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A DESCONSTRUÇÃO DE UMA NAÇÃO

A DESCONSTRUÇÃO DE UMA NAÇÃO

Caio S. Louis

É professor, cientista social e jornalista

Edição Vol. 2, N. 09, 17 de Março de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.03.16.003

Como uma sequência de governos corruptos distorcem os valores morais, subvertem uma sociedade e relega o futuro de uma nação a sua destruição? Esta é a história do país do futuro, jogada no lixo.

A teoria da subversão remonta a 2500 anos atrás. A primeira pessoa que formulou as táticas de subversão foi um filósofo chinês chamado Sun Tzu (500 a. C.). Ele foi um conselheiro para várias cortes imperiais na China antiga. E disse, após longa meditação que, implementar uma política estatal de uma maneira belicosa, isto é, lutando em um campo de batalha, é a forma mais contraprodutiva, bárbara e ineficiente possível.

Sabemos que a guerra é a continuação da política estatal. Então, se um Estado (digamos na forma de uma nação) quiser implantar com sucesso a sua política estatal e começar guerreando, esta é a maneira mais idiota de se fazê-la.

A mais refinada arte da guerra é não chegar a lutar; mas subverter qualquer coisa de valor no país do seu inimigo, até ao ponto em que a percepção da realidade do seu inimigo se deteriora, é perdida a tal ponto de ele não perceber ao Estado, a quem o “ataca” ou o subverte, como um inimigo! E então, sua política subversiva que vamos colocar aqui como sendo seu sistema de governo, sua civilização e suas ambições, administradas sobre seu inimigo, são percebidas por ele como uma alternativa construtiva, se não desejável, ao menos factível de ser aceita. Esse é o propósito final, a etapa final da subversão, após a qual o Estado pode simplesmente dominar seu inimigo sem disparar um tiro sequer! Uma manobra de lavagem cerebral, uma lavada ideológica, por mais estúpida, contraproducente e atrasada que for. Isto basicamente é o que é a subversão.

Como podem ver nenhuma menção a implodir edifícios, sequestrar aeronaves e agir como Kamikazes, lançar mísseis transcontinentais. Claro que Sun Tzu não sabia muito sobre mísseis teleguiados e explodir pontes. Talvez não houvesse tantas pontes naquela época!

O QUE É SUBVERSÃO?

Bom, mas o que é essa subversão? Como promover a ação de mudança a partir de seu inimigo? Já que não mudamos as pessoas, como podemos então fazê-las mudar e aceitar sua sugestão?

Basicamente, consiste em 4 estágios temporais, ou 4 períodos. Por exemplo, se considerarmos o tempo atual, hoje, e formos neste sentido no tempo, hoje seria o ponto inicial.

A primeira etapa da subversão é o processo chamado desmoralização. E ela diz por si mesma, o que é.

Desmoralização

Ou então, o que seria mais adequado, se considerarmos que o ponto inicial fosse há 13 anos estamos justamente ao final dessa etapa.

Leva, digamos, de 15 a 20 anos para desmoralizar uma sociedade. Por que 15 ou 20 anos? Esse é o tempo suficiente para se educar ou formar uma geração de estudantes ou crianças. Uma geração. Um tempo de vida de uma pessoa, de um ser humano, que é dedicado a estudar, a formar sua mentalidade, sua ideologia, sua personalidade. Não mais, não menos. Normalmente, leva de 15 a 20 anos.

O que inclui?

Inclui: Influenciar, gerar dúvidas por vários métodos de infiltração na opinião da sociedade, métodos de propaganda em massa e articulada, contatos diretos que podem ser até por meio dos educadores (irei descrevê-los depois), várias áreas onde a opinião pública é formada ou moldada: religião, sistema educativo, vida social, administração, sistema fiscalizador legal (digamos pelo meio militar, é claro) e relações de trabalho _ trabalhador e patrão, economia. Cinco áreas.

