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A DESCONSTRUÇÃO DE UMA NAÇÃO (parte 2)

A DESCONSTRUÇÃO DE UMA NAÇÃO (parte 2)

A Desmoralização Das Instituições Públicas

Caio S. Louis

Edição Vol. 2, N. 10, 07 de Abril de 2015

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2015.04.06.009

Como uma sequência de governos corruptos distorcem os valores morais, subvertem uma sociedade e relega o futuro de uma nação a sua destruição? Esta é a história do país do futuro, jogada no lixo.

Voltamo-nos a nos encontrar e a discutir um ciclo que vem se perdurando a 13 anos. Nesta segunda parte vamos encarar a desmoralização, a desestabilização, a falta de crédito das Instituições Públicas, sejam elas as Universidades, os Bancos, a Polícia Federal, o Senado, a Câmara Departamental, ou mesmo os Hospitais Públicos, que foram recheados por escândalos e desmandos de governos consecutivos corruptos. Essa é a palavra de ordem do momento. Desestabilizar todas as relações, todas as instituições e organizações que outrora, já foram aceitas no país.

E como isso é feito? A relação de desmoralização não significa a destruição de prédios, monumentos, instalações, mas sim desacreditar uma instituição ou uma pessoa por chacotas, mentiras ou desmandos repetidos por pessoas que ocupem cargos superiores das próprias instituições ou paralelas. E isso pode ser feito pelo “líder” sozinho! A área de aplicação é mais estreita agora. Não é como no caso anterior. As ações abertas, legítimas, de partidos que se tomam acima do poder, acima da nação, neste caso, mal seriam perceptíveis.

Então, a área de aplicação aqui estreita-se para:

1. Economia (novamente, relações trabalhistas, correto?);

2. Para lei e ordem e militares;

3. E, novamente, a comunicação social, mas um pouco diferente. (Mais para a frente explicaremos melhor.)

Três áreas, basicamente. Que abordaremos em seguida.

ECONOMIA

A radicalização do processo de negociação. Se naquela etapa ainda poderíamos atingir, teoricamente, algum acordo positivo entre as partes negociantes, com introdução arbitrária de juízes de terceira parte, objetivamente julgando as exigências de ambos os lados; aqui é a radicalização. Na etapa de desestabilização, não chegamos a um acordo nem dentro de uma família. O marido e a mulher não poderiam descobrir o que é melhor: O marido quer que os filhos comam à mesa, e a mulher quer que a criança corra pelo cômodo e derrube a comida pelo chão. Eles não conseguem chegar a um acordo, a não ser que comecem uma luta. É impossível chegar a um acordo, um acordo construtivo entre marido e mulher, entre vizinhos, entre estados, entre o senado e a câmara. Alguns dizem: “Não estacione seu carro em frente à minha, não gosto de outros automóveis em frente ao meu imóvel nesta hora, porque é o horário em que chego em casa e essa vaga é minha”. Claro, a rua é um bem público e não é de propriedade nem de quem estaciona o carro e nem do morador da residência que a rua fica em frente à sua casa. E olha que essa casa pode ser até alugada! Absurdo, não? E eles não conseguem entrar em acordo. A confusão gerada é imensurável podendo ir parar em um tribunal ou coisa assim.

É a radicalização das relações humanas, sem mais acordo. Brigas, desentendimentos e ameaças! As relações normais tradicionalmente aceites são desestabilizadas. As relações entre professores e alunos em escolas e universidades passam por brigas e ameaças! Se os alunos não conseguem a nota necessária para sua aprovação, mesmo sem ter estudado e feito por merecerem, a culpa é dos professores. Inversão de valores. As relações, na esfera econômica, entre empregados e patrões são mais radicalizadas. O patrão não pode mais exigir de seu empregado suas obrigações. Não há mais aceitação da legitimidade das exigências dos trabalhadores. Vejam por exemplo o caso dos japoneses, com a teoria Z, na qual os trabalhadores estão envolvidos no processo de decisão, então eles não têm incentivo moral para irem contra os seus patrões. Imaginem, por exemplo, se a decisão do empresário é aumentar a eficiência do trabalho, produzir mais com menos obtendo-se, assim, maiores lucros que serão repartidos entre os funcionários. Qual empregado iria contra o fato de receber mais? Somente em instituições estagnadas e sem méritos onde se tomam decisões por base de que todos devem ter o mesmo padrão nulo de eficiência. No Brasil, é justamente o oposto. Quanto mais difícil a briga, melhor, mais heroicos os sindicatos dos operários, por exemplo, eles se parecem. Quando os metalúrgicos de São Bernardo do Campo estavam em greve, recentemente, os correspondentes de emissoras de TV locais em todos o Brasil abordaram os grevistas, e estes diziam: “Ah, sim, estamos a fazer algo de bom!”. E pareciam heróis e demonstravam orgulho. Apresentavam até uma família, mostrando o marido, sua mulher e alguns filhos, em protesto contra os patrões, acampando em frente às montadoras. Foram apresentados à audiência como uma gente heroica e boazinha.

