Ciência é INVESTIMENTO! Vamos tornar o Brasil em uma Nação rica e forte!

A CIÊNCIA NO BRASIL: COMO A PERCEBEMOS?

A CIÊNCIA NO BRASIL: COMO A PERCEBEMOS?

Maria Sousa Vieira, Fernanda Maria Policarpo Tonelli, Ricardo Cambraia Parreira, Rodrigo R Resende

Edição Vol. 4, N. 8, 17 de Abril de 2017

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2017.04.17.001

A ciência é vivenciada em cada momento de nossas vidas. Não precisamos ser cientistas para termos o contato com a ciência. O simples fato de andarmos em um meio de transporte automatizado, recebermos energia elétrica em nossas casas e adquirirmos um produto industrializado em um supermercado faz com que tenhamos contato com processos e recursos desenvolvidos através de ciência e tecnologia. E isto é fantástico! Vivenciar ciência é uma forma de se adquirir conhecimentos sobre o universo — construindo novas ideias que nos ajudam a compreender o mundo à nossa volta. Desde os primórdios da humanidade o ser humano tenta compreender a perfeita natureza para utilizar de maneira otimizada os recursos disponíveis a fim de revertê-los para a qualidade de vida da sociedade. 

A ciência, basicamente, começa com: “Como funciona?” e “Eu quero saber”. Porém, o “saber” é tão natural e direto que tentar definir o que isso significa pode parecer estranho. A resposta para nossos questionamentos pode ser extremamente complexa, já que este conceito pode ter muitos significados. Caso queiramos fazer uma lista de sinônimos, concluiremos que o “saber” pode significar: conhecer, sentir, avaliar, reconhecer, compreender, considerar, ou analisar, dentre outros. Mais especificamente no contexto da ciência, o “saber” significa exercitar a curiosidade, observar e coletar informações suficientes para identificar, distinguir e descrever as diferentes características da realidade, da forma mais verdadeira. Essa “realidade” pode ser real, concreta, natural, virtual, artificial ou até mesmo abstrata. O exercício da curiosidade produz o conhecimento.

A ciência tem cada vez mais evoluído nas diferentes áreas do conhecimento. A valorização e reconhecimento de nossa ciência brasileira é merecida e necessária. Ainda mais nos recentes anos em que professores pesquisadores estão sendo forçados a grandes esforços a fim de continuarem seus experimentos sem verba de financiamento. Em que alunos pesquisadores se dedicam a continuar seus trabalhos no laboratório sem bolsa. Portanto, o Instituto Nanocell, que tem a nobre missão de promover e divulgar as ciências e a educação para todos, vem reconhecer esta dedicação e empenho através da segunda edição do Prêmio Cientista e Empreendedor do Ano Instituto Nanocell. Além disso, também destacamos na Premiação empresas que, mesmo na crise, conseguiram se manter inovadoras e contribuir para o desenvolvimento do Brasil.

PRÊMIO DO INSTITUTO NANOCELL E SEUS INDICADOS

Nesta segunda edição do Prêmio Cientistas e Empreendedor do Ano Instituto Nanocell, tivemos impressionantes mais de 22 mil indicações de professores, alunos e empresas que se destacaram para além de suas respectivas áreas de atuação na ciência para aquelas que ajudam e visam ao próximo. Isso nos leva a ser o primeiro Prêmio nacional com a maior participação de todos os tempos. Participações estas que envolvem tanto a sociedade como um todo, assim como pelos nossos pares. É a verdadeira ciência que impacta a sociedade, o Brasil e transcende seus muros para o mundo. Um aumento de mais de 150% do número de indicações quando comparado à edição anterior! 

Conferimos cada um dos Cientistas (professores e alunos) e Empresas mais indicados pela sociedade e pela academia e, após cuidadosa análise de seus currículos, produções e feitos na sociedade tivemos a honra de selecionar 72 pessoas e 6 empresas para essa grande Premiação.

Lembrem-se, quem está nesta lista é porque faz a DIFERENÇA na sociedade e na construção de uma nação verdadeiramente forte! Vocês já são os grandes vencedores dentre seus pares.

Essa é uma premiação que não adianta pedir para participar. Não adianta ter influência no Instituto Nanocell para entrar. Tem que fazer a diferença para as pessoas que estão em sua volta e ser o destaque em sua área. 

 Os indicados foram reconhecidos em suas respectivas áreas como grandes influenciadores, referência profissional e pessoal por cada uma das pessoas que, por livre e espontânea vontade, entraram no site e os indicaram. Pessoas que, muitas das vezes, nem são da academia, mas tiveram suas vidas mudadas ou transformadas de alguma maneira para melhor, pelo cientista que ela o indicou. Isso mostra o quanto podemos modificar e marcar de maneira positiva as pessoas ao nosso redor com nossa forma de pensar, agir e transformar o mundo com nossas pesquisas e divulgação de resultados de forma acessível ao público.