A tática da subversão sobre a qual estamos discutindo é similar à arte marcial. Se alguns de vocês estão familiarizados com esta tática, provavelmente lembrar-se-ão de que, se um inimigo é maior ou mais pesado do que você, seria muito difícil e doloroso resistir ao seu golpe direto. Se uma pessoa mais pesada quer-que acertar no rosto, seria muito ingênuo e contra produtivo eu parar o seu golpe. A arte chinesa e japonesa do judô, diz-nos o que fazer: Primeiro, evitar o golpe, e então agarrar o punho e continuar o seu movimento no sentido em que estava antes, até que o inimigo se espatife na parede ou, com o arremesso, caia no chão.

Então, o que acontece aqui: O país-alvo, obviamente, faz algo errado. Se for uma sociedade livre, democrática, então é certo de que há vários movimentos diferentes dentro da sociedade desse país. Há, obviamente, em toda a sociedade, pessoas que são contra a sociedade. Podem ser criminosos comuns, em discordância da política estatal; inimigos declarados; simples personalidades psicóticas que são contra tudo… E, finalmente, há o pequeno grupo de agentes de uma nação estrangeira, comprados, subvertidos, recrutados. No momento em que todos estes movimentos estiverem direcionados num mesmo sentido, esta é a hora de agarrar este movimento e continuá-lo até que o movimento force a sociedade inteira ao colapso, à crise. Esta é exatamente a tática da arte marcial. Não paramos um inimigo; deixamo-lo ir, ajudamo-lo a ir na direção e no sentido em que nós queremos que eles vão.

Então, na etapa de desmoralização obviamente que há tendências em cada sociedade, em cada país, que estão indo na direção oposta aos princípios e valores morais básicos. Tirar vantagem destes movimentos, faturar em cima deles é o maior propósito do promotor da subversão.

Assim, temos:

1. A religião;

2. A educação;

3. A vida social;

4. A estrutura de poder;

5. As relações de trabalho — sindicatos;

6. E, finalmente, temos a lei e ordem.

Estas são as áreas de aplicação da subversão.

O QUE SIGNIFICA, EXATAMENTE?

No caso da religião: Destrua-a. Ridicularize-a. Substitua-a por várias seitas, cultos, que levam a atenção das pessoas, a fé (seja ela ingénua, primitiva… não importa muito), desde que o dogma religioso, basicamente aceito, seja erodido devagar e levado para longe do propósito supremo da religião — que é manter as pessoas em contato com o Ser Supremo. Isto serve ao propósito. Logo, substitua as organizações religiosas aceitas, respeitadas, por organizações falsas. Distraia a atenção das pessoas da fé real e atraia-as a várias fés diferentes. Interessante que, se pararmos para pensar e rever o que está ocorrendo no Brasil nos últimos anos é exatamente isso. O Estado é laico _ e deve sê-lo _, mas somos um país “multi-cultural”, onde tudo deve ser permitido. _ Calma lá não é mesmo? Estupro deve ser permitido? Pedofilia o deve ser? Mas é o que está acontecendo _. Onde se via só Cristo como sendo o Deus vivo, agora tem que se aceitar e todos reconhecerem que todas as “divindades” são permitidas, mesmo sendo seitas satânicas, essas também são o deus que nos criou. Particularmente, pode fazer parte da vida dos corrompidos, na minha está repreendido no nome de Jesus!

Educação: Distraia-os de aprender algo que seja construtivo, pragmático, eficiente. Em vez de matemática, física, línguas estrangeiras, química…, ensine-lhes a história do conflito urbano, comida natural, economia doméstica, a sua sexualidade…, qualquer coisa, desde que se afaste do conhecimento essencial. Isto tudo impede a pessoa de poder caminhar por si mesma, de formar sua própria opinião. Hoje as ideias são formadas e dadas como certas e únicas àquelas que desmoralizam a família e, por conseguinte, a sociedade. Nada mais e além do que ocorre no ensino médio, onde o aluno sai sem nem saber ler (pois não existe método de avaliação e reprovação), e vai para a universidade, onde é aprovado sem se formar. Tira-se o diploma, mas não se forma. Algum professor quer questionar e dizer que não é assim? Em minhas salas de aula, menos de 10% dos alunos compreendem o que está descrito em um livro. Em duas perguntas que, embora seja a mesma pergunta e tenham exatamente a mesma resposta estão descritas com palavras diferentes, 90% não sabe interpretar o que estão lendo. Isso, em uma universidade pública!