Os embates violentos entre montadoras, funcionários, grevistas e sindicatos são apresentados como algo normal. Há 10, 15, 20 anos atrás, ficaríamos nervosos, e diríamos: “Porquê? Por que tanto ódio?” Hoje, não. Dizemos: “Bem: lugar-comum!” Radicalização, polícia às vezes, e ações violentas e conturbadas com protestos e abusos de ambos os lados. Pessoas baleadas!

LEI E ORDEM

Tal qual a economia, também é empurrada para áreas em que as pessoas antes resolviam as suas diferenças pacificamente e legitimamente. Agora, estamos cozinhando com casos judiciais nos casos mais irrelevantes. Não conseguimos mais resolver os nossos problemas. A sociedade como um todo apresenta-se cada vez mais antagônica seja entre os indivíduos, grupos de indivíduos ou suas próprias instituições.

comunicação social coloca-se em oposição à sociedade em geral, como um todo, separada, alienada. Nesta etapa, aí é quando os estudantes, digamos, após passarem por “lavagem cerebral” em centros “didáticos” de formação político-partidário, mais partidário do que política em si, são colocados em situações de visibilidade ou à frente de uma classe, mesmo que não representem claramente aquela classe. Como é o caso da UNE, dos diretórios acadêmicos, onde se tem um partido que coordenada e financia, ditando quem será o próximo “bixo grilo” a palpitar em nome dos estudantes. Estando já nas instituições, objeto da subversão, partem para a ação! Os adormecidos acordam! O gigante acordou! Lembram-se? Dormiram por 10 a 15 anos. Agora, tornaram-se líderes de grupos, intelectuais… pessoas públicas. Agem proeminentemente. Incluem-se ativamente no processo político. De repente, vemos um homossexual… Há 15 anos, ele cometia as incoerências dele e ninguém ligava e, agora, ele faz disso uma questão política. Exige reconhecimento, respeito, direitos humanos e junta um grande grupo de pessoas, um grupo de “pessoas comuns”, seu próprio grupo, porém verbalizando que são pessoas comuns da sociedade. Não estou dizendo que os homossexuais são anormais. Estou exemplificando que o tal “líder” juvenil chama seus camaradas dizendo que não são seus camaradas, mas pessoas comuns do povo que se aliam com seus ditames. E há choques violentos entre ele e a polícia, o grupo dele e as verdadeiras pessoas comuns, as pessoas da sociedade que não do grupo específico ajuntado. Não importa o quê: São negros contra brancos, amarelos contra verdes. Não importa onde está a linha divisória, desde que este grupo entre em choque antagônico, às vezes militarmente, às vezes com armas de fogo. Isto é o processo de desestabilização.

Os adormecidos (muitos dos quais são simplesmente partidários políticos, ou como diz o ex-presidente Lula, “exército do Stédile”. Pessoas sem perspectivas que são alienadas e mantidas pelo governo paralelo do próprio governo.) tornam-se líderes do processo de desestabilização. Não quer dizer que o camarada Lula mande o camarada Stédile para as ruas. A pessoa que organiza e realiza já está fazendo isso! Às vezes, recebe dinheiro de várias fundações para a sua luta legítima a favor de (sei lá!) direitos humanos, direito das mulheres, direito dos homossexuais, direito dos encarcerados, dos assassinos, dos estupradores, direito de se relacionar com uma criança para mascarar a pedofilia, seja o que for. Há pessoas que parecem de boa intenção que, ou não percebem ou realmente querem é promover a desmoralização, simpatizantes que lhe doam o seu dinheiro! Doam para que a escória se propague e chegue a todos os lares. É tão semelhante quanto às pornografias e promoção da desconstrução da família que as novelas de uma grande rede de televisão promovem. Tão qual como a Bíblia representa em seus textos sobre a Babilônia. O lixo e a escória promovendo seus próprios interesses, tornando o que é imoral em algo que deve ser mostrado ser comum na sociedade.

