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A EQUAÇÃO DA FELICIDADE! O Sucesso Dos Outros Te Incomoda?

A EQUAÇÃO DA FELICIDADE! O Sucesso Dos Outros Te Incomoda?

Edição Vol. 3, N. 12, 27 de Junho de 2016

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2016.06.29.004

Bom, meu amigo! Se você não gosta de matemática é melhor rever seus conceitos e aprende-la. Verá que não é tão difícil assim e que lhe abre portas que nunca mais esquecerá. Inclusive as portas da felicidade! Sim, isso mesmo! A felicidade pode ser calculada pela matemática e isso pode tanto fazer que modifiquemos nossas atitudes e caráter, quanto poder multiplicar os ganhos em nossas vidas. Ganhos que não estão restritos a meras quantias no banco… Seria bom se a Pátria desEducadora, parasse de desviar tantos bilhões e a Felicidade seria somada a cada brasileiro que precisa dos serviços de saúde, educação, segurança… Melhor uma lavanderia com duchos d´água à jato!

O estudo, publicado na revista Nature Communications, descobriu que a desigualdade reduziu, em média, a felicidade. Isto era verdade se as pessoas estavam fazendo melhor ou pior do que outra pessoa que acabaram de conhecer. Os sujeitos jogaram realizando apostas para tentarem ganhar dinheiro e viram se outra pessoa ganhou ou perdeu as mesmas apostas. Em média, quando alguém ganhou uma aposta as pessoas ficaram mais felizes quando o seu parceiro também ganhou a mesma aposta em comparação com quando seu parceiro havia perdido. Esta diferença poderia ser atribuída à culpa. Da mesma forma, quando as pessoas perderam uma aposta elas ficaram mais felizes quando o seu parceiro também perdeu em comparação com quando seu parceiro ganhou, uma diferença que poderia ser atribuído à inveja (Figura 1).

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Figura 1: Para ser feliz, é simples, bem simples quanto a figura!

A equação proposta pode prever exatamente como as pessoas felizes serão baseadas não só sobre o que acontece com elas, mas também o que acontece com as pessoas ao seu redor. A pesquisa, realizada pelo grupo do Dr. Robb Rutledge (UCL Institute of Neurology and Max Planck UCL Center for Computational Psychiatry and Ageing Research). Em média, somos menos felizes se os outros obtêm mais ou menos do que nós, mas isso varia muito de pessoa para pessoa. Curiosamente, a equação nos permite prever quão generosa uma pessoa será em um cenário separado quando elas são questionadas sobre como gostaria de dividir uma pequena quantidade de dinheiro com outra pessoa. Baseado em exatamente como a desigualdade afeta a sua felicidade, podemos prever quais os indivíduos serão altruístas. Imagina esse pessoal que desviam bilhões dos cofres públicos? Soma-se o todo de cada brasileiro e dividem entre poucos. Alguns não podem nem pegar o ônibus, tem que ser uma aeronave especial paga por todos… que situação de egoísmo extremo é esse, hein!

Para o estudo, 47 voluntários que não se conheciam completaram várias tarefas em pequenos grupos. Em uma tarefa, eles foram perguntados como eles gostariam de dividir anonimamente uma pequena quantidade de dinheiro com outra pessoa que acabara de conhecer. Em outra tarefa, eles jogaram apostas monetárias que poderiam ganhar ou perder, e foram informados de que eles iriam ver o que outra pessoa recebeu da mesma aposta. Desta forma, os indivíduos poderiam conseguir o mesmo ou diferentes resultados de um dos parceiros sociais, às vezes ganhando mais e, por vezes, recebendo menos. Ao longo deste experimento, os participantes foram questionados sobre quão felizes se sentiam em intervalos regulares (Figura 2).