Vida social: Substitua as instituições e organizações tradicionalmente estabelecidas por instituições falsas. Tire a iniciativa das pessoas. Tire a responsabilidade às ligações naturalmente estabelecidas entre indivíduos, grupos de indivíduos e a sociedade como um todo e substitua-as por órgãos artificialmente e burocraticamente controlados. Aliás, burocracia é a ordem do dia em uma governança corrupta. Em vez de vida social e amizade entre vizinhos, estabeleça instituições de assistências sociais — pessoas que estão na folha de pagamento de quem? Da sociedade? Não: Burocracia! A principal preocupação dos assistentes sociais não é a sua família, não é você, não é a relação social entre grupos de pessoas. A preocupação principal é receber o cheque de pagamento do Governo. Qual será o resultado do serviço social deles? Realmente, não importa. Eles podem desenvolver todo o tipo de conceitos para mostrar ao Governo e ao povo que eles são úteis. Como uma contabilidade criativa. Onde somente números importam. Números de alunos que saem do ensino médio e entram na universidade. Número de alunos que concluem a universidade. Número de pessoas na classe “média”. Mesmo que não haja qualidade ou que se puxe para baixo (um salário mínimo e meio você já é considerado da classe média no Brasil! Parece piada, não é mesmo?!). Para longe dos elos naturais.

Estrutura de poder: Os órgãos naturais de administração que tradicionalmente são eleitos pelo povo em geral ou indicados pelos líderes eleitos da sociedade são substituídos ativamente por órgãos artificiais: órgãos de pessoas, grupos de pessoas que ninguém jamais elegeu! Na verdade, a maioria das pessoas não gosta e nem concorda com eles, no entanto, ainda assim eles existem. Um destes grupos é a comunicação social. Quem os elegeu? Como podem eles ter tanto poder, poder quase monopolista sobre a sua mente?! Eles podem violentar a sua mente! Mas quem os elegeu? Como podem? Eles têm ousadia de dizer o que é bom ou mau para a sociedade, ou o desejo delas. Lembram-se das manifestações de 2013 sobre os desvios de recursos com a Copa da Fifa (a pseudo Copa do “Mundo”) no Brasil? Todo o Brasil manifestou-se contra a corrupção, contra a roubalheira generalizada e falcatruas de todas as esferas dos governos e instituições públicas. Todos cansados da péssima qualidade do serviço público, da saúde, segurança, da qualidade da educação (Pátria “Educadora” é uma gozação com o brasileiro!). E, incrivelmente, a televisão e o governo decidiram que aquelas megamanifestações eram apenas do “Passe Livre”, por meros R$0,20 (vinte centavos de reais). E elegeram pessoas sem representação nenhuma para serem os portas vozes de toda a sociedade brasileira… Lembram-se disto? Quem diabo são eles?! Eles acham que sabem. Não sabem!

O nível de mediocridade em grandes estabelecimentos como Universidades Federais, Jornais, grandes redes de televisão é imensurável. Você não tem de ser um jornalista excelente, basta postar uma mensagem no Facebook dizendo que protege os direitos de animais, rebolar com a bunda seminua, ou ser homossexual com cabelo comprido dizendo que é formado para ser considerado “intelectual” pela mídia subversiva do Poder (governamental). Você tem de ser exatamente um jornalista medíocre. É mais fácil sobreviver: Não há mais concorrência. Tem que fofocar da vida alheia para se ter telespectadores e com uma bela e boa renda. E pronto. Se é melhor ou pior, não importa mais, desde que sorria para a câmara e faça o seu trabalho. É isso. Não há mais concorrência. Estrutura de poder é lentamente erodida pelos órgãos e grupos de pessoas que não têm qualquer qualificação, nem a vontade do povo para mantê-los no poder, e ainda assim eles têm poder.

