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BANIMENTO DA GORDURA TRANS DOS ALIMENTOS RESULTA EM REDUÇÃO DE ATAQUES CARDÍACOS E AVE (AVC)

BANIMENTO DA GORDURA TRANS DOS ALIMENTOS RESULTA EM REDUÇÃO DE ATAQUES CARDÍACOS E AVE (AVC)

Edição Vol. 4, N. 8, 17 de Abril de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.04.17.006

Todos já lemos ou ouvimos alguém falar que a gordura Trans dos alimentos não é saudável e que deve ser evitada. Em muitas embalagens vêm, inclusive, a informação ZERO GORDURA TRANS. Mas, essa gordura de fato causa problemas? Veremos que sim e sua eliminação da dieta reduz ataques cardíacos e AVEs (mais conhecido como AVC).

Nova pesquisa da Universidade de Yale demonstra que as pessoas que vivem em áreas que restringem gorduras trans em alimentos tiveram menos hospitalizações por ataque cardíaco e acidente vascular encefálico (antes chamado acidente vascular cerebral ou AVC) em comparação com pessoas que vivem em áreas sem restrições da gordura trans (1). As conclusões sugerem que o benefício de limitar as gorduras trans da dieta poderia ter um impacto generalizado a nível nacional, uma medida preventiva e de cuidado com a saúde que os Ministérios da Saúde de todos os países, inclusive do Brasil, deveriam ter como providência imediata a ser tomada. Além de ter menos pessoas com problemas de saúde, essa medida simples reduziria significativamente os gastos para tratamento dessas doenças e suas sequelas pelo SUS.

O QUE SÃO AS GORDURAS TRANS?

Os ácidos graxos trans, ou gorduras trans, são comumente encontrados em alimentos como batatas fritas, biscoitos, frituras e produtos assados. Quantidades mínimas de ingestão de gordura trans estão ligados ao maior risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte em todo o mundo. E estamos falando de ingestão em pequenas quantidades, imagem se fosse em muitas? Morte na certa! Nos últimos anos, localidades como Nova York promulgaram políticas para reduzir as gorduras trans em restaurantes e outros locaos de alimentação. Em 2018, uma proibição da FDA, a agência regulatória dos EUA, banirão o óleo hidrogenado parcialmente dos alimentos, o que eliminará quase que por completo a gordura trans da dieta, produzindo efeitos saudáveis e econômicos em todo o país (Figura 1). Porém, no Brasil, não encontramos nada a respeito. Então, deixamos mais uma dica para um governo que, em 13 anos, só surrupiou os cofres públicos, e continua com o novo velho amigo, tomem as mesmas providências que a FDA tomou aqui, no Brasil! ANVISA, vocês também têm responsabilidade compartilhada.

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Figura 1: Estudo de epidemiológico de longa duração na população demonstra que a proibição de gorduras trans pode reduzir ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

O estudo, liderado pelo professor Dr. Eric Brandt, estudou o impacto da restrição da gorduras trans na dieta comparando os resultados entre pessoas que vivem em condados de Nova York com e sem as restrições promulgadas pela lei (1). Acontece que essa lei não é nacional nos EUA, assim, enquanto um estado pode ter outro não, enquanto uma cidade pode te-la outra não. Com os dados desta pesquisa, a FDA sugeriu uma lei nacional. Os pesquisadores se concentraram em admissões hospitalares de ataques cardíacos e acidentes vasculares encefálicos, usando dados do departamento estadual de saúde e estimativas de recenseamento entre 2002 e 2013 (1).

Os dados revelaram que, três ou mais anos após as restrições pela lei da presença de gordura trans nos alimentos terem sido implementadas, as pessoas que viviam em áreas com restrições tinham significativamente menos hospitalizações por ataque cardíaco e acidentes vasculares encefálicos quando comparadas com aquelas que viviam em áreas urbanas semelhantes, porém sem as restrições pela lei. (1) O declínio das condições combinadas foi de 6,2% (1).

É um declínio bastante substancial. O estudo destaca o poder da política pública para impactar a saúde cardiovascular de uma população. As gorduras trans são prejudiciais para a saúde cardiovascular e minimizando ou eliminando-as da dieta pode reduzir substancialmente as taxas de ataque cardíaco e derrame cerebrais.

Os resultados do estudo apontam para a possibilidade de benefício muito mais generalizado como a medida da FDA – que restringe as gorduras trans em todos os alimentos – e que devem entrar em vigor em 2018. ANVISA, chamada para vocês poderem ajudar a população brasileira!!! 

Apesar de algumas empresas terem reduzido a quantidade de gordura trans nos alimentos, as diretrizes atuais de rotulagem da FDA permitem que até 0,49 gramas de gordura trans por porção sejam rotuladas como 0 gramas, deixando os consumidores rastrear rótulos de gorduras trans ocultas, geralmente rotuladas como óleos parcialmente hidrogenados. Com o próximo regulamento da FDA, as pessoas não precisam ser tão vigilantes. Uma proibição de gordura trans em todo o país é uma vitória para as milhões de pessoas em risco de doenças cardiovasculares.

Fonte: Ziba Kashef, Universidade de Yale

Referência

1.Brandt EJ, Myerson R, Perraillon MC, Polonsky TS. Hospital Admissions for Myocardial Infarction and Stroke Before and After the Trans-Fatty Acid Restrictions in New York. JAMA cardiology. 2017.

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