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COM QUANTOS CORRUPTOS SE FAZ UM PARTIDO? COM QUANTOS CORRUPTOS SE FAZ UM PARTIDO? – A Auto Mutilação -

COM QUANTOS CORRUPTOS SE FAZ UM PARTIDO? 

- A Auto Mutilação -

Jorge Antônio Monteiro de Lima

Analista pesquisador em saúde mental, psicólogo clínico

Edição Vol. 3, N. 4, 15 de Dezembro 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.12.16.004

Não é raro ouvirmos em consultório a queixa de pais, professores de jovens que se auto mutilam. Que por alta ansiedade pegam uma faca, estilete e cortam os braços, pernas, as mãos, pedaço da orelha. Ou os que acabam arrancando cabelo, se unhando, adotando comportamentos

compulsivos de forma destrutiva como, se beliscar, morder os lábios ou fazer sangrar a gengiva, roer as unhas até sangrar. Com uma pitada de requinte masoquista é sabido dos amplos estudos de psicologia que jovens em estado de ansiedade sentem-se aliviados diante da dor, ou ao verem sangue. A dor que alivia, que gera reflexão, que coloca para fora a ansiedade, que em desespero se acumula. Tensão nervosa que deixa um individuo ansioso, que paralisa ou que inquieta.

Dor que às vezes faz um indivíduo sentir-se vivo ou se retirando de uma letargia.

Todavia não é apenas em jovens que este comportamento destrutivo se manifesta. Hoje, em nosso cenário sócio-político, o comportamento autodestrutivo está no voto, quando um cidadão “de bem”, às vezes é de tão simples e sem formação, elege “um ficha suja”, quando elege um bandido que vai nos roubar e ficar rico desviando verbas. Lembra em quem você votou e quais eram suas promessas de campanha? E o que você faz com isto? Bate palmas ou fica ai apático fingindo que não tem nada a ver com isto?

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A mão que balança os corruptos... Charge retirada do sítio http://saladaabrasileira.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html de segunda-feira, 28 de maio de 2012

Outro exemplo de automutilação está hoje em nosso fanatismo, de teor fundamentalista, na intolerância, seja ela política, religiosa, nos meandros da intolerância. Após a ausência de consciência e percepção da realidade, em ampla neurose plausível de tratamento psiquiátrico, o teor quixotesco, emerge em pura alucinação, muitas vezes defendendo ou atacando coisas e temáticas absurdas. Por exemplo, os que vão às ruas defender bandidos, corruptos, ou uma ideologia, uma carta de fundação partidária que não existe mais. Idiotia, retardo mental ou mau-caratismo associado a imensa belicosidade com delírios e alucinações?

Isto é um comportamento autodestrutivo.

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Pesquisa da Transparência Internacional divulgada em 13/06/2013 mostra também desconfiança da sociedade no Congresso: Figura retirada do sítio http://marcuspessoa.com.br/brasileiros-acreditam-que-partidos-politicos-sao-corruptos-ou-muito-corruptos/

Estes dias vi pessoas falando dos 24 milhões de brasileiros retirados da miséria, o que foi notável, mas por que não falar do aumento da inflação, da política neoliberal da esquerda que gera lucro a bancos, da corrupção e da inexistência de uma política real de distribuição de renda, promessa eleitoral dos últimos 16 anos? E o que falar de nossa “pátria educadora” que traiu os professores e evidenciou o cinismo das promessas eleitorais que jamais vão ser cumpridas? E sobem os impostos, gasolina, gás de cozinha, energia elétrica, inflação,…

Hoje eu questiono com quantos corruptos se faz um partido? Eu tenho vergonha e nojo do jogo político que fala de ética por quem rouba menos. A automutilação hoje está na imagem destruída da nossa política, na falta de credibilidade dos órgãos de fiscalização, na incompetência ampla dos partidos de se organizarem de forma estratégica para melhoria de sua imagem. Na inexistência no Brasil de uma oposição articulada. Incompetência e idiotia são formas claras de masoquismo. Resta nos aprender pela dor…

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É justo colocar todos os partidos políticos brasileiros no mesmo saco fétido, ou melhor, na mesma balança viciada? (A charge é de Marcone Souza Santos, por ele denominada de “A política rasteira dos partidos está colocando o Brasil de ponta-cabeça” ).

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