Junto com isto, há outro processo — Fiscalização, lei e ordem _ a polícia: A organização está sendo erodida. Nos últimos 20 anos, se virem as notícias de jornais escritos e televisivos, ou filmes antigos e os filmes novos, verão que, nos filmes novos, um policial é interpretado como burro, raivoso, psicótico, paranoico e assassino. E o criminoso é representado como um festeiro, um bon vivant ou “curtindo a vida adoidado”, como: Bem, ele fuma maconha e injeta qualquer droga; mas, basicamente, é um ser humano bonzinho. É criativo, um intelectual autodidata da boa vida. E é improdutivo só porque a sociedade o oprime, coitadinho, não teve oportunidades… (mas teve para comprar a droga!); enquanto o policial que ganha um salário miserável e tem que se expor ao perigo de um bom vivant de qualquer idade poder tirar-lhe a vida porque estava chapado é sempre, por definição, um burro, um maníaco psicopata que mata sem pensar. O policial é um porco, um rude, que abusa do poder… Uma generalização de que todos os policiais são picaretas tão quanto os traficantes e assassinos. O ódio, a desconfiança para com as pessoas que vos devem proteger e fazem cumprir a lei e a ordem. É a instauração do relativismo moral! Verão que isso não é exclusivo da polícia. Em toda a sociedade foi inculcado o relativismo moral para toda e qualquer situação mais absurda moralmente. Hoje, se um homem de 60 anos tem o desejo por uma criança de 14 anos não é pedofilia, mas o amor é possível para qualquer idade… Idade de avô! O pai de 50 anos pode ter relação sexual com a filha de 16 anos. Não é mais relação incestuosa! Isso é o relativismo moral.

Uma substituição lenta dos princípios morais básicos, em que um criminoso não é bem um criminoso: é um réu. Mesmo que sua culpa esteja provada, há ainda uma dúvida. Matar ou não matar, ser ou não ser. “Não matarás!” Sim! Mas esta fala pode não ser necessariamente aplicável a um assassino despudorado de 16 anos! Como se não soubesse o que está fazendo, mas pode votar e decidir o “futuro” da nação… Que país é esse? “Não assassinarás!” — esta deveria ser a premissa, e não “não matarás”. É crime hediondo independente da idade. Não estou dizendo que qualquer crime deve ter sua punição para o “de menor” com prisão, mas crimes hediondos como assassinatos dolosos por motivo torpe ou banal e outros deveriam ter punição exemplar para que não se repetissem e nem os “de menores” fossem recrutados para livrar a cara de bandidos.

Relações trabalhistas: Nesta etapa, dentro de 15 a 20 anos, destruímos os elos tradicionalmente estabelecidos de negociação entre patrão e empregado. A clássica teoria marxista-leninista de troca natural de bens: Uma pessoa “A” tem 5 sacas de cereais e uma pessoa “B” tem 5 pares de sapatos; e a troca natural, sem dinheiro (escambo) é quando eles negociam entre si. E, apenas com a introdução de uma terceira pessoa “C”, que é um completo alienígena, estranho à negociação, e diz: “Não dê a ele as 5 sacas de cereais. Dê elas a mim. E você, dê-me os seus 5 pares de sapatos, e eu distribuirei de acordo.” Inicia-se então a morte da troca natural, a morte da negociação natural.

