web analytics

Brenda Moraes Santos1, Mable Pedriel Freitas1, Camila Botelho Miguel2

1 Graduando(a) em Medicina pelo Centro Universitário de Mineiros (UNIFIMES), Goiás, Brasil

2 Docente para o Curso de Medicina, Centro Universitário de Mineiros, Unifimes, Goiás, Brasil

Edição Vol. 8, N. 9, 27 de Setembro de 2021

Figura: https://www.canoas.rs.gov.br/noticias/confira-como-vai-funcionar-a-vacinacao-em-canoas-neste-sabado/ Acesso em 24 de Setembro de 2021

Há mais de dois séculos as vacinas são estudadas e usadas como tratamento preventivo de doenças infecciosas, e se mostraram recursos baratos e muito eficazes. Neste período pode-se observar a diminuição do número de contaminados e consequentemente do número de mortes, e um exemplo disso é a erradicação da varíola (1, 2).

Segundo a organização Mundial da Saúde (OMS) milhões de mortes são evitadas em todo o mundo devido ao uso de vacinas. Como exemplo temos a poliomielite, que na década de 80 causava a paralisia de milhares de crianças, e hoje está quase totalmente erradicada. Vale lembrar que a poliomielite é uma das vinte e cinco infecções que podem ser evitadas pelo simples ato de vacinar-se (3).

A vacinação reduziu de forma satisfatória e positiva várias doenças infecciosas. No entanto o não avanço da cobertura vacinal representa uma ameaça à saúde mundial. Além da falta de recursos e estrutura adequada observada em vários estados, a falta de adesão por parte da população colabora para o atraso dos programas de vacinação. Doenças que já estavam próximas da erradicação ou estabilizadas e controladas voltaram a aparecer, como por exemplo o sarampo. (3)

Por mais que haja comprovações suficientes do benefício e da eficácia da vacina, a resistência de parte da população em vacinar-se ainda é alta, e afeta de forma negativa o desenvolvimento das campanhas de vacinação. Essa resistência é fruto da desconfiança e do medo infundado dos efeitos colaterais da vacina o que acaba afastando as pessoas da possibilidade de vacinar (3).

A vacina é como um remédio, porém dado a pessoas saudáveis para evitar que elas fiquem doentes. Contudo, ao contrário dos medicamentos, a vacina beneficia não só o indivíduo, mas também a população em geral. Quando se atinge um nível de cobertura suficiente para interromper a propagação da doença a comunidade fica mais protegida, mesmo que todas as pessoas não estejam imunizadas. (1, 2)

Isso ocorre por meio da imunização em rebanho, que de forma indireta protege aqueles que não se vacinaram. Esse fato pode ser explicado porque a pessoa imunizada não possui em seu corpo o agente que causa a doença, e por isso não é capaz de espalhar, reduzindo o número desses circulantes no ambiente. (1, 2)

Enquanto a doença está ativa e causando problemas de saúde a população teme sofrer com as consequências, e então o índice de vacinação é alto. Mas após um tempo, quando a doença está controlada, surge a impressão de que ela não existe mais, aquela prevenção contínua deixa de acontecer, e as pessoas deixam de se vacinar. Com a cobertura vacinal reduzida o ressurgimento da doença é quase inevitável, favorecendo novos surtos e diversas mortes. (1)

As vacinas, assim como os medicamentos, são usadas para evitar e controlar doenças, e como todo remédio, elas podem apresentar reações adversas. Entretanto, essas reações são transitórias e raramente se manifestam de forma grave ou fatal. Além de cumprirem papel importante na imunidade dos indivíduos, ainda protege a vida (2).

Garantir o sucesso contínuo dos programas de imunização é responsabilidade de todos: população, profissionais de saúde, governo e indústria. Por isso é de grande importância que a sociedade se informe em relação a vacinação e mantenha o calendário vacinal em dia. (1)

REFERÊNCIAS

1. DOHERTY, Mark; BUCHY, Philippe; STANDAERT, Baudouin; GIAQUINTO, Carlo; COHRS, David Prado-. Vaccine impact: benefits for human health. Vaccine, [S.L.], v. 34, n. 52, p. 6707-6714, dez. 2016. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.vaccine.2016.10.025. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0264410X16309434?via%3Dihub. Acesso em: 20 set. 2021.

2. GUIMARÃES, Luísa Eça; BAKER, Britain; PERRICONE, Carlo; SHOENFELD, Yehuda. Vaccines, adjuvants and autoimmunity. Pharmacological Research, [S.L.], v. 100, p. 190-209, out. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.phrs.2015.08.003. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7129276/. Acesso em: 19 set. 2021.

3. COMMUNICATIONS, Nature. Vaccines work. Nature Communications, [S.L.], v. 9, n. 1, p. 1-2, 24 abr. 2018. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1038/s41467-018-04085-z. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5915378/. Acesso em: 20 set. 2021.

admin_cms

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


*

Anuncie
Seja um parceiro do Nanocell News. Saiba como aqui.

Inscrição Newsletter

Deseja receber notícias de divulgação científica em seu e-mail?

Aqui você irá encontrar as últimas novidades da ciência com linguagem para o público leigo. É a divulgação científica para os brasileiros! O cadastro é gratuito!

Alô, Escolas!

Alô, Escolas! é um espaço destinado ao diálogo com as escolas, públicas e privadas, seus professores e alunos de todas as áreas (humanas, exatas ou ciências) do ensino médio e superior. A seção Desperte o cientista em você traz notícias, dicas de atividades e experimentos para uso em sala. Aqui você encontra também informações sobre a coleção de livros publicados pelo NANOCELL NEWS sobre ciências e saúde, e sobre o Programa Instituto Nanocell de Apoio à Educação.

Edições Anteriores

Curta a nossa página

css.php