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Doutor, minha Pressão Arterial está boa?

Giovana Figueiredo Maciel1, Marcello R. Brito Júnior1, Raysa T. V. Souza1, Pedro H. G. Santana1, Ricardo C. Parreira2

1Acadêmico(a) do Curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES), Campus Trindade-GO, Brasil.

2Professor do Curso de Medicina do Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES), Campus Trindade-GO, Brasil.

Edição Vol. 8, N. 11, 08 de novembro de 2021

Doutor, minha Pressão Arterial está boa?

Fonte: CLÍNICA ENDOCÁRDIO: CARDIOLOGIA E ENDOCRINOLOGIA. Pressão arterial. Disponível em: http://cardiologia.ribeirao.br/hipertensao/doutor-minha-pressao-arterial-esta-boa/. Acesso em: 06 de nov. 2021.

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é definida como uma doença crônica não transmissível caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea, de modo que os benefícios do tratamento superam os riscos. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, de 2020, considera que a doença ocorre quando a pressão arterial sistólica é maior ou igual a 140 milímetros de mercúrio (mmHg) e/ou pressão arterial diastólica é maior ou igual a 90 mmHg.

A doença é causada por condições multifatoriais, incluindo alterações genéticas e hábitos de vida pouco saudáveis. À medida que envelhecemos, temos mais chances de desenvolvê-la, estima-se que 65% das pessoas com mais de 60 anos têm HAS. A obesidade e o sedentarismo, assim como ter uma alimentação pobre em verduras e frutas e com muita gordura e sal, são grandes fatores de risco. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também predispõe a Hipertensão.

Na maioria dos casos, cerca de 95%, a causa específica que gerou a Hipertensão não é definida, mesmo com investigação clínica, de forma a ser chamada de HAS primária. Poucos pacientes terão a forma secundária, que é consequência de outra patologia, como doenças renais, alteração da glândula tireoide, Apneia Obstrutiva do Sono, feocromocitoma, entre outros.

Diferente de muitas patologias, a HAS deve ser tratada mesmo se o paciente não apresentar sinais e sintomas. Essa é uma conclusão feita a partir de vários estudos, os quais perceberam que os danos causados pelos maiores níveis pressóricos ao longo do tempo provocavam doenças coronarianas, doença renal crônica, acidente vascular cerebral e morte precoce.

Por isso, a Hipertensão Arterial Sistêmica é um assunto tão importante, pois apesar de ser assintomática no geral, ela é um grande fator de risco para o desenvolvimento de outros acometimentos mais sérios. A parede dos vasos sanguíneos é prejudicada diretamente, de modo que não consegue ficar relaxada, o que prejudica a passagem de substâncias para os tecidos. Além disso, esses vasos ficam mais permeáveis a entrada de lipídios (gordura), o que inicia o processo de aterosclerose, outra doença com alta morbimortalidade que pode causar infarto cardíaco e acidente vascular cerebral.

Esses pacientes também são cronicamente inflamados, uma vez que produzem mais citocinas pró-inflamatórias. Dessa maneira, passam por um envelhecimento vascular precoce e rápido, o que deixa a parede dos vasos rígida.

Por esses motivos, o coração fica sobrecarregado e tem que trabalhar mais para conseguir mandar o sangue para todos os tecidos do corpo. Ao longo do tempo, se o paciente não for tratado, ele desenvolve insuficiência cardíaca, caracterizada por aumento do coração e menor capacidade de funcionamento do músculo. O paciente passa a sentir falta de ar e cansaço aos menores esforços, ele também apresenta inchaço nas pernas e na barriga.

O tratamento da HAS é essencialmente clínico e tem a mudança dos hábitos de vida como primeira escolha. O indivíduo deve ser orientado a fazer atividades físicas regulares durante 150 minutos por semana e levantar durante 5 minutos a cada 30 minutos sentado. Ingerir menos doces, gorduras, bebidas com muito açúcar e carne vermelha, a dieta precisa ser rica em fibras alimentares (presente em vegetais e em cereais), em laticínios. O sódio deve ser restrito, de modo que o consumo de no máximo 2 gramas por dia (uma colher de chá de sal).

Em pacientes que não conseguem atingir a meta pressórica com as mudanças dos hábitos de vida, o tratamento com medicamentos é indicado. Muitas classes de fármacos podem ser usadas e associadas para conseguir reduzir a pressão arterial, as principais são: diuréticos, inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores do canal de cálcio e bloqueadores dos receptores de angiotensina.

Portanto, a hipertensão arterial sistêmica é uma condição clínica multifatorial que provoca doenças mais graves. Por isso, deve ser tratada da maneira adequada e, principalmente, prevenida com estilo de vida saudável. Assim, a investigação e acompanhamento médico são necessários para reduzir a morbimortalidade causada pela HAS (1).

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES) pelo projeto aprovado no EDITAL 01/DEACEC/EXTENSÃO/2021.

REFERÊNCIAS:

1. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandao AA, Feitosa ADM, et al. Brazilian Guidelines of Hypertension – 2020. Arquivos brasileiros de cardiologia. 2021;116(3):516-658.

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