Bem, os sindicatos foram estabelecidos há mais de cem anos. O objetivo era melhorar as condições de trabalho e proteger os direitos dos trabalhadores daqueles patrões que estavam a abusar de seu direito, já que tinham mais dinheiro. Objetivamente, naquela época, inicialmente o movimento dos sindicatos funcionou de fato. O que vemos agora é que o processo de negociação não está mais a resultar no acordo que leva diretamente à melhoria de condições de trabalho e aumento de salário. O que vemos é que, após cada greve prolongada, os trabalhadores perdem. Mesmo que tenham aumento de 10% nos seus salários, não conseguem recupera-lo totalmente por causa da inflação e do tempo perdido. Mais que isso: Milhões de pessoas sofrem com aquela greve, porque agora a economia é interdependente, está entrelaçada como um único corpo. Se, antes, os siderúrgicos, digamos cem anos atrás, podiam entrar em greve, ninguém sofreria. Agora, é impossível. Se um funcionário do lixo entra em greve, hoje, o resto da cidade com milhões de habitantes fica a cheirar mal. Quero dizer, o serviço faltará. É o que acontece com a atual greve dos caminhoneiros, por exemplo! Você pode ficar sem comer tomate ou sem ele para jogar nos políticos! Eles recuperaram o salário? O diesel abaixou? Conseguiram algum tipo de ganho? Não! Perderam! Quem ganhou com isto? Os líderes do sindicato. Bom, por enquanto também não. Mas, é bem provável que no final só eles ganharão. Pense então no ABC paulista e seus sindicatos dos metalúrgicos? Quem ganha com a greve deles? Já viram que até morte ocorre para ser o presidente dos Sindicatos? A quem interessa realmente a posição de presidente e “negociador” senão àqueles que querem tirar o deles por fora? Qual é o motivo da greve? Melhorar as condições do trabalhador? Não! Óbvio que não é! Então qual é? IDEOLOGIA! Para mostrar a esses capitalistas! E a horda obediente de trabalhadores, como ovelhas, que segue essa gente e não pode desobedece-las. Por quê? Porque se desobedecerem, sabem o que acontece com eles? Piquetes, assassinatos, camionistas baleados por piquetes!… Quando trabalhadores de uma fábrica de carros destruíram computadores e equipamentos na fábrica e a administração contratou fura-greves, os seus carros foram virados de cima para baixo e queimados. As suas casas foram queimadas! Os seus filhos foram intimidados e houve vítimas! Disto, vocês podem ter a certeza. Por quê? Para melhorar as condições dos trabalhadores? Não! Pura ideologia!