O Brasil faz (e muito) pesquisas de impacto e merecedoras de toda e qualquer valorização! A você, pesquisador e empreendedor indicado, nós do Instituto Nanocell lhe parabenizamos pela transformação que tem promovido em nosso cenário científico e econômico. Você faz e acontece! Muda e incentiva as pessoas ao seu redor. 

DISTRIBUIÇÃO DOS MELHORES CIENTISTAS E SUAS RESPECTIVAS ÁREAS PELO BRASIL

Na edição deste ano, foi observado que a maioria dos indicados/selecionados, 74%, são da região sudeste. Nas outras regiões tivemos 6% centro-oeste, 17% sul, 4% nordeste e 1% de representantes da região norte. Dentre os estados que tiveram maior número de indicações de pesquisadores e empresas temos São Paulo com 48%, Rio de Janeiro com 14% e Minas Gerais com 12% (Figura 1). 

Certamente, diversos outros cientistas também merecem reconhecimento pela pesquisa de qualidade que desenvolvem, mas que não apareceram neste momento como indicados nas áreas abordadas deste ano. Isso mostra que a divulgação da ciência ainda deve ser cada vez mais propagada de forma eficaz para que os leigos e pesquisadores possam tomar conhecimento do que acontece no país e que, as pessoas merecedoras de destaque, recebam o devido reconhecimento merecido. 

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Figura 1: Distribuição de indicados/selecionados pelas regiões (esquerda) e estados (direita) brasileiros.

Igualmente à edição do ano anterior (2016), neste ano tivemos o estado de SP com um grande destaque no número de indicações em todas as áreas abordadas. Isso pode ser explicado devido ao grande desenvolvimento técnico-científico do estado com implementações de empresas e grande financiamento público muito bem gerenciado pela FAPESP. É tempo dos outros Estados brasileiros que tenham Fundações de Apoio à Pesquisa (FAPs) tornarem-se meritocráticas e não escravas de uma política espúria de governantes e gestores desqualificados.

Todo ano, o Instituto Nanocell modifica ou adiciona áreas de pesquisa em relação ao prêmio anterior, em acordo com os setores estratégicos para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do país, abrangendo mais pesquisadores, alunos e empresas que trabalham para o benefício da sociedade, pois assim, vislumbramos diversos campos de pesquisa que são importantes e participam do cotidiano de cada um de nós. 

Nesse ano, foram compreendidas as seguintes áreas: 

1-Biotecnologia Agro&Industrial; 

2- Produtos Naturais: novos fármacos e abordagens terapêuticas; 

3- Doenças Emergentes; 

4- Química Fina de Materiais; 

5- Saúde Mental; 

6- Biologia Sintética ou Engenharia Genética.

Na Figura 2, temos a distribuição por estado do número de indicados para cada área abordada nesta edição do Prêmio. Assim como no ano anterior, observamos que o Estado de São Paulo lidera em praticamente todas as áreas. Isso reforça como o investimento e o financiamento da pesquisa está diretamente relacionado com a capacidade de produção de conhecimento para a sociedade. E também, em como um ambiente de inovação com parques tecnológicos favorecem ao surgimento de empresas bem sucedidas. Não é preciso dizer que muito bem aplicados.

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Figura 2: Porcentagem dos indicados/selecionados, Cientistas (alunos e professores) e Empresas, de cada área da pesquisa desta Premiação em relação aos Estados brasileiros.

Na área de Biologia Sintética ou Engenharia Genética, o estado de Minas Gerais teve o maior número de indicações, uma área específica onde os pesquisadores têm o know-how e a criatividade na geração de ferramentas para a produção de animais e plantas transgênicas e o uso de bibliotecas combinatórias de moléculas como peptídeos, DNA, fagos entre outras. Alguns cientistas que foram indicados/selecionados ano passado, novamente o foram esse ano, porém, como não poderiam repetir nomes em duas premiações consecutivas, outros cientistas com currículos e número de indicações semelhantes foram selecionados. Dentre os que foram indicados, mas não selecionados estão os professores doutores Luiz Goulart, Ricardo Gazzinelli e Rodrigo Resende, e a aluna Fernanda Tonelli. 

Na área de Produtos Naturais, recebemos indicações de representantes de diferentes estados, destacando a boa exploração da biodiversidade brasileira na busca de substâncias naturais com atividade biológica e suas grandes aplicações biotecnológicas. 

