulos vermelhos insuficientes)
  • sangramento ou rebentamento de cistos
  • pressão alta
  • cistos na insuficiência hepática e / ou de fígado
  • pedras nos rins
  • infecções recorrentes do trato urinário (UTIs)
  • doença cardiovascular
  • aneurismas cerebrais

AS PESSOAS COM PKD TÊM UMA DIETA ESPECIAL?

Atualmente, nenhuma dieta específica é conhecida em evitar que cistos se desenvolvam em pacientes com PKD. Reduzir a ingestão de sal ajuda a controlar a pressão arterial em pacientes com PKD que têm pressão arterial elevada. Uma dieta pobre em gordura e moderada em calorias é recomendada para manter um peso saudável. Fale com o seu médico ou um nutricionista sobre outras alterações em sua dieta, como evitar a cafeína.

O PROBLEMA COM A CAFEÍNA

O tema sobre cafeína já foi abordado outras vezes aqui, no NANOCELL NEWS (9) (veja mais em http://www.nanocell.org.br/o-habito-de-tomar-cafe-e-genetico/) e (10) (veja em http://www.nanocell.org.br/cafe-em-doses-moderadas-pode-melhorar-a-atividade-cerebral/), entre outros.

Dentre as ações da cafeína a mais relevante relacionada à PKD é que ela aumenta os níveis de cAMP (monofosfato de adenosina cíclico). A cAMP é uma molécula que sinaliza dentro da célula, amplificando os sinais da cafeína.

A cAMP faz duas coisas frente à PKD:

  • exerce um efeito proliferativo em células epiteliais tubulares renais (aquelas que formam os cistos)
  • regula positivamente a condutância transmembranar do regulador da fibrose cística (do inglês, cystic fibrosis transmembrane conductance regulator, CFTR), traduzindo que promove o transporte dos íons cloreto para dentro dos cistos, o que aumenta seu volume

Assim, o efeito esperado com o aumento de AMPc promoveria um aumento no número de cistos (mais células) e um aumento no tamanho dos cistos (mais fluido ou líquido).

A cafeína é rapidamente absorvida e entra em todos os compartimentos dos tecidos. É metabolizada no fígado, um processo que é mais lento em fumantes inveterados e em pessoas com cirrose.

Em teoria, a cafeína pode desencadear um aumento da pressão arterial (PA), aumentando a resistência vascular periférica, mas nenhuma relação consistente foi encontrada entre a ingestão de cafeína e a PA e isso pode indicar que a ingestão regular leva à tolerância (11) (Figura 3).

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Figura 3: Mecanismo molecular da PKD: A Doença renal policística (PKD) é uma doença extremamente comum em que cistos e fibrose substituem os túbulos renais normais, eventualmente causando insuficiência renal. A PKD é causada por mutações em um complexo proteico que se localiza o cílio primário, uma organela semelhante a um pelo que se estende a partir da superfície da célula para o túbulo renal. A função precisa do complexo, e por isso provoca cistos, permanece um mistério, e desvendar esse mistério pode levar a uma cura.

É RECOMENDADO EXERCÍCIO PARA PESSOAS COM PKD?

Com toda certeza! No entanto, exercícios que são potencialmente prejudiciais para os rins, tais como esportes de contato, ou lutas, devem ser evitados. É importante que o portador da PKD nunca fique desidratado durante qualquer atividade física.

ALGUNS DISTÚRBIOS QUE ESTÃO ASSOCIADOS COM PKD INCLUEM:

  • aneurismas da aorta ou cerebrais (áreas enfraquecidas nas paredes das artérias)
  • cistos no fígado, o pâncreas, e os testículos
  • divertículos (Sáculos ou bolsas na parede do cólon)
  • catarata ou cegueira
  • doença hepática
  • prolapso da válvula mitral

QUEM ESTÁ EM RISCO PARA DESENVOLVER A PKD?

A PKD é uma doença hereditária, com maior ocorrência em famílias. É uma doença hereditária que é passada de pais para filhos através de genes. Os genes são os elementos básicos da hereditariedade. No momento da concepção, as crianças recebem um conjunto de genes de cada pai. Eles determinam muitas características como a cor do cabelo e cor dos olhos. Os genes também podem determinar a probabilidade de desenvolver uma doença.

Uma doença genética pode acontecer se um ou ambos os pais passam genes anormais para uma criança. Isso acontece através de uma condição chamada de herança dominante ou herança recessiva.

Herança dominante

Se um dos pais tem a doença e passa um gene anormal para a criança, esta condição é chamada de herança dominante. Cada criança tem 50% de chance de contrair a doença. O risco é o mesmo para todas as crianças, independentemente da forma como muitas crianças desenvolvem a doença (Figura 3 abaixo).