Isto é o que basicamente acontece. As tendências naturais estão sendo bastante aproveitadas e exploradas pelos sistemas de propaganda político-governamental. Como? Sempre que um sindicato entra em greve, temos inflames de propagandas, meios de comunicação social, uma verdadeira disseminação ideológica: “O direito dos trabalhadores”! E repetimos, como papagaios: “Sim, o direito dos trabalhadores”. Direito de quem? Dos trabalhadores? Não! A única liberdade do trabalhador — que é vender o seu trabalho de acordo com o seu próprio desejo e vontade — é-lhe tirada! Por quem? Pelo chefe do sindicato. É dado poder ilimitado, responsabilidade… Quero vender o meu trabalho, não por 2,50 a hora, mas por 2 reais. Eu não tenho o direito! A minha liberdade é-me negada. Eu sei que se vender o meu trabalho por 2 reais a hora e não por 3 reais, concorrerei melhor com o outro indivíduo, que é preguiçoso e mais ambicioso. Eu não preciso de 3 reais. Preciso apenas de 2 reais. Não! Fui forçado a acreditar pela comunicação social, pelas empresas, por agências publicitárias que preciso de mais e mais e mais! Já viram alguma publicidade na TV para consumir menos? Não! De modo nenhum! Se precisa de um carro de 6 cilindros ou não, tem de comprá-lo e é já! Economize, comprando mais! O que temos são fanáticos seguidores de partidos corruptos, ou que se não estão ganhando querem ganhar com eles, sendo membros de editoras, de organizações estudantis (DCEs, UNE, etc), grupos religiosos, com dizeres de luta de classes, se não diretamente com propaganda socialista antiquada, dizendo que são as aspirações legítimas da classe operária: melhoria de vida, igualdade… Igualdade! Vejam só! O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva uma vez disse: “Povo, vamos fazer o Brasil acreditar que as pessoas nascem iguais!” As pessoas nascem iguais? Há alguma menção na Bíblia ou em alguma outra escritura sagrada de qualquer outra religião? Qualquer religião! Se não acredita em mim, vá para a biblioteca e procure. Não há uma única palavra sobre igualdade! Mas o oposto: Pelas tuas ações, Deus te julgará! O que você faz é importante: o mérito da sua personalidade. Você não pode legislar igualdade. Se quer ser igual, você tem de ser igual! Tem de merecer. Vamos dar abertura para que todos possam entrar na Universidade e, claro, sair dela… Então, diga-me, como fazer uma pessoa que não teve qualquer ensino básico, não sabe ler, não compreende o que está escrito entrar na Universidade sem ter o mínimo de conhecimento básico? Acabe com o mérito de quem tem para colocar os que, infelizmente, não tem a menor condição. E como fazer para que eles saiam da universidade com diploma? Passe todos mesmo sem saber nada! Não se pode atribuir notas ou aplicar provas em que os alunos tirem notas diferentes. Isso é isolar esses alunos do resto da turma. É segregacionismo. É vexatório. É papo furado de um governo pilantra e corrupto. É dar diploma para quem não conseguirá ser responsável pelo que-lhe foi dado. O indivíduo ganha o diploma, mas não se forma como profissional. Como um engenheiro desses poderá assinar pela construção de edifícios que virão a cair? Como poderá um professor ensinar aos seus alunos se o professor com diploma não sabe interpretar e nem escrever? O que se esperar do futuro de um país onde se educa pela deseducação, pela não formação do profissional? Em 5 anos não teremos nenhum profissional que possa salvar a vida de pacientes na fila do SUS! Já imaginaram ser atendido por médicos que somente receberam o diploma, mas não sabem clinicar? Serão piores do que os médicos “cubanos”. Pois bem, tirar uma criança da rua é muito mais do que dar um diploma a ela. É dar a ela e sua família condições de emprego; de orgulho de trabalhar; de conseguir, pelas suas próprias mãos, sua propriedade; pelo seu esforço, o conhecimento; pela sua competência seu emprego que lhe renderá seu salário ao final de cada mês; sua alimentação, saúde de seus filhos, dignidade de viver! São condições básicas que necessitam para, então, pelo esforço conseguir subir, como todos os outros, a escada da vida, da competência, do mérito de vencer os obstáculos por si mesmos. Uma vitória própria de cunhos erguidos para o labor do mérito.

E ainda assim, construímos a nossa sociedade sobre o princípio de igualdade. Vocês dizem: “As pessoas são iguais”. Iguais em direitos sim, iguais em capacidade não. Todo mundo tem o cérebro de Einstein? E se tivessem? Saberiam usa-lo como ele usou? Sabemos que as pessoas não são iguais! Algumas pessoas são altas e estúpidas; outras são baixas, carecas e inteligentes. Algumas… Se as fazemos iguais à força, se colocarmos o princípio da igualdade na base da nossa estrutura sócio-política, é o mesmo que construir uma casa na areia. Cedo ou tarde, ela vai desmoronar; e é exatamente o que acontece.