Na área de Biotecnologia Agro&Industrial observamos que o Distrito Federal apresenta uma porcentagem significativa no número de indicações (17%). Isso pode ser explicado pelo fato da região Centro-Oeste ser considerada hoje o pólo agrícola do Brasil, produzindo grande quantidade de grãos para exportação. Além disso, contribui o fato da Embrapa ser símbolo de inovação nacional para incremento de produtividade. Essa conquista se deve a pesquisadores que desenvolvem avanços na biotecnologia voltado para área agrícola e pecuária visando ampliar a produção e reduzir os custos e, consequentemente, são reconhecidos pela população devido ao benefício proporcionado. É importante destacar também a representatividade da região norte e nordeste com os estados do Amazonas (9%) e Bahia (8%) na área de Biotecnologia. No Amazonas, o INPA aparece com destaque, lembrando que o diretor Dr. Luiz Renato de França foi um dos grandes vencedores do I Prêmio Cientistas no ano passado. E na Bahia, a UFBA com grande captação de recursos através da Petrobrás. Entretanto, essas regiões apresentam problemas de escoamento da produção, dificultando a exportação das matérias primas. Assim sendo, ocorre uma concentração de pólos agrícolas em regiões que apresentam maior infra estrutura para transporte da produção, como nas regiões sudeste, centro oeste e sul.

Na área de Saúde Mental, tivemos uma grande representatividade da região sudeste (São Paulo 55%, Rio de Janeiro 9% e Minas Gerais 18%) e do Rio Grande do Sul, representando a região sul.  O mesmo perfil foi observado com a área de Doenças Emergentes e Química Fina de Materiais, com o destaque da região sudeste, mas também representantes de outras regiões do país. Esses dados sugerem uma distribuição de grandes pesquisadores nessas áreas especificas pelo país, com competência técnica e científica de reconhecimento internacional e, provavelmente, pelo maior custo para o desenvolvimento dessas pesquisas. Entretanto, algumas áreas apresentam maior concentração de pesquisadores em determinadas regiões devido a uma necessidade local ou mesmo disponibilidade para pesquisa naquela região, variando de acordo com o campo de estudo. 

Em Biologia sintética e engenharia genética foi observado um destaque de indicações de representantes do estado de Minas Gerais (41%), seguido do Distrito Federal (25%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos 17%). Esse percentual expressivo de Minas Gerais se deve aos pesquisadores dessa área que sempre trabalham para vencer obstáculos e desafios da pesquisa de biologia sintética. Como exemplo, pode se mencionar a representatividade do Estado e do País nas competições internacionais de engenharia de sistemas biológicos (IGEM) pela Universidade Federal de Minas Gerais. O avanço e esforço desses pesquisadores são percebidos pela população e, com isso, são indicados e reconhecidos, o que está em acordo com os dados coletados pelo Instituto Nanocell durante a realização do II Prêmio Cientistas e Empreendedor do Ano Instituto Nanocell.

Finalizando, na área de empresas, verificamos que o empenho, coragem, dedicação e risco a que se submetem nesse último ano puderam propiciar um crescimento e destaque na economia científica do país com a valorização de seus produtos. São empresas inovadoras e que acreditam na capacidade técnico-científico do Brasil para mudar o cenário atual e propiciar um marco na história econômica. Na edição deste ano, as 6 empresas indicadas pertencem à região sudeste, sendo que 5 delas possuem sede no estado de São Paulo (83%). 

Em relação ao sexo dos cientistas, há uma predominância em nomes de destaque para os homens (Figura 3). Não que isso signifique que não haja mulheres em destaque. Porém, os nomes que aparecem e surtem maior efeito na e para a sociedade parece que os homens têm um maior desempenho em tornar real suas pesquisas e valorização no local onde vivem. Óbvio, as mulheres representadas nesta edição são fenomenais e, muitas delas, de destaque maior do que seu universo geográfico, quebrando as barreiras nacionais e transpondo-o para o mundo.

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Figura 3: Cientistas indicados em cada área, distinguidos pelo seu sexo.

E é nesse cenário alvissareiro que convidamos a todos para votarem, selecionarem e compartilharem os maiores cientistas e empresas de biotecnologia do Brasil em suas respectivas áreas de atuação pelo link Poderão acessar a área de votação, assim como compartilhar-lá, pelos endereços http://www.nanocell.org.br/ e pelo Facebook https://www.facebook.com/institutonanocell/.

Nossos agradecimentos e boas votações!

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  • 1
  1. Bernardo Severo Filho disse:

    Excelente trabalho de divulgação. Em períodos de crise a importância da criatividade se destaca ainda mais. Magnífico esforço do Instituto Nanocell em sinalizar o progresso alcançado, fruto da cooperação academia/empresas/sociedade.

    23/abril/2017 ás 09:31

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