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Figura 3. Padrão de herança autossômica dominante

Fonte: meuanjogabriela.com.br

Herança recessiva

Se ambos os pais carregam o gene anormal e ambos os pais passam um gene anormal para a criança, essa condição é chamada de herança recessiva. Nessa situação, cada criança tem 25% de chance de contrair a doença.

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 Figura 3. Padrão de herança autossômica recessiva

Fonte: meuanjogabriela.com.br

EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE PKD?

Sim. Os três principais tipos de PKD são:

Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD) (também chamada deAutosomal Dominant PKD ou ADPKD)

Esta forma da doença é passada de pai para filho por herança dominante. Em outras palavras, é necessária apenas uma cópia do gene anormal para provocar a doença. Os sintomas geralmente começam entre as idades de 30 e 40, mas podem começar mais cedo, ainda na infância. A doença autossômica dominante, ADPKD, é a forma mais comum da PKD. Na verdade, cerca de 90% de todos os casos de PKD são ADPKD.

Infantil ou Doença Renal Policística Autossômica Recessiva (DRPAR) (também chamada deAutosomal Recessive PKD, ARPKD)

Esta forma da doença é passada de pai para filho por herança recessiva. Os sintomas podem começar nos primeiros meses de vida, mesmo no útero. Ela tende a ser muito grave, progride rapidamente e é muitas vezes fatal nos primeiros poucos meses de vida. Esta forma de ARPKD é extremamente rara. Ela ocorre em 1 de cada 25.000 pessoas.

Há quatro tipos de ARPKD:

  • forma perinatal (o transtorno está presente no nascimento)
  • forma neonatal (o distúrbio ocorre durante o primeiro mês de vida)
  • forma infantil (o distúrbio ocorre quando a criança tem entre 3 a 6 meses de idade)
  • forma juvenil (o transtorno ocorre depois que a criança tem mais de 1 ano de idade)

Crianças com doença autossômica recessiva PKD podem ter sintomas como:

  • pressão alta
  • infecção do trato urinário (ITU)
  • micção frequente

Os sintomas em crianças podem se assemelhar a outros distúrbios. É importante chamar a atenção médica para uma criança que tenha ou teve os sintomas listados acima.

Doença Renal Cística Adquirida (DRCA) (também chamada deAcquired Cystic Kidney Disease,  ACKD)

A ACKD pode acontecer em rins com danos a longo prazo e cicatrizes graves, por isso é muitas vezes associada à insuficiência renal e diálise. Cerca de 90% das pessoas em diálise por 5 anos desenvolvem a ACKD. Pessoas com ACKD geralmente procuram ajuda por notarem sangue na urina. Isto ocorre porque os cistos sangram o sistema urinário, descorando a urina.

PESSOAS COM PKD PODEM TER FILHOS?

Indivíduos com PKD que estejam preocupados com a transmissão da doença aos filhos podem querer consultar um médico geneticista para ajudá-los com o planejamento familiar. Muitos centros médicos universitários têm este serviço.

MULHERES COM PKD PODEM ENGRAVIDAR?

A maioria das mulheres com PKD (80%) têm gestações bem sucedidas e sem intercorrências. No entanto, algumas mulheres com PKD têm um risco aumentado para complicações graves para si e para seus bebês. Isto inclui mulheres com PKD que também possuem:

  • pressão alta
  • diminuição da função renal

As mulheres com PKD e que tenham pressão arterial elevada desenvolvem pré-eclâmpsia (ou toxemia) em 40% das gestações. Esta é uma doença com risco de vida para a mãe e o bebê, e que se pode desenvolver de repente e sem aviso. Portanto, todas as mulheres com PKD, particularmente aquelas que também têm pressão arterial elevada, devem ser acompanhadas de perto durante a gravidez pelo seu médico.

Fonte: Polycystic Disease Foundation, Healthline e nas referências abaixo

Referências

1.Panizo N GM, Garcia de Vinuesa S, Arroyo D, Yuste C, Rincón A, et al. Progresión de la enfermedad renal crónica en pacientes con enfermedad poliquística autosómica dominante. Nefrologia 2012;32:197-205.

2.Nunes AC MV, Porsch DB, Rossato LB, Mattos CB, Roisenberg I, et al. Frequency and clinical profile of patients with polycystic kidney disease in southern Brazil. Ren Fail 2008;30:169-73.

3.Irazabel MV TVPradNSE-.

4.Stengel B, Billon S, Van Dijk PC, Jager KJ, Dekker FW, Simpson K, et al. Trends in the incidence of renal replacement therapy for end-stage renal disease in Europe, 1990-1999. Nephrology, dialysis, transplantation : official publication of the European Dialysis and Transplant Association – European Renal Association. 2003;18(9):1824-33.