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Figura 2: Como as fortunas de outras pessoas afetam nossa felicidade? (1)

Onde t é o número teste, w0 é uma constante, outros pesos w capturam a influência de diferentes tipos de eventos, 0 ≤ γ ≤ 1 é um fator de esquecimento que faz com que eventos em estudos mais recentes sejam mais influentes do que aqueles em testes anteriores, CRj é uma determinada recompensa, se escolhida, em vez de uma aposta no teste j, EVj é a recompensa média para a aposta se escolhida no teste j, e RPEj é o RPE (reforço do erro de previsão) no teste j dependente da escolha da aposta. O EPR é igual à recompensa recebida menos a expectativa do teste EVj. Se o CR for escolhido, então EVj = 0 e RPEj = 0; se a aposta foi escolhida, então CRj = 0. As variáveis da equação são quantidades em que o neuromodulador dopamina tem sido associado com estudos de neurociência anteriores. O termo adicional w4 refere-se a desigualdade vantajosa (culpa) quando a recompensa recebida pelo sujeito Rj excede a recompensa recebida pelo outro jogador Oj, e w5 relaciona-se com a desigualdade desvantajosa (inveja), quando Oj excede Rj.

A nova equação mostra como a nossa felicidade depende não apenas sobre o que nos acontece e como isso se compara com outras pessoas. A equipe de pesquisadores desenvolveu uma equação para prever a felicidade em 2014, destacando a importância das expectativas, e a nova equação atualizada também leva em conta as fortunas de outras pessoas.

Os resultados mostraram que a generosidade das pessoas não era dependente de quem era o parceiro ou qual o parceiro que disseram preferir. Isso sugere que as pessoas estavam agindo de acordo com os traços estáveis de personalidade estável, em vez de sentimentos específicos sobre o outro jogador. Em média, as pessoas cuja felicidade foi mais afetada por ganharem mais do que outros, algo que pode estar relacionado com a culpa, deram 30% do seu dinheiro. É, nessa situação é que os políticos corruptos não estão… Aqueles que foram mais afetados por receberem menos do que os outros, algo que pode estar relacionado com inveja, deram apenas 10%. Também, acho que não é essa. Os corruptos devem pensar querer sempre mais e mais… tomam mais e mais… e o povo, sofre mais e mais (2) (Veja mais em A CORRUPÇÃO MATA).

Esses resultados sugerem que a generosidade para com estranhos diz respeito à forma como a nossa felicidade é afetada pelas desigualdades que experimentamos em nosso cotidiano. As pessoas que, embora, deram metade de seu dinheiro quando elas tiveram a oportunidade demonstraram nenhuma inveja quando elas experimentaram a desigualdade em uma tarefa diferente, mas se mostraram muito culpadas. E fico me pensando, será que esses caras não sentem culpa pelas mortes dos milhares de brasileiros na fila do SUS? Pelos mais de 60 mil assassinatos anuais? Pela falta de ensino, estrutura, ciência e tecnologia que levam os países a se desenvolverem e acabam com a desigualdade? Por outro lado, aqueles que mantiveram com todo o dinheiro para si não apresentaram nenhum sinal de culpa em outra tarefa, mas exibiram um monte de inveja. Ah, sim. Esse é o caráter dos corruptos. Esta foi a primeira vez que a generosidade das pessoas foi diretamente ligada à forma como a desigualdade afeta a sua felicidade. Os economistas têm tido dificuldade em explicar por que algumas pessoas são mais generosas do que outras, e estes experimentos oferecem uma explicação. O teste pode vir a ser uma forma útil de medir a empatia, o que poderia oferecer uma visão sobre distúrbios sociais, como transtorno de personalidade borderline (Originalmente designava um grupo de pacientes que vivia no limite da sanidade (daí o termo limítrofe), ou seja, na fronteira (borda, borderline) entre a neurose e a psicose.). Tais métodos podem nos ajudar a compreender melhor certos aspectos dos transtornos sociais, como a indiferença para com o sofrimento dos outros. E com isso explicar porque, mesmo sendo demonstrada e comprovada, alguns apoiam a corrupção e seus atores.

Fonte: Instituto Max Planck

Referências

1.Rutledge RB, de Berker AO, Espenhahn S, Dayan P, Dolan RJ. The social contingency of momentary subjective well-being. Nature communications. 2016;7:11825.

2.Resende RR. A CORRUPÇÃO MATA. Nanocell News. 2015;2(8).

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