É verdade ou não? Pensem bem! Oportunidades iguais. Deve haver oportunidades iguais? Para quem luta e se esforça? E para um safado preguiçoso que nunca fez nada e fica somente a mamar nas tetas da mãe pátria? Pensem nas cotas das universidades, por exemplo. Há dez anos, quando não se tinha dinheiro, o que nossos pais faziam? Trabalhavam mais para pagar uma escola de qualidade para nós. E o que fazíamos? Estudávamos dia e noite, ou pelo menos, dois turnos, enquanto trabalhámos outros dois. Hoje, quem cursou o ensino público, praticamente não precisa fazer prova para entrar na universidade. São aprovados sem mérito e sem conhecimento. Levando toda a classe para o fundo do poço, para o nivelamento por baixo. É isso o que acontece. Todos saem como entraram, sem saber nada! E muitas vezes quando chegam lá essa é a desculpa que dão pela falta de conhecimento total que têm de não saber ler e nem interpretar os textos básicos que deveriam saber ao entrar. Quero dizer, o mínimo que deveriam saber para entrar na faculdade não o sabem porque sua aprovação é automática. E sairão também sem saber nada porque sua aprovação é automática. Ganharão assim seu diploma, mas não se formarão como profissionais. Então, temos que dar a torcer toda uma geração, o futuro de uma nação para se ter números e não ter profissionais formados.

Bem, eu sou muito ativo, mas algumas pessoas não gostam disso. Então, porque deveríamos ter oportunidades iguais? Por quê? “Oportunidade igual de se destacar.” Oportunidades iguais em circunstâncias iguais, sim, mas vocês sabem que as pessoas são diferentes. Destacar-se, sim, supondo que cheguemos ao mesmo nível de excelência, perfeição, que é um futuro distante e hipotético. Sim, talvez. Mas sabemos perfeitamente bem que, mesmo com as melhores intenções, as pessoas não poderiam ser iguais. Porque deveríamos ter igualdade no, digamos sistema legal? Eu, que me considero um cidadão cumpridor da lei, e uma pessoa que diz que vai ao trabalho e acaba por roubar? Sim, essa pessoa pode roubar tirando recursos ou pode roubar não trabalhando. É o que acontece muitas vezes nas universidades e serviços públicos. Toda vez que um funcionário público não faz seu serviço ele rouba de você e de mim o salário que recebe. Rouba o seu direito e o meu por não cumprir com o trabalho dele. Quer um exemplo clássico na universidade? Professores que, além de dar aulas, orientam alunos de pós-graduação, fazem pesquisa e serviços administrativos, contrapondo-se àqueles que somente dão algumas horinhas de aula. Outro? O técnico que trabalha durante 11 horas de segunda a sexta-feira e aquele outro que falta duas semanas em um mês, ou que chega às 6, para assinar o ponto, vai embora e volta às 4 para assinar o ponto. Quem chega às 6 horas na universidade? Ninguém. Então vai fazer o que se não tem ninguém para atender?… E o servidor que está no SUS? Sabe que quando faltam medicamentos, muitas vezes é isso o que acontece, é um funcionário da prefeitura que não preencheu os relatórios necessários para enviar ao governo estadual e este ao federal requerendo os medicamentos necessários? Se ele não trabalha todos nós pagamos o pato!

Digamos… O Governo Federal, sob Dilma e Lula, importou milhares de cubanos dizendo-se médicos. Muitos não o são ou não tem o conhecimento mínimo necessário para sê-lo. Em qualquer país do mundo, para se ter o diploma reconhecido para uma dada especialidade, é necessário que o requerente faça a prova de conhecimentos específicos de sua formação. Se tiver o mínimo poderá trabalhar com tal profissão. Os médicos “cubanos” (entre aspas porque não são somente cubanos, podem ter outra nacionalidade) foram aceitos sem, ao menos, fazer a prova de proficiência em português e de conhecimentos de medicina. Chegam ao absurdo de indicar radiografia para mulheres grávidas! Isso pode induzir câncer no feto, para quem não entende. Ainda assim, foram aceitos. Acham que é justo aquele que trabalha como (com o perdão da palavra!) cavalo dentro de um centro de atendimento de urgência, que estudou feito um louco para aprender e poder aplicar a medicina para salvar vidas, deveriam ter os mesmos direitos que um imigrante ou um “Zé à Toa” ganhar o mesmo que você? Por quê? E ainda assim, repetimos como papagaios: “Igualdade, igualdade, igualdade!” E o sistema de propaganda alienadora pseudosocialista ajuda-nos a acreditar que a igualdade é algo desejável.