5.Fraile Gómez P G-CP, Corbacho Becerra L, Tabernero Romo JM. Análisis clínico de una población con poliquistosis renal autosómica dominante. Nefrologia 2010;30:87-94.

6.Pinto MCX, Resende RR. UM ALIADO CONTRA AS SEQUELAS DO AVC. Nanocell News. 2015;3(1).

7.Vendramini LC, Nishiura JL, Baxmann AC, Heilberg IP. Caffeine intake by patients with autosomal dominant polycystic kidney disease. Brazilian journal of medical and biological research = Revista brasileira de pesquisas medicas e biologicas / Sociedade Brasileira de Biofisica  [et al]. 2012;45(9):834-40.

8.Lacerda LHG, Resende RR. ESTILO DE VIDA QUE PROTEJE O CORAÇÃO TAMBÉM REDUZ O RISCO DE CÂNCER. Nanocell News. 2014;1(10).

9.Resende RR. O HÁBITO DE TOMAR CAFÉ É GENÉTICO. Nanocell News. 2014;2(3).

10.Correia FF, Campos DL, Kihara AH, Paschon V. CAFÉ EM DOSES MODERADAS PODE MELHORAR A ATIVIDADE CEREBRAL. Nanocell News. 2015;2(16).

11.Bolignano D, Coppolino G, Barilla A, Campo S, Criseo M, Tripodo D, et al. Caffeine and the kidney: what evidence right now? Journal of renal nutrition : the official journal of the Council on Renal Nutrition of the National Kidney Foundation. 2007;17(4):225-34.

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  • DOENÇA RENAL POLICÍSTICA: Novos Tratamentos
  • 9
  1. Marcos Campos disse:

    Sou portador desta doença, tenho 50 anos e atualmente , segundo a nefrologista , estou com 30% das funções renais,

    14/janeiro/2017 ás 10:55
  2. José Maria Gonçalves disse:

    Boa noite. Fiz uma cirurgia no dia 23/09/2013 devido um tumor no rim direito que já estava chegando na veia cava.

    Hoje minha taxa de clearense de creatina está com 46,06 m 1 / minuto 1,73 / m 2.

    Qual o cuidados precisarei tomar?

    Obrigado.

    Favor enviar uma resposta via e-mail.

    José Maria Gonçalves

    27/janeiro/2017 ás 18:29
  3. Marcelo Roberto Rechi disse:

    Bom dia eu tenho doença policísticos no rim e fígado estou em tratamento a 3 anos e nessa última consulta minha que foi dia 04/04/17 minha tacha de creatinina subiu de 0.76 para 1.41 eu quero saber qual os alimentos mais saudável para mim poder comer e ao mesmo tempo ajudar para que os cistos diminua e qual as bebidas​ que eu devo evitar.
    Espero resposta no meu email muito obrigado.

    06/abril/2017 ás 07:18
  4. Fabiano disse:

    Bom dia minha mãe tem está doença gostaria de mais dicas do que ela pode comer pois até o feijão foi proibido ela esta sem muitas opções para se alimentar comida de sal

    27/maio/2017 ás 00:15
  5. Lígia Heck disse:

    Prezados: Meu filho herdou do pai o gen PKD e está em tratamento nefrológico. O meu filho está com 33 anos e foi através de uma ressonância, pois sentia muitas dores nas costas, que a doença foi descoberta. Acontece que o pai dele faleceu aos 53 anos de enfarto e o receio é que o mesmo aconteça com ele, embora ele siga à risca os ditames médicos. Gostaria de saber se existe na flora medicinal, alguma erva que possa coadjuvar com o tratamento convencional. Muito grata, Lígia Heck

    17/junho/2017 ás 22:50
  6. Fernando disse:

    Gostaria de saber se quem tem rim policístico pode fazer uso da plataforma vibratória….

    26/junho/2017 ás 13:27
  7. Renato Veras Aragão disse:

    Gostaria de saber se é viavel fazer uma cirurgia de para remover os sisto que fica na superfície dos rins, assim o rin diminuiria.

    03/setembro/2017 ás 17:38
  8. Maria katia borges lima disse:

    Meu subrinho tem apenas 3 aninhos. Um dos rins está com VL 47. O outro está com VL 296. Policístico. Em uma ultra-som descobrimos. Estamos na fila do SUS para uma cirurgia. De retirada. Gostaria de entender melhor

    03/setembro/2017 ás 19:40
  9. valdemir de jesus dionizio disse:

    tenho muitas dores no instituto que faço tratamento, meu medico disse que não posso fazer muito esforço pois meus rins estão muito grandes devidos aos cistos, e quando no trabalho, sinto dores mais fortes ainda que devo fazer só tomo medicamento para pressão e tenho que trabalhar, que devo tomar , pois nã0 posso tomar anti-inflamatório .

    19/setembro/2017 ás 16:36

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