DA DESMORALIZAÇÃO SEGUIMOS À DESESTABILIZAÇÃO, DESTA ALCANÇAMOS A CRISE

O processo de desestabilização, normalmente, leva diretamente ao processo de crise. No caso de nações em desenvolvimento, o processo começa quando os órgãos legítimos de poder, a estrutura social, desmoronam, não podem funcionar mais. E então nós temos órgãos artificiais injetados na sociedade; tais como comitês não eleitos (lembram-se de que falávamos deles na primeira parte, http://www.nanocell.org.br/a-desconstrucao-de-uma-nacao/ na desmoralização?); assistentes sociais, que não são eleitos pelo povo; comunicação social, que são os senhores autoinvestidos de sua opinião; alguns grupos estranhos, que alegam que sabem como guiar a sociedade para a frente. Em geral, não sabem. São os conselhos consultivos populares que esse governo quer implantar. Tudo o que eles querem saber é como coletar doações e vender a sua própria ideologia misturada, misto de religião e ideologia. Hoje, eles mesmos repugnam a religião, mas se tornam seus próprios líderes religiosos.

Aqui, temos todos estes órgãos artificiais exigindo poder. Se o poder lhes é negado, tomam-no à força. No caso do Brasil, por exemplo, de repente tínhamos comitês revolucionários. Quem? O quê? Que tipo de revolução? Não havia revolução ainda, e ainda assim tinham comitês! Tomavam o poder de julgamento, tinham o poder de execução, tinham o poder de legislação e tinham o poder judicial, todos combinados numa pessoa, que é um “intelectual” de miolo mole, às vezes formado em Harvard ou Berkeley. Ele volta para o seu país e acha que sabe a solução para todos os problemas sociais e econômicos.

A crise é quando a sociedade não pode mais funcionar produtivamente: desmorona. Obviamente, esta é a palavra para crise. Portanto, a população como um todo anda a procurar um salvador. Os grupos religiosos estão à espera de que venha um messias. Os trabalhadores dizem: “Temos família para alimentar! Vamos ter um Governo forte, talvez um Governo socialista, centralizado, onde alguém coloque os patrões nos seus lugares e nos deixe trabalhar! Estamos cansados de greve e de perder horas extras e todas essas coisas. Precisamos de um homem forte, Governo forte! Um líder, um salvador, é necessário.” A população já está irritada e cansada. E cá está: temos um salvador! Ou uma nação estrangeira vem; ou o grupo local de esquerdistas, marxistas… não importa como eles se chamam: sandinistas, reverendo, ou algum tipo… O maior dos 300 picaretas que se mostrou… Não importa. Vem um salvador e diz: “Eu guiar-vos-ei!” Então, se aplica duas alternativas aqui: guerra civil e invasão.

Depois da desmoralização, veio a desestabilização, desta segue-se a crise, onde estamos, em seguida virá a Guerra Civil ou Invasão

Viram como funciona?

GUERRA CIVIL

Esta sabemos o que é. Pode ser a guerra civil do ser. Aqueles cansados de se verem enganados, roubados, turvados, privados dos recursos públicos que pagam suadamente todos os dias seus impostos, enquanto uma quadrilha saqueia descabeladamente, cabalmente, o tesouro que anos a fio vimos trabalhando para construir. E, sem o menor pudor, a resposta é: “Não sei de nada.”, “Não sei o que está acontecendo.”, “Vamos ouvir a voz do povo, entender o que o povo quer.”.

Então, saímos todos à rua para lutar pelo que é da nação, do povo por direito. E quando ouvimos pela mídia, tudo é mal interpretado, ou apresentado do jeito que lhes convém. Até ministros da justiça se interpõe entre o poder paralelo para proteger a quadrilha implantada. E segue-se a desmoralização da Instituição Pública da Justiça.

A próxima etapa é a normalização. E deixemos para o próximo texto.

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  • 1
  1. waldemar alves fuilho disse:

    Podemos acreditar em nossas Instituições? Eu acho que não, pois o que tenho visto é uma vergonha.
    Parlamentares corruptos, Instituições jurídicas falidas. Esta difícil vislumbrar uma saída para o nosso
    País.

    15/agosto/2017 ás 15:29

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