A democracia não significa igualdade: é o sistema em que pessoas diferentes, pessoas desiguais, têm sorte de sobreviver e de se ajudarem umas às outras, em constante concorrência, em constante aperfeiçoamento. É ter a oportunidade de crescer, pelo trabalho, pelo esforço próprio e de ter seu próprio negócio, ganhar seu dinheiro e ter o que deseja. Ter seu direito de cidadão de ir e vir. Ter direito às condições básicas que nos são negadas pelo governo. Não uma igualdade que é imposta por um padrinho político qualquer. E a igualdade absoluta existe ou existiu em algum país que se diz comunista ou socialista? Fidel foi considerado pela revista Forbes como um dos homens mais ricos do mundo! Enquanto o povo de “sua” ilha passa fome e necessidades essenciais…

Então, no momento em que se levam um país ao ponto de quase total desmoralização, em que nada funciona mais, quando não têm a certeza do que é certo ou errado, bom ou mau, quando não há divisão entre o bem e o mal, quando até os líderes da Igreja dizem às vezes: “Bem, violência em favor da justiça, especialmente justiça social, é justificável…” é o mesmo que “Os fins justificam os meios”. Absurdo isso! Violência não é justificável, especialmente em favor de “justiça social” introduzida por alienadores pseudosocialistas.

Assim passamos ao próximo passo, a desestabilização.

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  • A DESCONSTRUÇÃO DE UMA NAÇÃO
  • 5
  1. Anderson Zalewski Vargas disse:

    Fui aluno de colégio militar nos anos 70 e me surpreendi ao ler este texto porque me lembra as aulas sobre a Doutrina da Segurança Nacional. Lamento profundamente esta tentativa de restaurar um ambiente de “pátria ameaçada” quando estamos em pleno regime democrático.

    04/abril/2015 ás 09:50
  2. Anderson Zalewski Vargas disse:

    Tentei encontrar alguma informação na internet deste sr. Cario S. Louis e nada achei. Pesquisei no Portal Lattes e tb nada consta. Gostaria de encontrar outros trabalhos deste senhor. Poderiam informar outros artigos, trabalhos, livros?

    04/abril/2015 ás 10:21
  3. Caio S Louis disse:

    Caro Anderson,
    lamento não ter compreendido o texto como ele é e a que se refere. Compreender o estado militar e a política militar, muito mais do que o usufruto das benéfices públicas usuais do congresso, o militar usa para si próprio. Muito pelo contrário. Qualquer forma de resgate da liberdade individual seja por uma instituição militar ou um partido que se coloca institucional e, pior, como autoritário pseudoprósocial público como este que está aí se apresenta, é roubar o poder do povo, retirando e alienando suas possibilidades e merecidas garantias de liberdade de crescimento, riqueza e conhecimento, além de formação. Se ler e compreender e verá que o que o relativismo moral falso e hipócrita populista e analfabeto que se prega é o que este governo se aplica contra o próprio poder ao povo.

    08/abril/2015 ás 23:46
  4. Caio S Louis disse:

    Caro Anderson,
    lamento não ter compreendido o texto como ele é e a que se refere. Compreender o estado militar e a política militar, muito mais do que o usufruto das benéfices públicas usuais do congresso, o militar usa para si próprio. Muito pelo contrário. Qualquer forma de resgate da liberdade individual seja por uma instituição militar ou um partido que se coloca institucional e, pior, como autoritário pseudoprósocial público como este que está aí se apresenta, é roubar o poder do povo, retirando e alienando suas possibilidades e merecidas garantias de liberdade de crescimento, riqueza e conhecimento, além de formação. Se ler e compreender e verá que o que o relativismo moral falso e hipócrita populista e analfabeto que se prega é o que este governo se aplica contra o próprio poder ao povo.

    13/abril/2015 ás 22:35
  5. José Araken disse:

    Gostei muito da aplicação, só não vi a citação das fontes.

    18/julho/2015 ás 15:20

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