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CIÊNCIA E EDUCAÇÃO: O Futuro Da Nação!

CIÊNCIA E EDUCAÇÃO: O Futuro Da Nação!

Edição Vol. 2, N. 16, 17 de Agosto de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.08.17.001

Monteiro Lobato já dizia “Uma nação se faz com homens e livros”. Avanços no sistema educacional brasileiro tem sido conquistado por várias décadas com investimento em educação e com a expansão do Sistema Nacional de Pós-Graduação, o que tem levado o Brasil aos patamares de reconhecimento internacional em produção de conhecimento.

Políticas voltadas ao ensino, educação, empreendedorismo e inovação são vitais para se ter uma nação desenvolvida e produtora de conhecimento e tecnologias consumíveis por outros países, de onde se gera renda, emprego e aumento do PIB nacional. São políticas estratégicas que alçam pódios superiores à nação e independência de seu povo possibilitando seu acesso ao crescimento e ao desenvolvimento social, econômico e cultural. Muito mais do que uma visão política pontual, a ciência e a educação proporcionam a verdadeira liberdade de um povo em almejar rumos melhores e postos mais sublimes para suas próprias vidas.

Os cortes drásticos e absurdos dos recursos financeiros anunciados pelo MEC sobre a educação e sobre o pilar do desenvolvimento do conhecimento científico nacional, os programas de pós-graduação, são inaceitáveis e retrógrados à nação brasileira. Foram registrados cortes da ordem de 47% dos recursos destinados às universidades federais e redução dos recursos da CAPES, que implicam o contingenciamento de 75% dos recursos destinados ao PROAP (Programa da CAPES cujo objetivo é “Financiar as atividades dos cursos de pós-graduação, proporcionando melhores condições para a formação de recursos humanos.” (Fonte: Site da CAPES) e ao custeio do PROEx (Programa de Extensão Universitária. A extensão universitária é um processo educativo, cultural e científico, que se articula ao ensino e à pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a sociedade).

Contingenciamento de recursos em políticas estratégicas de desenvolvimento da ciência e da educação de uma nação não tem bons resultados de imediato em contas públicas e levam a um impacto brutal sobre o futuro desta e das próximas gerações que padecerão de dependência de produtos e conhecimento de outras nações para sua sustentação. O que vimos superando e ganhando independência de produtos estrangeiros vem a ser perdido por cortes avassaladores em setores pujantes para a economia futura. Cortes podem ser feitos em verbas surreais aos gabinetes de deputados estaduais, senadores e cargos comissionados, mas não no fruto onde se geram sementes para o crescimento de uma nação.

Várias são as Instituições Federais de Ensino que têm seus Programas de Pós-graduação prestes a suspender suas atividades correntes, tais como pesquisas de campo, compra de equipamentos, materiais, livros e passagens para integrantes de bancas de mestrado e doutorado, investimentos na infraestrutura, além da redução de verbas para publicações, entre várias outras. Esses cortes nos orçamentos da ciência e educação são vitais aos Programas de Pós-Graduações, o que já está resultando na redução do número de vagas para novos pós-graduandos, devido ao efeito cumulativo da falta de condições operacionais dos mesmos e do congelamento dos recursos destinados às bolsas de estudo. Como se percebe, consequências nefastas ao futuro da nação são fatos que já se observam e se agravarão ainda mais a médio e longo prazos, perdendo-se todo o investimento de décadas passadas.

Nesse sentido, fazemos coro com outras universidades e consideramos inadmissível que a educação pague tão duramente esta conta pelo ajuste fiscal. “O ensino superior público e de qualidade e a pesquisa científica são requisitos essenciais para a construção de uma nação verdadeiramente democrática. No atual contexto de dificuldades, reivindicamos, das instituições governamentais responsáveis pelo financiamento destes setores, que a sua efetiva atuação evidencie tal convicção e que, de imediato, proceda à execução orçamentária para 2015, sem hesitações, subterfúgios e comunicações ambíguas e desencontradas.” (Programas de Pós-Graduações da UFRJ, 2015).

“Em suma, a situação é extremamente grave e suscita preocupação quanto ao futuro desse patrimônio acadêmico e científico construído ao longo de décadas. Os cortes anunciados são de tal envergadura que inviabilizarão a conclusão do semestre em curso e comprometerão significativamente o nível de qualidade definido nas metas do PNE e PNPG por resultarem em processos de descontinuidade, de desestímulo, e dessa forma, irreparáveis e, em alguns casos, irreversíveis.” (Programas de Pós-Graduações da UFMG, 2015)

Um slogan para “um país de todos” não pode ser apenas letras escritas e veiculadas continuamente em propagandas onde se gastam verbas estrondosas sobre a “pátria educadora” e não se faz realidade com o compromisso com a prioridade da educação pública em todos os níveis, sem cortes de recursos financeiros, com transparência na sua distribuição e permanente busca pela melhoria dos padrões de quantidade e qualidade conquistados até o presente.

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